31 de dezembro de 2010

Então...


...venha de lá o ano novo,
que o velho está mais do que arrumado!

Balanço?! 
Não, deixem estar...


Foi bom, foi mau... Good king, bad king...
Isso são meros juízos de valor...
Como se na vida fosse possível resumir alguma coisa a uma média...
O que importa é que o novo seja diferente.
Que não se repitam erros.
Quando muito, que se cometam erros novos e que se aprenda com eles.
Que se façam muitas coisas certas.
Que não se deixem passar oportunidades.
Que se cresça.
Que se viva...

Uma foto por mês ~ Dezembro ~


Não há muito que queira recordar deste mês de Dezembro...
A sensação que tenho é que, ainda que em correria exacerbada,
o tempo arrastou-se de forma quase dolorosa...
 Relembro apenas o dia de ontem...


30 de dezembro de 2010

Just wandering*

Se há dia em que é mais ou menos lícito 
pensar primeiro em nós,
há-de ser no dia do nosso aniversário, não?!





* not wondering

Estradas de papel

Ao avô António, 
pela estranha saudade.
Ao avô João,
pelo desejo de melhoras rápidas.  

Diziam alguns que ele era um homem de poucas palavras. No entanto, pecava por ingenuidade aquele que pensasse que ficava alguma coisa por dizer. Falava com o olhar, com as mãos. Dizia meia palavra e aqueles que o amavam e compreendiam entendiam a mensagem.

Não se fala muito dele, como se verbalizar agudizasse a dor pela sua ausência. Não importa. Vou-me encontrado com ele nas pistas que deixou pelo caminho.

Encontro-o nas páginas dos livros que deixou arrumados na estante antes de partir, faltavam ainda alguns dias para eu vir ao mundo, há 27 anos atrás. Palavras escritas a carvão, sumidas porque se foram fundindo com o amarelecimento do tempo. Sublinhados, traços, palavras breves, reflexões e referências, tudo desenhado numa caligrafia lenta e estudada de menino de escola.

Era um homem do campo, mas fazia das viagens em tapetes de páginas voadoras a sua fuga dilecta, à luz ténue de uma candeia de azeite. Não se fechava naquele vasto mas ocluso mundo de terras e vinhedos protegidos pelas muralhas do vale. Não. Voava além destas e crescia, crescia…

E enquanto releio as suas anotações, nestes livros velhos mas imortais e sábios, percorro as mesmas estradas de papel que ele e, juro, se fechar os olhos, sinto a sua mão na minha, sinto que caminho lado-a-lado com ele...






Para o desafio de Dezembro,
com o tema Objectos, pessoas, sítios e acontecimentos.


Imagem: 
Old books, por David Reneses



E eu não consegui desligar a televisão...

             


Before the worst
por Ême


Há sempre uma primeira vez; a primeira cedência ao encanto do outro, o primeiro toque descoordenado de duas mãos, o primeiro beijo que tem tanto de desajeitado como de delicioso, o primeiro olhar cúmplice que comprova que "tu és eu" porque "tás a pensar no mesmo que eu", a primeira vez em que despes a roupa e a alma e deixas-te ir, fechar os olhos e cair para trás sabendo que alguém [alguém não, Ele] estará lá para te segurar, amparar e, com sorte, te beijar carinhosamente o pescoço. Há sempre uma primeira vez para fechar os olhos e arriscar tudo na pessoa que pode ser [é] the special one. Sempre. Há sempre um momento em que vês dois caminhos e escolhes aquele que te faz sentir feliz porque nem vês o outro, porque não há como não seguir em frente, porque é o único oásis no deserto que foi a tua vida antes dele. Ele.

E depois, por vezes, há um momento em que sabes que dali para a frente só vai existir chuva. E dor. E insónias. Há sempre um momento em que sabes [porque sabes] que dali para a frente, tudo vai virar-se do avesso e, caso continues, só irás ouvir o uivo do lobo solitário que, se parares para pensar, serás tu.
Há sempre um minuto, dois, vá, em que realizas que dali para a frente não irás adormecer facilmente porque os batimentos do teu coração farão tanto barulho, tentando encaixar o ritmo, que não poderás descansar, e sabes que, a partir daquelas palavras, daquela constatação, daquele momento que pode até ser insignificante para todos mas que te farão sentir serem a curva da estrada, Tudo irá mudar. Na mente, acredita em mim, irão ecoar frases em inglés, normalmente é o "the point of no return" e depois, para alternar, darás por ti a cantar Gilbert Becaud e o doloroso "Et maintenant". Tens o filme todo à tua frente. Sabes.

E sábio é aquele que se entregou quando teve vontade, sem reservas nem merdas e apostou o seu coração naquela pessoa que, como por magia, lhe encheu o coração de gomas e confetis. E sábio é aquele que sabe que, a partir daquele momento, aquele gesto, frase, pressentimento ou seja o que for [quando acontecer, tu sentes, descansa] vira as costas antes de se transformar no tal lobo solitário que uiva desalmadamente. Bonito é manter a coisa na ilusão, escolher acabar ali o filme por saberes que irá acabar mal. Não é cobardia, sabes? acho que lhe chamam protecção. Sabes que daquele ponto tudo irá ficar nublado e feio e desligas a televisão. É uma opção. Não sei se digna, sei que menos dolorosa.





