6 de agosto de 2013

Dívidas literárias, férias e comboios



Para a maioria, isto soará provavelmente a coisa de nerds da literatura mas, bem vistas as coisas, eu não deixo de ser um deles (e não me importo mesmo nada com isso!).


A verdade é que me sinto em dívida para com alguns autores, sobretudo clássicos, por não me ter detido a conhecer as suas obras. Vou lendo Greys e outros exemplares de chick lit (e leio porque gosto, sem problemas em admitir, mas também porque são os meus easy reading e, muitas vezes, a rotina diária não me permite muito mais do que isso), mas depois dou por mim a pensar nas páginas que entretanto poderia ter lido de alguns desses clássicos que, por mim, são incontornáveis. Porque me interessam, porque me despertam a curiosidade e porque entendo que, se quero falar deles, tenho de saber do que estou a falar.


Estas férias deram para colmatar uma dessas lacunas. Peguei no meu primeiro volume da colecção da Agatha Christie. A propósito, sou eu a única que visualiza sempre a senhora do Crime disse ela quando pensa em Agatha Christie? E que, para além disso, nunca se lembra que o protagonista mais conhecido dos seus policiais é Hercule Poirot?


Acabaram por ser uma espécie de dias temáticos os últimos das férias já que, lendo o Crime no Expresso do Oriente, dou por mim a levar o meu sobrinho ao seu primeiro passeio de comboio, seguido de uma tarde de brincadeiras com o comboio que lhe tinha oferecido no ano passado, seguido ainda de uma viagem de intercidades Lisboa-Porto.


Finalmente sei do que se fala quando se fala em Agatha Christie. Neste livro, pelo menos, encontrei uma intriga bem construída, que por vezes me pareceu algo previsível, sensação essa desmentida depois pelo desfecho. A escrita é simples e clara, o que permite uma leitura fluida sem quebras monótonas e que deixa o desejo de mais. Confesso que ponderei pegar noutro dos seus policiais, já que tenho na estante mais uma boa dúzia à espera, mas acabei por me decidir por intercalar algo diferente, até porque já percebi mais do que uma vez que "maratonas de autor" não são, definitivamente, coisa para mim.

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