6 de outubro de 2014

Alma & Prudence


«She always admired you, child! Think of what you must have looked like to her, when first she came here! Think of all you knew, of your capabilities. She always tried to win your admiration. You never offered it, though. Did you ever once praise her? Did you ever once see how hard she worked, to catch up with you in her studies? Did you ever admire your talents, or did you scorn them as less worthy than your own? (…)»
«I have never understood her admirable qualities.»
«No, Alma – you have never believed in them. Concede it. You think her goodness is a posture. You believe her to be a charlatan.»


Todas as medalhas têm um reverso. Todas as histórias têm duas versões. Todas as opiniões têm duas (ou tantas!) interpretações. Tantas vezes aquilo que para uma das partes é esforço e trabalho árduo para ser mais e melhor, para conquistar apreço, é, para a parte oposta, demonstração de arrogância e altivez...


(Este livro tem sido uma frustração, pela leitura, muito mais lenta do que o esperado, e pela própria narrativa, que segue todos os caminhos que eu não quero ver seguir, mas a verdade é que tenho encontrado nele alguns heads-ups interessantes a respeito da natureza humana...)

5 de fevereiro de 2014

Considerações breves e banais, mas essenciais #1 - Comichão


Diz-me a minha colega que a comichão é uma das coisas que aprendes a controlar (ou a suportar) quando te tornas mãe.


Isso quer dizer que, um dia, quando for mãe, ficarei imune àquela comichão altamente oportuna que me ataca a palma do pé direito quando estou a usar umas botas de cano alto e a conduzir em plena auto-estrada e ainda me faltam 20 minutos para chegar ao destino?...

7 de janeiro de 2014

4 em linha!



A sério?! 4 erros numa frase só!!

Eu sei que as coisas na redacção de um jornal podem chegar a ritmos extremos com o aproximar das horas de fecho e que, muitas vezes, é simplesmente impossível rever todo o conteúdo de um jornal... mas para passar o corrector ortográfico tem de haver sempre tempo, não? O meu corrector apanhou os 4 erros...

6 de janeiro de 2014

RIP, blog?


Há uns dias, ele disse-me algo do género: O teu blog é um caso RIP, não é?

Não querendo admitir que deixei acabar o blog - nunca foi essa a minha intenção -, a verdade é que ele está/tem estado em estado moribundo… mas não intencionalmente. 

Houve uma série de factores que levou a que fosse passando o blog para segundo plano e a que me tornasse uma blogger muito passiva. Por um lado, pergunto-me se isto de ser blogger e ter um blog não será mais do que uma fase e se a minha não terá já passado… Depois penso que isso é um argumento altamente subjetivo e procuro respostas para a minha apatia blogosférica…

Falta de tempo, falta de vontade, o surgimento do iPad, que levou a que apenas ligue o PC quando é absolutamente essencial e que não considero que seja assim tão prático quanto isso para edição de texto. Outras prioridades, sobretudo familiares e de saúde. Outros passatempos (sobre os quais também queria ter escrito aqui, mas também isso não aconteceu)...

Por vezes concluo não tenho assim nada suficientemente para comunicar ao mundo que justifique um post… mas depois penso que este blog também nunca teve esse intuito.

Não gostaria de admitir que este blog é efectivamente mais um "caso RIP", mas terei de fazer algo para o contrariar…

Não gosto de new year's resolutions, porque me parece que isso é apenas mais um convite a frustrar-nos a nós próprios pela incapacidade do seu cumprimento dentro das balizas temporais impostas definidas. Prefiro antes definir os objetivos ao meu próprio ritmo. E será ao meu próprio ritmo que vou tentar reanimar este espaço, seja como for. Não sairá daqui nenhum tratado de referência digno de publicação, mas pelo menos dará sinais de que ainda mexe...

5 de outubro de 2013

A Educação Musical de Anna XXVII

Há uns meses atrás, quando ouvi pela primeira vez o single do novo álbum dos Vampire Weekend, admito que não fiquei particularmente entusiasmada...

Hoje, apanhada totalmente desprevenida, reconheci-os aos primeiros segundos da música e relembrei tudo aquilo que me agrada no som deles. :)

(Obrigada Fifa 2014!)

4 de outubro de 2013

Mau feitio - mea culpa





Por vezes sinto uma certa necessidade de me desculpar por um ou outro dos meus ataques de mau feitio… mas raramente encontro um momento pertinente para o fazer e a coisa vai passando por entre os pingos da chuva... e desconfio que o único dos envolvidos que não se esquece e que se importa com isso sou eu, mas enfim...