29 de dezembro de 2010

Uma foto por mês ~ Novembro ~

Bublé

Os bilhetes estavam reservados desde Março. Daí até ao dia do concerto, esqueci-me e voltei-me a lembrar dele e das suas músicas... Aconteceu tanta coisa entretanto, ouvi e aprendi tanta coisa nova no plano musical...
Foi um óptimo concerto, ainda assim! 
Um dos momentos altos de Novembro.

Os últimos quatro meses do ano viriam a ser muito 
complicados, tanto do ponto de vista emocional como físico...

Novembro foi também mês de procura de escapes...
Passei também pelo concerto dos Vampire Weekend
e dediquei um fim-se-semana a um workshop de escrita com o João Tordo.
Valeu pelo esforço...

28 de dezembro de 2010

...


Could it be more me?!

Uma foto por mês ~ Outubro ~

Viva México!

Palavras para quê... foi booooom!!

Uma foto por mês ~ Setembro ~

Ah, os sapatos!!!!!
Uma compulsão... um escape vergonhosamente consumista!

Setembro foi o mês do nosso almoço de não-Natal 
(a desculpa apenas para o figurino para um encontro de 
bons amigos).
Era suposto usarmos uma peça de roupa ou um acessório vermelho.
Aquilo entrou-se-me na ideia, 
pegou-se à vontade de comprar 
uns sapatos vermelhos 
que tinha já despertado há uns meses
quando me 'ofereceram' 
a música Brand New Shoes de She & Him
e puff!
Cá estão eles!
J

26 de dezembro de 2010

Coisas* que se descobrem na tarde gelada do dia de Natal


E não é que o Dr. House era um dos mauzões dos 
101 Dálmatas?!!
Como é que eu nunca tinha dado por isso...


*altamente relevantes

Feliz Natal quadripolar

E no dia 23, directamente de Coimbra, chegava o meu postal de Natal quadripolar!
Diz a Susana "pelo que deu para me aperceber, és dada à leitura", e foi por isso que ela me enviou uma "foto da estante lá de casa"!
Obrigada, Susana, muito bem pensado!

Faltou foi identificares o teu blog, para que possa retribuir a visita!
Um beijinho*

Uma foto por mês ~ Agosto ~

Mar

O melhor destes dias de Agosto...

25 de dezembro de 2010

Uma foto por mês ~ Julho ~

Calor

Havia tantas outras fotos para
ilustrar os sentimentos que me invadiram durante
este mês... Melhor não...

Esta resume tudo: resume o calor que se fazia sentir
na pele... assim como o calor que se fazia sentir no
coração...

Foi um mês muito bonito...
(e recordá-lo assim faz chorar... tanto...)

24 de dezembro de 2010

Uma foto por mês ~ Junho ~


Aos amigos

Aos velhos amigos, aos novos amigos...
Sim, quando queremos realmente,
o tempo para estarmos juntos arranja-se!
E Junho foi um mês em que se arranjou muito tempo!
Para almoçar com amigos,
para escapar uma tarde e ir provar o primeiro Santini,
para voltar ao Bairro Alto numa noite quente...
para tanta coisa...

23 de dezembro de 2010

Uma foto por mês ~ Maio ~


O dia 21 foi definitivamente especial,
sobretudo para eles, mas também para toda a família.
No dia respirou-se de alívio por ver-se concluídos
todos os preparativos e por ter corrido tudo bem.
E sorriu-se, sorriu-se de felicidade,
porque ela sim merecia um conto de fadas assim!

Quero crer que não é só embirrância minha...

... mas estão 10 graus lá fora e um vento acutilante que parece que nos chega aos ossos. Aqui o nosso open space só por si já é bem frio no Inverno, sobretudo de manhã...


...chego aqui às 9h, a tiritar, e constato e comento que o ar condicionado está desligado e a resposta que oiço da única alminha (adivinhem!) que já cá está é:

- Ah, estava ligado quando cheguei e fui eu que desliguei. É que acho que não está frio nenhum. Mas tu tens frio?!!



Não, tenho lá agora frio, aqui no pico do calor!!

Bolas, ainda bem que as férias estão a 6 horas de distância...

22 de dezembro de 2010

Who you gonna call?!

Acabou de chegar aqui à empresa a equipa de controlo da desbaratização que fizemos há uns meses...
Juro que eles têm exactamente a mesma pinta que os Ghostbusters!


Fato macaco, lanternas na mão, bisnagas com um produto estranho e um ar muito decidido tipo "exterminadores"!

Uma foto por mês ~ Abril ~

Down south by the sea

No facebook, este é o nome que dou ao álbum
(citando uma música que me é muito querida)
onde vou relatando as nossas fugas para Sul.

Quatro bons amigos que de vez em quando se escapam da rotina e durante dois ou três dias se libertam das máscaras e dos uniformes...

