10 de outubro de 2010

E esta semana...

...um pouco de paraíso para mim...

8 de outubro de 2010

A ti,

todo o meu amor!



Parabéns, bebé!

O tempo parece acelerar de cada vez que olho para ti.
Cada minuto passa por nós a galope!
Lá atrás, vão ficando pequeninas as fotos dos teus primeiros dias.
Começas a ter ar de menino, embora ainda dê por mim a chamar-te bebé. E tu respondes! E eu pergunto-me até quando o farás! Pergunto-me quando chegará o já não sou um bebé!!...

Contas-me tu as histórias.
Ensinas-me uma música nova.
Determinado, corriges-me quando necessário, porque tia, isso não é um peixe palhaço, toda a gente sabe que é o Nemo!
Perguntas-me porque estou triste e porque estou a rir.
Fazes perguntas difíceis. Muito difíceis, por vezes!
Dás ares de sábio quando nos contas qualquer coisa nova que descobriste.
Pintas, desenhas, constróis.
Aventuras-te já com as letras do teu nome.
Tens a tua quinta lá em casa, como a do avô, e todos os dias dizes que tens de ir para casa dar comida e água aos teus bichinhos. Avó, tenho muitas ovelhas, mas poucas galinhas!, ouvi-te dizer há dias.

E vives! Corres, saltas, brincas, cais e retomas a brincadeira!
Emanas uma energia que parece interminável!
E no final do dia, já cansado (que isto de ser criança também cansa!) vens ter connosco, perdes o ar de menino reguila e voltas a ser o nosso bebé... e pedes um abraço...

E quando é que tudo isso aconteceu?
Começou tudo há quatro anos atrás...
E o crescimento não tem acontecido só em ti, acredita!
Também nós crescemos contigo, a cada novo passo...

6 de outubro de 2010

O amanhecer esqueceu-se de despertar hoje


Mudou a estação e agora, em vez dos vaporosos lençóis azuis, aninha-se numa suave manta cinzenta enquanto é embalado pelos contos da voz fresca da noite, que se alongam e deixam esquecer que o dia está a chegar.

Ficou assim na penumbra, ao abrigo do vento orvalhado que por estes dias vai deslizando sobre a madrugada. E no escuro, os sons fluem ao mesmo ritmo que a neblina, esse indolente urso branco que se passeia discretamente por entre as árvores, ao longo dos becos, do outro lado da vidraça da janela.

Um pingo solitário escorrega do algeroz e parte-se no mármore da janela.
A cadela solta o bocejo preguiçoso, o protesto pacífico contra mais um dia ocioso.
Os primeiros carros da manhã ecoam a conta-gotas na estrada ao fundo.
Prenúncios do acordar do dia que o amanhecer decide ignorar.

Aconchegado, sorve cada um desses sons com o mesmo prazer que sente, em tantos outros dias, com a entrada do Sol em palco. Hoje, porém, será diferente. Não sai à rua. Não despe sequer a mantinha cor de nuvem de chuva. O astro-rei cede o protagonismo e deixa reinar as cores e aos sons do orvalho da madrugada.

Regressam assim as manhãs e os tons do Outono…

Lost in translation?! I

Porque é que eu acho que


viajar por posta

é capaz de não ser a tradução mais adequada para

travelling by post

Directamente do meu livrinho de cabeceira, que figura aqui à direita!
Tenho tanta vontade de pôr os dedinhos no original da coisa...

Ai de mim...
Porque é que não desligo o raio do sensor da revisão e
me cinjo a ler o meu livrinho descansada?...





3 de outubro de 2010

Uma questão de orientação

Coelhito para a Tia:

Tia,
toma este mapa
para saberes
sempre para onde vais.

Não-lugar

Redoma invisível e fechada.
Lugar onde o silêncio mantém a salvo das torrentes de palavras desconexas e desarticuladas que lanço ao vento.
Não falar. Não invocar. Somem-se os argumentos.
As emoções não se teorizam, não as podemos esperar compreender nem saber explicar.

Este lugar é meramente uma máscara translúcida, uma linha ténue que amortece os sons e os embates.
Mas aqui o ar não se respira, o silêncio é ensurdecedor e no caminho não se anda.

Aqueles do outro lado da mesa, aqueles que me seguram a mão, pedem que reaja.
Sim, aceno. Aceno com honestidade.
Sim, quero, vou fazer.
Mas querer reagir não é o mesmo que reagir.
Perguntam-me pelo sorriso.
Louvam-no se ele espreita inadvertidamente.
Que seja. Um pequeno esforço mais e empenho para usar a máscara.

Exaustão.
Neste não-lugar baixo os braços e admito que me faltam as forças.
As palavras que se acumulam dentro desta redoma ameaçam transbordar e sair a qualquer custo, provocando um caos maior do que em liberdade. Vão escapando como conseguem, se não em verbo, então em reacção.

Outro dia queria odiar o tempo.
Hoje chamo por ele e imploro-lhe que fique comigo.
Preciso dele para sair daqui.

30 de setembro de 2010

Hoje...

...a tua música fez-me sorrir.

Trouxe-me um sorriso inesperado. Não o chamei. Não o pedi. E por isso mesmo soube tão bem.

Tantas vezes pensamos que é o silêncio que nos protege. Tantas vezes nos enganamos. E hoje, por entre o silêncio que não é mais do que uma cortina, bastou carregar no play para me sentir em casa, no abraço aconchegado de um lugar que é só para mim...


Foi a Supernova... 
a mimada... 

28 de setembro de 2010

Água?

Ouvi dizer hoje que devemos beber em média 2 litros de água por dia...
Depois do susto que apanhei há duas semanas, resolvi ficar mais atenta aos meus hábitos...
Devo beber pouco mais de meio litro por dia... isso é capaz de explicar muita coisa...

Just wandering...

26 de setembro de 2010

Sombra da luz


Chovem gotas de luz por entre a folhagem.
Plantam filigranas no verde das ervas.
Saltitam sobre as pálpebras e despertam-me do sonho.
Que querem?
Esperam que enfim abra a cortina do sono
para me sussurrarem com um sorriso:

A sombra é um desperdício de luz.
Deixa-a para a noite!
Vem!

~ Wasted daylight - Stars ~

20 de setembro de 2010

A educação musical de Anna IX

  
Com as competências autodidactas da pupila ainda muito pouco desenvolvidas e o corpo docente em greve, a educação musical de Anna tem estado em fase de quase hibernação...

Even so, parece que até os sonhos dão uma mãozinha para despertar: sonhei com um álbum dos Interpol há uns dias atrás... não percebi qual era... disseram-me que valia a pena 'espreitar' o novo...

It looks like you'll summer well



[Interpol ~ Summer well]