A verdade é que tenho mau feitio e faço questão de contradizer quem simpaticamente me diz "Não percebo onde!" porque sei que, mais tarde ou mais cedo, salto para além dos limites do controlável e acaba por ocorrer uma explosão…

Vou fazendo por controlar os meus acessos de neurose (e tenho melhorado bastante nos últimos anos! A minha mãe sabe! Perguntem-lhe!!), até porque os outros não têm culpa de eu estar com os azeites e não têm de levar por tabela. 

Mas bolas!, que uma pessoa não é de ferro (e as hormonas também não colaboram, vá…) e há dias em que já não se arranjam energias nem pachorra para engolir e seguir caminho com um sorriso e já nem é preciso uma pisadela, basta um mero encosto, para que a coisa descambe e eu revele a minha tromba furibunda, como diz aqui o chefe... 

Portanto, às pessoas que estiveram comigo no fim de semana passado: não é pessoal nem pouco mais ou menos. O problema era entre mim, as minhas ideias e as minhas hormonas. Só estava pouco capaz de controlar isso tudo junto e rematar com uma cara aceitável. Já passou. Espero que o efeito causado não tenha sido o pior e que me continuem a considerar um pessoa com bom feitio, salvo algumas excepções!

12 de agosto de 2013

Serviço público de desmistificação

Para quem nem sequer pergunta, mas avança logo para a conclusão:
Não, viver perto da praia não é sinónimo de estar sempre na praia. 

6 de agosto de 2013

Dívidas literárias, férias e comboios



Para a maioria, isto soará provavelmente a coisa de nerds da literatura mas, bem vistas as coisas, eu não deixo de ser um deles (e não me importo mesmo nada com isso!).


A verdade é que me sinto em dívida para com alguns autores, sobretudo clássicos, por não me ter detido a conhecer as suas obras. Vou lendo Greys e outros exemplares de chick lit (e leio porque gosto, sem problemas em admitir, mas também porque são os meus easy reading e, muitas vezes, a rotina diária não me permite muito mais do que isso), mas depois dou por mim a pensar nas páginas que entretanto poderia ter lido de alguns desses clássicos que, por mim, são incontornáveis. Porque me interessam, porque me despertam a curiosidade e porque entendo que, se quero falar deles, tenho de saber do que estou a falar.


Estas férias deram para colmatar uma dessas lacunas. Peguei no meu primeiro volume da colecção da Agatha Christie. A propósito, sou eu a única que visualiza sempre a senhora do Crime disse ela quando pensa em Agatha Christie? E que, para além disso, nunca se lembra que o protagonista mais conhecido dos seus policiais é Hercule Poirot?


Acabaram por ser uma espécie de dias temáticos os últimos das férias já que, lendo o Crime no Expresso do Oriente, dou por mim a levar o meu sobrinho ao seu primeiro passeio de comboio, seguido de uma tarde de brincadeiras com o comboio que lhe tinha oferecido no ano passado, seguido ainda de uma viagem de intercidades Lisboa-Porto.


Finalmente sei do que se fala quando se fala em Agatha Christie. Neste livro, pelo menos, encontrei uma intriga bem construída, que por vezes me pareceu algo previsível, sensação essa desmentida depois pelo desfecho. A escrita é simples e clara, o que permite uma leitura fluida sem quebras monótonas e que deixa o desejo de mais. Confesso que ponderei pegar noutro dos seus policiais, já que tenho na estante mais uma boa dúzia à espera, mas acabei por me decidir por intercalar algo diferente, até porque já percebi mais do que uma vez que "maratonas de autor" não são, definitivamente, coisa para mim.

15 de julho de 2013

Coisas que eu gostaria de dizer alto e bom som e não posso!


Vocês trabalham - e obrigam-nos a trabalhar - com um programa de m*%#a do qual ninguém gosta e com o qual ninguém sabe trabalhar e cujo apoio técnico não me sabe arranjar soluções!

E eu tenho de inventar soluções impossíveis para problemas que não lembram a ninguém, para que outros possam trabalhar sem atrasar/prejudicar o meu próprio trabalho, dentro de prazos igualmente impossíveis…

E tenho também trabalhar com pessoas que não sabem fazer coisas tão simples como pontuar devidamente uma frase, respondendo-me "Não continua cá" quando na verdade o que querem dizer é "Não, continua cá.". E eu tenho de adivinhar porque, vai-se a ver, a tarefa de um revisor é adivinhar o que um tradutor quer dizer com frases que não pontua...

30 de junho de 2013

O conceito "pimba" é exclusivamente aplicável ao plano musical português?

Ou serei eu que não percebo, de todo, o conceito?

Porque é que o leva no pacote da Rosinha é música pimba, mas o blow my whistle do Flo Rida nem por isso e cabe em qualquer alinhamento das rádios mais ouvidas por cá?...