Em Abril, o mar não convidava ainda a grandes banhos,
mas o sol já nos aquecia a pele.
De resto, há sempre outros lugares a (re)visitar!

Na foto... 
...à esquerda: restaurante Le Delizie; pôr do sol no cais em Ferragudo;
eu, o Racker e a L. a contemplar o mar.

... à direita: Casa da Isabel em Portimão; 
a Blanche Cérise na praia a escrever para o respectivo blog; 
gaivota em Albufeira.

21 de dezembro de 2010

Uma foto por mês ~ Março ~



O mês foi de correria e de rotinas, se bem me lembro...
Ainda assim, vale recordar o despertar dos dias de Primavera:
 gosto tanto tanto desta foto, pelas cores e pelo que representa.
No campo, aqui e ali florescia-se por estes dias, 
florescia-se tal como o fazia esta cerejeira da horta.
Vale também recordar encontros de amigos e
descobertas de cumplicidades...  

20 de dezembro de 2010

Uma foto por mês ~ Fevereiro ~

Cabo Verde


Fevereiro pareceu um mês tão pequeno para tanta coisa!
Foi o mês da minha primeira viagem para fora da Europa.
No dia 12  partia com duas amigas com destino 
a Cabo Verde, a dias de paz e a temperaturas quentes.
Por cá, gelava-se e enfrentava-se dias de temporal.
Por lá, imperou o lema local do NÔ STRESS!

Regressei com um tom de pele contranatura,
uma boa disposição surpreendente,
e uma vontade enorme de fazer tudo e mais!

19 de dezembro de 2010

Uma foto por mês ~ Janeiro ~

Na sequência do desafio lançado pela Sara, do Coffee and Flea, inicia-se assim uma sequência de fotos "best of" de 2010.

A ideia é muito simples: seleccionar uma foto que tenha marcado de alguma forma cada um dos meses deste ano que se aproxima agora do fim. No meu caso, vou passar em revista ali o meu blog do lado e escolher a foto que me marcou ou aquela que melhor caracteriza cada um destes meses...


Pós-graduação

Ainda que iniciada no final de Outubro de 2009, 
diria que foi em Janeiro que os motores aqueceram realmente.
Foi um mês de grande dinamismo por lá.
Primeiros testes, ritmo a acelerar...
conhecer melhor pessoas...
começar a criar rituais meio inconscientes...
conhecer melhor uma pessoa...

Apesar de tudo, foi um mês que realmente contrabalançou 
a aura cinzenta e estranha que o ano anterior tinha deixado...  

18 de dezembro de 2010

É uma pena que...

... em alguns momentos na vida nos esqueçamos mais rapidamente das coisas boas do que das más.

Depois de duas semanas sem Internet, falei com dois técnicos hoje por telefone:

- O primeiro, um BRUTAMONTES desagradável que só faltou chamar-me de louca e parva, que se atreveu a declarar que a minha ligação estava funcional sem sequer se dar ao trabalho de perguntar se eu estava perante o computador para a testar, que se recusou a agendar uma visita da assistência técnica e que ainda me ameaçou com a cobrança dessa mesma assistência.

- A segunda, uma menina atenciosa, que não me obrigou a repetir os passos infrutíferos que os colegas ao longo das duas semanas passadas me iam indicando repetidamente, que me ajudou EDUCADAMENTE a reconfigurar a ligação e que, mesmo depois de já ter o serviço a funcionar, insistiu em não desligar a chamada até que eu reiniciasse todo o equipamento e me certificasse de que se mantinha tudo ok.

Infelizmente, o nome desta menina não fixei, mas o do brutamontes ficou-me gravado na memória e em papel... e certamente será muito bem aplicado no momento em que apresentar a reclamação formal...*


*É, eu também já fiz 
atendimento ao cliente - atrás de um balcão e do outro lado de um telefone... 
e sei que os clientes se tratam com educação e não com rudeza. 
Os clientes e não só, de resto...  

17 de dezembro de 2010

Intermitências da leitura

Desde que comecei a ler este:


Já fiz pausas para ler estes:


Há qualquer coisa na evolução do trabalho da Joanne Harris que 'bloqueou' a minha empatia para com a sua escrita e/ou as suas temáticas...

Em contrapartida, entro finalmente na literatura portuguesa contemporânea, a quem estava a dever muita da minha atenção! E o balanço é muito muito positivo!   

15 de dezembro de 2010

E em tempos de crise, por onde é que se começa a cortar?

     
Pois, parece que é mesmo na Educação, sem dó nem piedade, e sem ter em conta as especificidades de cada caso... O decreto-lei aprovado não refere com clareza se haverá medidas especiais para casos especiais e por isso mesmo brota o clima de preocupação...

Na minha terra só há uma escola de 3.º ciclo e ensino secundário - a escola onde estudou a minha tia, pertencente à primeira geração do ainda Liceu Irene Lisboa, a escola onde estudei eu e o meu mano, no já Externato Irene Lisboa, e a escola onde há-de estudar o meu sobrinho, no actual Externato João Alberto Faria.

