16 de novembro de 2010

Poesia à meia-noite


Uma vénia e um sorriso.
Oculto por entre as cortinas da noite.
De olhos fechados, sente encher o ar 
o aroma de uma cumplicidade 
que não quer denunciar.
Amadores de meia-noite não desvendados.
Desenham-se em notas de música 
sorrisos e reencontros em palavras.
Reconhecem-se olhares perdidos 
nas brumas de um mapa onde, 
com passos dedilhados, 
chegam um ao outro num ápice.
Sentem-se carícias imaginadas.
Imaginam-se as que ficaram ainda por sentir, 
através do véu de seda 
de um sentimento 
alvo. 


5 comentários:

  1. Entre a possibilidade e a impossibilidade, desenhada nos acordes da música, fica a imaginação da poesia...

    Beijo :)

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  2. Bela poesia tecida nos fios da noite...
    Bejinho Anna

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  3. AC:
    E é nessa imaginação mesmo que podemos realmente deixar voar sentimentos...

    Vera:
    Obrigada! :)

    Andy:
    Tecida nos sons de uma meia-noite em que lá fora o vento rugia zangado e cá dentro sentia o aconchego da simplicidade das palavras...

    Beijinho*

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  4. É por isso que às vezes venho cá dar um pulo, sinto a tua leveza espiritual a entranhar-se nas palavras, calmas e serenas.
    Gostei ;)

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