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8 de outubro de 2014
7 de janeiro de 2014
4 em linha!
A sério?! 4 erros numa frase só!!
Eu sei que as coisas na redacção de um jornal podem chegar a ritmos extremos com o aproximar das horas de fecho e que, muitas vezes, é simplesmente impossível rever todo o conteúdo de um jornal... mas para passar o corrector ortográfico tem de haver sempre tempo, não? O meu corrector apanhou os 4 erros...
15 de julho de 2013
Coisas que eu gostaria de dizer alto e bom som e não posso!
Vocês trabalham - e obrigam-nos a trabalhar - com um programa
de m*%#a do qual ninguém gosta e com o qual ninguém sabe trabalhar e cujo apoio
técnico não me sabe arranjar soluções!
E eu tenho de inventar soluções impossíveis para problemas
que não lembram a ninguém, para que outros possam trabalhar sem
atrasar/prejudicar o meu próprio trabalho, dentro de prazos igualmente
impossíveis…
E tenho também trabalhar com pessoas que não sabem fazer
coisas tão simples como pontuar devidamente uma frase, respondendo-me "Não
continua cá" quando na verdade o que querem dizer é "Não, continua
cá.". E eu tenho de adivinhar porque, vai-se a ver, a tarefa de um revisor
é adivinhar o que um tradutor quer dizer com frases que não pontua...
14 de maio de 2013
6 de maio de 2013
Operação Tradução secreta?!!
Um bunker subterrâneo. Onze pessoas protegem um segredo do resto do mundo. Sem luz do dia, sem telemóveis… Podia ser um excerto de uma obra do escritor Dan Brown, mas foi pura realidade para o conjunto de profissionais encarregues de traduzir «Inferno» em 11 línguas.
[Diário Digital, 6 de Maio de 2013]
(Em pulgas para saber quem é o português...)
17 de abril de 2013
Closure
Um enorme alívio.
É a sensação de finalmente despachar o último ficheiro de um projecto demasiadamente esgotante.
Um projecto que (me) dominou quase os últimos dois meses, ao ponto de por vezes me fazer sonhar com ele de noite. Um projecto que testou os limites da minha paciência e que quase me levou a duvidar das minhas competências.

Queria ter escrito sobre tudo isto antes de ter ido de férias, mas muito maior do que a necessidade de escrever foi a necessidade de me desligar de tudo isto.
Talvez volte a escrever sobre em breve, de uma forma mais crítica e menos sentimental mas, por agora, só me apetece mesmo é dar saltinhos atirar confettis!! Volto ao "modo normal" de tradução e revisão! (Até ao próximo desafio, pelo menos!)
17 de março de 2013
O valor do trabalho
Há dias pediram-me para fazer um orçamento para a tradução de um documento. Um documento de uma área técnica específica e que me ocuparia cerca de dois dias e meio de trabalho. Fiz o orçamento, de acordo com os parâmetros habituais, e enviei-o. Há 9 dias atrás. Não obtive qualquer resposta de quem mo pediu. Nem um "Não obrigada! É muito caro, não posso pagar!", nem tão pouco um "Que abuso, vá roubar outro!"...
Andei uns dias a pensar na possibilidade de ter feito um orçamento ridiculamente astronómico, de ter abusado, de poder estar a sobrevalorizar o meu trabalho...
E entretanto, ontem, enquanto conduzia à noite, dei por mim a fazer contas... Por dia, o meu trabalho vale apenas mais 5 euros do que o da senhora da limpeza.* A quem se paga sem discutir, tão simplesmente porque nós não o faríamos melhor.
Poderia questionar o valor do trabalho dela e o valor do meu, mas isso seria totalmente falacioso, porque cada um deles vale o que vale.
A senhora da limpeza não faria o meu trabalho, mas eu também não faço o trabalho dela tão bem como ela. Nem tenho tempo para isso, já que as 7 horas (no mínimo) que ocupo por dia a fazer o meu trabalho são horas que não posso dedicar ao trabalho que ela assume. E, até ver, os dias ainda têm 24 horas para cada ser humano.
Da mesma forma que nos indignamos por dentro quando o canalizador nos apresenta o orçamento do arranjo dos canos do lavatório da cozinha. Indignamo-nos, mas acabamos por aceitar e pagar porque nós não fazemos o trabalho dele. E precisamos que ele seja feito.
Valerá o trabalho do canalizador ou da senhora da limpeza mais do que o da tradutora? Ao ponto de nem uma resposta merecer, mesmo que negativa?!...
Andei uns dias a pensar na possibilidade de ter feito um orçamento ridiculamente astronómico, de ter abusado, de poder estar a sobrevalorizar o meu trabalho...
E entretanto, ontem, enquanto conduzia à noite, dei por mim a fazer contas... Por dia, o meu trabalho vale apenas mais 5 euros do que o da senhora da limpeza.* A quem se paga sem discutir, tão simplesmente porque nós não o faríamos melhor.
Poderia questionar o valor do trabalho dela e o valor do meu, mas isso seria totalmente falacioso, porque cada um deles vale o que vale.
A senhora da limpeza não faria o meu trabalho, mas eu também não faço o trabalho dela tão bem como ela. Nem tenho tempo para isso, já que as 7 horas (no mínimo) que ocupo por dia a fazer o meu trabalho são horas que não posso dedicar ao trabalho que ela assume. E, até ver, os dias ainda têm 24 horas para cada ser humano.
Da mesma forma que nos indignamos por dentro quando o canalizador nos apresenta o orçamento do arranjo dos canos do lavatório da cozinha. Indignamo-nos, mas acabamos por aceitar e pagar porque nós não fazemos o trabalho dele. E precisamos que ele seja feito.