Por ser uma escola com estatuto semi-estatal, não advém daí que seja uma escola de elite em que os pais metem os meninos porque assim o escolhem. Não, é mesmo a ÚNICA do concelho. Não há alternativas. E é essa única escola para uma população de 12000 habitantes que terá de fechar as suas portas se o Estado avançar com as medidas aprovadas... (Ler notícia no Público.)

Estou - estamos todos - todos revoltados e preocupados...
E hoje reclamamos por isso mesmo:


Corrijam-me se estou enganada, mas a Educação não devia ser uma prioridade?!

A educação musical de Anna XIII (weather mood)

E que mais dizer sobre o dia de hoje...
A foggy day...* As foggy as it can get...
Mas não a inspirar serenidade como esta música... 
que o dia foi complicado, pah, sobretudo no que toca ao trânsito!

[Rufus Wainwright ~ A foggy day]

*Obrigada pelo reminder, S.!

13 de dezembro de 2010

Pensamento do dia

    
Para desistir também é preciso
ter muita 
coragem...

10 de dezembro de 2010

A educação musical de Anna XII

Estou a fazer o trabalho de casa, S.!
Obrigada, estava a precisar de flutuar um bocadinho...



Li algures que é como "um disco para você pensar na vida, em dias chuvosos - de preferência"...
Sim, é isso...

Até os rochedos desabam um dia...

... e nesse dia perdemos a capacidade de reagir...

A minha mãe não chora.
Raramente chora.
E quando o faz, certifica-se de que ninguém se apercebe.
A minha mãe é dura na queda.
É aquela que reage com frieza quando mais ninguém o consegue.
É aquela que não perde as forças apesar da tempestade...

Mas hoje chora.
Chora de cada vez que começa a falar.
Chora e eu nem sei como ajudar quem nunca precisou de ajuda.

Essa maldita doença começou a pairar.
Primeiro a tia G. Depois a tia R.
Sobrevive-se e resiste-se.
Depois o desemprego do pai, a incerteza, o rasto da fraude que lhe retirou a estabilidade numa idade em que é cedo demais para a reforma e tarde demais para novo emprego.
Avança-se e prossegue-se.
Agora o avô.
A idade que lhe rouba as capacidades, no corpo e na mente.

E neste momento, até a rocha cede perante a sucessão de vagas.
E cede com toda a legitimidade.
Eu sei.
E eu estou aqui.
O melhor de mim pode não ser muito, neste momento, mas está aqui para ajudar...
Um passo de cada vez...

Constatação

Não, ao contrário dos gatos, os hamsters não caem de pé.
Estatelam-se mesmo no chão como se fossem uma batata.

Pois que a Josefina ontem passou-se ao meu colo e, entre os meus braços e ombros, improvisou uma manobra de diversão altamente perigosa e desafiadora das leis da gravidade e acabou por se atirar para o chão. Ora 1,5 m de queda em realidade de rato é capaz de ser o quê? Quatro andares?

Juro que gelei quando ouvi o baque do embate no chão e a vi completamente atordoada no meio do chão!

Aquilo passou-lhe, aparentemente. Ela mexer-se bem e tudo mais, mas a verdade é que a bichinha está com um comportamento estranho...

8 de dezembro de 2010

Finding the right gift is... a gift!

        
Há uns dias atrás, uma amiga extravasava no Facebook a sua frustração pela imensa dificuldade em encontrar os presentes certos para cada pessoa... Exasperada, dizia que preferia que as pessoas lhe dissessem com todas as letras o que queriam receber.

Respondeu-lhe uma outra amiga que a ideia dos presentes de Natal é precisamente encontrar algo que tenha um pouco de nós e um pouco da pessoa que o vai receber.
Responder a um mero pedido 'queima' o espírito.




Não podia estar mais de acordo!
Por toda uma série de factores (orçamentais, sobretudo), a tarefa pode tornar-se complicada, mas o desafio de encontrar algo em que convirjam traços nossos e traços da pessoa que o vai receber tem tanto de complicado como de aliciante!

No meio de toda a correria e confusão e o pensamento recorrente do "estou cansada, deixo o resto para amanhã", dá um gozo imenso encontrar finalmente o presente, que sabemos que deixará com certeza um sorriso de reconhecimento nos lábios de quem o vai desembrulhar!

A tarefa torna-se tanto mais fácil quanto mais pontos de interesse comuns tenhamos com a pessoa em causa, claro. Mas, ainda assim, são os casos em que as ideias brilhantes não são tarefa fácil que dão ainda mais gozo no final!

Andei à caça de presentes de Natal, hoje (pois...)!
Felizmente, parece que metade da população tratou dessa tarefa no feriado e no fim-de-semana passados, já que o caos do shopping era perfeitamente aceitável!
Estão ainda por surgir algumas ideias luminosas e essenciais, mas admito que boa parte dos presentes estão despachados!

7 de dezembro de 2010

Fio


O fio que me mantém à tona perdeu a sua força.
Agora basta um ligeiro toque para partir...
Os sinais da depressão começam a ser demasiado evidentes e eu já não tenho mais como os camuflar...
Faltam-me as forças...


(Por aqui, não é que falte a vontade de escrever... apenas não consigo escrever nada com um tom que me agrade deixar aqui...)

6 de dezembro de 2010

Ok, Agualusa, captaste a minha atenção

    
A realidade 
sofre com frequência 
de surtos psicóticos.

~ Milagrário Pessoal ~

3 de dezembro de 2010

A educação musical de Anna XI

Há músicas com um poder sinestésico inexplicável...
Não, não chegam apenas ao ouvido...
Não, nem sequer é aí que chegam em primeiro lugar...

follow the flame 
or fall on the floor


[Vesuvius ~ Sufjan Stevens]


2 de dezembro de 2010

«Então, nevou na tua terra?»

Perguntaram-me durante o coffee break se tinha nevado na minha terra esta noite.

Pergunto-me se andam a levar-me demasiado à letra quando digo que "moro na província" e me imaginam de imediato a viver numa aldeia recôndita na Serra da Estrela ou coisa que o valha...

É ironia, amigos! Estou só a 35 kms da capital!

E sendo que não moro em nenhum ermo no alto duma montanha (o que é do conhecimento da pessoa que perguntou) então diria que a pergunta é... hmm, deixa ver... PARVA!!!

1 de dezembro de 2010

Verdades

Saído de um tribunal onde se ouviram versões contraditórias do mesmo acontecimento, o senhor Valery disse:
 - A única hipótese de a verdade sobreviver é multiplicá-la. Se a verdade é uma única, e a mentira pode ser todos os biliões de possibilidades que restam, então, descobrir a verdade será quase impossível: um acaso milagroso; e a mentira, pelo contrário, aparecerá sempre, em todo o lado.
 E para exemplificar o que dizia, o senhor Valery fez um desenho
- O que é preciso é ter tantas verdades como mentiras - disse o senhor Valery. (E desenhou)
 - …ou então… - e o senhor Valery não conseguiu deixar de fazer um sorriso irónico, enquanto desenhava
 - …ou então - concluiu o senhor Valery - é necessário ter uma única hipótese para a mentira. 

Gonçalo M. Tavares, O Senhor Valery 
~ ~ ~ ~ ~

Há dias, as verdades afectaram uma amizade na minha vida de tal forma que ditaram o seu fim.

Porque não era uma amizade válida, portanto.
Porque admitindo então que "cada um tem a sua verdade"*, então um amigo estaria disposto a aceitar a verdade do seu par. Não a aceitá-la para si, como sua, mas simplesmente a admitir a sua existência.

Não falamos de verdades, mas sim de opiniões e aí sim, cada um tem a sua.
Não imponho a minha sobre quem me rodeia, limito-me a partilhá-la com quem o quiser, mas também não admito que a questionem e, pior, que a usem para me atacar...



*Citando-te...

29 de novembro de 2010

Ir ao cinema comigo

... pode ser uma experiência curiosa.*
Sobretudo se me deixarem escolher/propor o filme e comprar eu os bilhetes.

Chegar à bilheteira, ver que está lotada a sessão para o filme escolhido e ter de decidir live uma alternativa.


- Oh, vamos lá ver aquele filme do Clooney!, sugere-se.
Está bem!, concorda-se. 
- Então queria bilhetes para o Imparável, se faz favor.


Segue-se para tomar um café antes da sessão... damos por nós entre dois cartazes:
à esquerda, Imparável, com Denzel Washington
à direita, o Clooney em destaque à direita do título, O Americano.




- Er... Imparável? Não era este pois não?


Ups! Toca a correr para a bilheteira e fazer o choradinho para trocarem os bilhetes.
Ups! Já só há bilhetes de primeira fila para o filme do Clooney...
Ups! Lá terá de ser este então...

Bom, visto o filme, sou ilibada pela maioria!
Não perdemos com o equívoco, que o filme é bom!
I'm a natural no que toca a enganos que correm bem, portanto!...

Das últimas vezes em que colocaram a tarefa nas minhas mãos, a coisa correu menos bem... muito menos... O grupo de cerca de dez pessoas que levei a ver o Femme Fatale com a Rebecca Romijn, há uns bons anos já, passou o resto da noite com vontade de me esganar pela escolha... Não percebo porquê, eu até gostei... Não sabia que ia gostar, mas até gostei...



* Ver também foto do dia de sábado, 
no blog ao lado.

23 de novembro de 2010

Pensar e(m) escrever


Sim, é verdade.
Paramos um bocadinho para pensar e faz sentido - quantas vezes o que escrevemos não acaba por se tornar aborrecido precisamente por não deixar nada para ser sugerido?

Ser demasiadamente descritivo pode ser uma forma de segurança, mas também pode tornar-se aborrecido...

Não há duas mãos que escrevam exactamente da mesma forma. 
A escrita é como uma impressão digital. 
Mais, a escrita pode ser um reflexo, um impulso. 

Assim mesmo, quando/se escrevemos para 'sermos lidos', podemos pensar sair um pouco das nossas palavras, procurar uma visão mais panorâmica e olhar para elas como olharia quem as lê, para perceber o que poderá soar bem ou mal, o que é desagradável e o que capta a atenção. É um exercício interessante.

Um fim-de-semana a falar de escrita e de literatura foi matar saudades de qualquer coisa que me é vital, além de me dar oportunidade de pensar mais em todas essas questões relativas à escrita, ao desenvolver de ideias, dar-lhes corpo (interessante) e uma estrutura...
Bom, muito bom!
Pena que tenha sido um fim-de-semana só!

18 de novembro de 2010

Dislexia táctil

sangúineos
sanguíenos
sanguúneos
sangíuneos
sanguienos
sangu+neos

Aaaarrghhh!!!
Trabalhar assim não rende!!!

17 de novembro de 2010

Ai queres luta?!!


Então é luta que vais ter!!
Anda lá que eu trato de ti!
Não vai ser um softwarezinho 
com aspirações a perfeito, prático e abrangente e mimimi,
que depois arma birras e finca-pés só porque sim
que vai levar a melhor sobre mim! 
Hmmmm!

16 de novembro de 2010

Poesia à meia-noite


Uma vénia e um sorriso.
Oculto por entre as cortinas da noite.
De olhos fechados, sente encher o ar 
o aroma de uma cumplicidade 
que não quer denunciar.
Amadores de meia-noite não desvendados.
Desenham-se em notas de música 
sorrisos e reencontros em palavras.
Reconhecem-se olhares perdidos 
nas brumas de um mapa onde, 
com passos dedilhados, 
chegam um ao outro num ápice.
Sentem-se carícias imaginadas.
Imaginam-se as que ficaram ainda por sentir, 
através do véu de seda 
de um sentimento 
alvo. 


15 de novembro de 2010

Serei eu a única

que acha que o discurso promocional do novo seguro automóvel para mulheres que surgiu recentemente tem um tom um bocadinho sexista?...


(...) é o seguro automóvel que pensa nas mulheres (...) 
que têm mais que fazer que mudar pneus
ou desencantar soluções porque,
 em vez de gasolina, puseram gasóleo.

14 de novembro de 2010

A educação musical de Anna X



~ Trabalho de campo - Vampire Weekend ~
Campo Pequeno, 10 de Novembro de 2010 

Quarta-feira passada foi dia de fim-de-semana no Campo Pequeno.
Uma noite animada, quente, a contrastar com o frio lá fora, típico de uma Lisboa em Novembro. 
Lá dentro, não houve frio, apenas o calor de uma música animada, a saber a Verão, a descontracção e a ritmos longínquos e com um toque de exotismo. Tudo reunido num espectáculo simples, mas em que não faltou entusiasmo.

Gosto da parafernália com sentido de sons que os meninos lançam para o ar. Gosto do paradoxalmente adolescente e profissional dos quatro meninos. Gosto de não me sentir na Europa quando levada pela sua música.

Foi bom, muito bom, cerca de uma hora e meia neste tom e nesta atmosfera que em alguns momentos nos trouxe mais granel (nas palavras do meu quase chaperon) do que eu esperava, um granel que foi surpreendentemente agradável e revigorante!

Faltou-me (a mim, muito mais do que à atmosfera do espectáculo, diria...) a I think ur a contra, e a julgar pelo que li algures - porque há alegrias que só o Porto nos reserva -, parece que a Norte não ficou esquecida… 


12 de novembro de 2010

Adenda ao casting para namorados...

... lançado aqui por inspiração do blog do caro Tolan há umas semanas atrás,

fui ontem muito pertinentemente alertada para o facto de me faltar um requisito imprescindível à lista apresentada!

Falta, pois, indicar a absoluta premência de o candidato

organizar um fim-de-semana surpresa em Paris!
(passagem pelas livrarias em St. Michel dá direito a estrelinha extra)



Muito bem lembrado, D.!
Thanks

9 de novembro de 2010

Estes paradoxos

Ah! Nada como ver-me obrigada a pedir ajuda a um total desconhecido para me trocar as escovas limpa-vidros do carro, ali mesmo, no meio do estacionamento da loja!

Chega a ser paradoxal:
tenho de traduzir (bem, espera-se) textos do sector automotivo com alguma frequência
mas depois não sou capaz da tarefa ridiculamente básica de trocar as benditas escovas*!!!


*Já com os pneus é outra história, que até me safo!
O que é ainda mais parvo, pensando bem,
em comparação com as escovas...

7 de novembro de 2010

Convite

Um dia destes queres ir comigo à Lua?
Esperamos que anoiteça e levamos a toalha de piquenique...

Vamos, claro que vamos!

Chegar ao fim de um bom livro...

                        

... é como desembocar finalmente na entrada de uma clareira inundada pelo Sol, depois de uma corrida vertiginosa ao longo de páginas e páginas de personagens e locais...

Sentimos os aromas pelo caminho, partilhamos as angústias, as sensações, as descobertas das pessoas que vamos encontrando pela mão do protagonista...  Com ele andamos cautelosamente, corremos desesperados em fuga, gritamos de susto, sustemos a respitação e suspiramos por finalmente chegar a um porto de abrigo...

Seguimos ao ritmo da passagem pelos estreitos e pelas pontes que nos levam de capítulo em capítulo, saltamos obstáculos, abrandamos por momentos para reflectir...

E no final, o passo acelera, as palavras voam à nossa frente... Avançamos, corremos e, ao virar a última página, enfim, chegamos ao destino que o autor desenhou para nós... Nesse momento estacamos, curvamo-nos sobre o abdómen para recuperar o fôlego e voltamos a erguer-nos, olhamos à nossa volta enquanto revemos mentalmente todo o percurso desde o primeiro passo no caminho...

Se o livro é bom, então desejamos ardentemente encontrar um beco, uma entrada de gruta, uma aberta subtil entre as árvores da floresta, que nos leve a percorrer mais e mais, porque histórias boas deixam sempre o leitor a querer mais e mais!

~ ~ ~ ~

Zafón tem o dom de nos levar por caminhos assim. A chegada à clareira da última página de cada um dos seus romances deixa-nos sempre na expectativa de descobrir a passagem para mais e mais...

Sendo anterior aos seus dois grandes êxitos em Portugal, não perde por isso em intensidade, poder e ritmo. O imaginário, o espaço e as personagens deixam já antever o estilo do próprio autor e levam-nos para locais que, juramos, já começamos a conhecer, mesmo sem nunca lá ter estado...

Para quando mais?



4 de novembro de 2010

Bublé

Foi bom, muito bom, o concerto! Melhor do que esperava!
O menino tem uma óptima presença em palco, é extremamente natural e emana bom humor! Brincou sobre ele, sobre a banda, sobre nós até!

Sim, a sua voz ao vivo é exactamente aquilo a que estamos habituados, sem qualquer expectativa defraudada, muito pelo contrário! É tão intensa que arrepia cada pelinho do corpo! E arrepiou - especialmente no final, fechando o concerto com uma música a capella e 'sem' microfone, a chegar a um Atlântico inteiro fascinado!

Além disso, fazer-se acompanhar com uma banda assim, bem, é revestir o azul de ouro!

Quanto ao ambiente do concerto, bom, confesso que esperava uma convenção de histeria, fortemente feminina. My mistake. A audiência era muito mais heterogénea do que se imaginaria e com gente não doida (a grande maioria, vá), mas sim com bom gosto e vontade de ouvir boa música e um espectáculo agradável.



[ Me and Mrs. Jones]

E pronto, siga-se agora para outros departamentos musicais...
e tanta coisinha boa de ouvir a saltitar pela capital...

2 de novembro de 2010

Wonderful tonight


Bublé... E os bilhetes já foram comprados há tanto tempo que, há dias atrás, já nem me lembrava do concerto...
Devidamente 'rememoriada' agora, a expectativa foi retomada!

Dei por mim estes dias, no carro, a ouvir o álbum dele que estava mais ou menos perdido no porta-luvas... Parei com a música em baixo...

Poder-me-iam perguntar porque é que, a poucas horas do concerto dele, escolho uma música que nem sequer é original dele...
Porque além de adorar o arranjo feito, esta música é especial e conta uma história...

Uma história de dois adolescentes apaixonados que escolheram uma música de gente grande como a sua música. Escolha insólita, mas tão nossa, tão ao nosso jeito... Como todas as histórias de amor do tempo de escola, também esta é agora uma doce recordação, apenas, cujas imagens se projectam na mente ao som desta música...

Mas isso são só recordações*!
Por agora, venha lá uma noite grande hoje!



[Wonderful tonight ~ Michael Bublé feat. Ivan Lins]

*o que acaba por servir para dar resposta à
pergunta-desafio
à qual não consegui dar resposta no momento em que foi lançada.
A ideia era nomear
uma música que fosse especial,
de alguma forma marcante...
Não é a única,
mas é sem dúvida uma delas...

29 de outubro de 2010

Quente



Caem sobre nós gotas quentes de Sol, do calor que, ao longo dos dias estivais, foi sendo secretamente desviado para parte incerta. Ou quase...

Escondida nas nuvens áureas que adornavam esses dias, uma rainha desconhecida, senhora das gotas de orvalho e das tempestades de gelo, foi colhendo os raios sorridentes que, imprudentes como gaivotas em busca de alimento, apontavam o mergulho em direcção ao espelho do mar e depois batiam em ricochete rumo ao azul celeste...

Agora, caem os primeiros salpicos, ainda quentes, anunciando a entrada em cena do Outono, esse velho contador de histórias que, de costas para o mar, vai pintando fábulas em tons sépia sobre as clareiras e as florestas e deixando cair folhas amarelecidas com poemas sobre essa maravilhosa soberana que não se caminha senão sobre um leito de cores de fogo e, paradoxalmente, sob um manto de vento fresco em tons de cristal.

Trazem consigo o cheiro do calor, ainda, esses primeiros salpicos divinos que caem em nós. Sorrio ao senti-los acariciar-me a pele do rosto e ao vê-los pousar quase imperceptivelmente sobre as madeixas do teu cabelo, aí se detendo por instantes antes de se fundirem no nosso próprio calor, que é, afinal, a sua verdadeira essência. Pequenas fadas mensageiras de Titânia, trazem em beijos o prenúncio confiante de que o Verão acabará por regressar.






Para o desafio de Outubro,
com o tema O cheiro da chuva.



28 de outubro de 2010

Inquieta

Está qualquer coisa prestes a acontecer...

26 de outubro de 2010

Da felicidade


... a vida concede a cada um de nós
raros momentos de pura felicidade.
Às vezes são apenas dias ou semanas. Às vezes anos.
Tudo depende do nosso destino.
~~~~
Carlos Ruiz Zafón
Marina

25 de outubro de 2010

Uma semana depois

Regressada de uma semana de férias quase perfeita, eis que finalmente recomeço a pôr ordem nas coisas.
O ritmo desde que regressei tem sido vertiginoso. E ainda bem. Voltei com energias renovadas... e sem quaisquer vestígios de jet lag!

Actualizado o Through my eyes (com as fotos das férias pelo menos), ficam então as minhas impressões pós-férias...



Do México:

Apesar de algumas complicações e inesperados (a incluir a passagem do Furacão Paola, uma avaria no avião de regresso, um assalto ao quarto dos meus amigos e movimentações indevidas na minha conta bancária), o balanço é positivo!
Claro que sim!
Disseram-nos que a praia de Punta Maroma seria uma das mais belas do México e não nos enganaram!
Terei caminhado, mergulhado, conversado e sorrido junto de uma paisagem única, de um mar caribenho tão pleno de beleza que, juro, nos faz rir!

O mar é de sonhos!
Nadam peixes junto às nossas pernas, como se nós também fizessemos parte da fotografia!

A fauna e a flora é imensa e está ali à mão de semear, já que toda a costa da Riviera Maya não era mais do que floresta junto ao mar, antes que os resorts turísticos começassem a florescer, literalmente, no meio desta. Pássaros, peixes, iguanas, caranguejos, eu sei lá! Vi de tudo um pouco.

O património arqueológico é muito abrangente e, claro, numa semana, não há tempo nem dinheiro para explorar tudo. Como toda a gente, seleccionamos uma de muitas ofertas. No nosso caso, Tulum, uma cidade maia não muito grande, não a mais significativa, mas provavelmente uma das mais belas, nascida para adorar o Amanhecer à beira de um penhasco com vista privilegiada para o mar das Caraíbas!

A comida... er... inclui quantidades demasiadas de tomate, pimento e picante para que me possa agradar. Assim mesmo, houve surpresas e adoptei mesmo pequenos vícios para a semana. A notar que aquelas alminhas usam como ingrediente nos pratos cacto! Cacto, senhores?!! Isso lá é de comer?!!

Já quanto à bebida, o discurso é outro! Admito que bebi no México o primeiro shot de tequila que me soube bem em toda a minha vida. De resto, acho que não bebi nada - com ou sem álcool - que não soubesse bem!

As actividades disponíveis são, tal como os locais de interesse arqueológicos, demasiadas para que se possa fazer tudo.
A não deixar passar é, sem dúvida, o snorkeling, que experimentei pela primeira vez e que me conquistou (apesar da minha insegurança).

Decidi também, quase distraidamente, nadar com golfinhos num dos quatro delfinários espalhados pela Riviera Maya e saí de lá fascinada e com um sorriso teimosamente parvo no rosto! A experiência é única! Os bichinhos amorosos!

Para completar o leque, conto com uma noite na afamada Coco Bongo, a discoteca de que aparentemente toda a gente fala (já eu nem sabia da sua existência!!!). Muito mas muito giro. Bom ambiente, divertido, dinâmico e animado e com uma noite inteira de animação com um show longo e abrangente, com luz, música, dança, acrobacia, representação... enfim... Valeu a pena!! 

Para uma próxima (quem sabe...), terá de ficar a passagem por um dos muitos cenotes da região, a ida até à barreira de coral, Chichén Itzá, a ilha Contoy e quem sabe o que mais...


De mim:

Incrível como escapar por uma semana pode exercer tal milagre em termos emocionais!
Regresso a acreditar novamente de que não preciso de psicólogos nem retiros nem o que seja para sair de um estado depressivo.
Tenho força suficiente em mim para tornar a mostrar o melhor de mim.
O sorriso que me elogiam todos os que me amam, que despertou um amor maior do que o mundo, continua cá e é por cá que ele vai continuar.

Os sentimentos voam connosco, estão em nós e acompanham-nos para onde quer que 'fujamos'.
Aquele que disse uma vez que olhos que não vêem, coração que não sente seria mais ingénuo do que ele próprio poderia imaginar.
O coração sente. Sente sempre. Vendo ou não.
Porque o amor, o afecto, a saudade, tudo isso flui em nós, no nosso sangue, na nossa essência.
E é precisamente o fluir de todos esses sentimentos em nós que nos torna criaturas bonitas.