Valerá o trabalho do canalizador ou da senhora da limpeza mais do que o da tradutora? Ao ponto de nem uma resposta merecer, mesmo que negativa?!...
*Sendo que eu pago impostos sobre esse valor e ela não,
mas isso são outros quinhentos...
7 de novembro de 2012
26 de outubro de 2012
Constatação
Ao arrumar de volta na estante os dois volumes do Dicionário Houaiss que estive a consultar, apercebo-me de que provavelmente serei ser a última pessoa que ainda recorre a dicionários e enciclopédias em papel...
27 de julho de 2012
Macacos e galhos
No final de cada um destes últimos dias,
o pensamento mais
recorrente na minha cabeça tem sido…
mas se os mecânicos não se metem em assuntos
de literatura, porque é que uma menina de literatura se há-de meter em assuntos
mecânicos?!
22 de junho de 2012
2 de abril de 2012
Lost in translation IV
Tantas vezes que já me detive a matutar numa tradução possível para globetrotter e nunca cheguei a qualquer solução válida...
O mesmo não dizem os senhores da Condor*...
(Desde que me disseram um dia que a tradução portuguesa para feedback era retroalimentação que me havia decidido a não pôr estrangeirismos em questão... Diria que é saudável cingir-me a essa decisão...)
*na edição da Volta ao Mundo
de Março de 2012
30 de março de 2012
Trabalhos do demo
Penso nestes trabalhos e procuro a máxima que mais se lhes
adequará… Não sei se água mole em pedra dura tanto bate até que fura,
se o primeiro estranha-se, depois entranha-se… Talvez nenhum dos dois, mas a ideia aproxima-se...
A verdade é que continuam a ser trabalhos estranhos que,
entre limitações de caracteres e adaptações de traduções automáticas e frases
completamente herméticas*, têm uma componente
de "tradução-tradução" muito pequena já. E, no entanto, não sei se por
uma atitude inconsciente de resignação, se por algum pico de paciência e
boa vontade (?!), começo a não me importar muito com eles quando me caem no colo.
Se é repetitivo e mecânico? Oh, se é! Mas o mesmo dirá a
cozinheira da cantina quando passa a manhã a descascar 20 kgs de batatas, a manicure
que lima e pinta dúzias de unhas por dia, a analista que recolhe um sem-número
de amostras de sangue, a professora que corrige três turmas de testes com a
mesma grelha de perguntas e respostas. Mas alguém tem de o fazer, mesmo que
seja uma chatice tremenda.
Talvez seja essa constatação que me faça olhar para estas
listas de strings que me chegam às mãos, sem contexto sequer por vezes, e pensar:
Então vamos lá tratar disto!, sem fazer birras... (Quase nunca sem as birras, vá, que
uma pessoa não é de ferro e a tradução não-técnica é como um vício que, na sua
falta, provoca sintomas de ressaca.)
Não deixam de ser trabalhos do demo mas, lá está, alguém tem
de os fazer…
*strings de software, o que mais?...
18 de novembro de 2011
Três anos!
De um total de pouco mais de quatro anos de vida profissional.
E o balanço é muito positivo.
Learning-by-doing é provavelmente expressão mais do que aplicável ao meu percurso profissional enquanto tradutora. E nesta casa é isso que tem acontecido, paralelamente à ajuda dos "veteranos", que têm partilhado com paciência e empenho o saber que já têm.
Ouvi no outro dia, em tom retórico, alguém exclamar "Mas ninguém gosta do emprego que tem?!" a meio duma conversa em que todos se queixavam de coisinhas dos respectivos empregos.
Eu gosto do meu emprego! Gosto muito até!
O facto de me queixar (mas quem é que não se queixa?!) de algumas coisas não permite concluir esteja insatisfeita ou infeliz com ele. São simplesmente os dois lados da moeda. Os empregos, como as pessoas, não são perfeitos. Importa sim (nos empregos e nas pessoas) perceber e identificar problemas e procurar resolvê-los!
E o balanço é muito positivo.
Learning-by-doing é provavelmente expressão mais do que aplicável ao meu percurso profissional enquanto tradutora. E nesta casa é isso que tem acontecido, paralelamente à ajuda dos "veteranos", que têm partilhado com paciência e empenho o saber que já têm.
Ouvi no outro dia, em tom retórico, alguém exclamar "Mas ninguém gosta do emprego que tem?!" a meio duma conversa em que todos se queixavam de coisinhas dos respectivos empregos.
Eu gosto do meu emprego! Gosto muito até!
O facto de me queixar (mas quem é que não se queixa?!) de algumas coisas não permite concluir esteja insatisfeita ou infeliz com ele. São simplesmente os dois lados da moeda. Os empregos, como as pessoas, não são perfeitos. Importa sim (nos empregos e nas pessoas) perceber e identificar problemas e procurar resolvê-los!
20 de setembro de 2011
Anna e o Acordo
Se é verdade que a nova grafia de algumas palavras nem me incomoda muito, há outras então que me dão cá umas comichões!!
Veja-se:
E que raio quer isto dizer?!
A mim não me parece mais do que a palavra "concessão" escrita com um erro ortográfico!
É tóxico ver-me obrigada a deixar coisas assim em textos redigidos por mim...
Veja-se:
conceçãoOlha que bonito!
E que raio quer isto dizer?!
A mim não me parece mais do que a palavra "concessão" escrita com um erro ortográfico!
É tóxico ver-me obrigada a deixar coisas assim em textos redigidos por mim...
11 de agosto de 2011
Lost in translation* III
*ou:
Coisas parvas
da imaginação de uma tradutora...
«Schnecke läuft»
=
Schnecke (n.) = parafuso sem-fim ou caracol
laufen (v.) = funcionar ou correr
12 de julho de 2011
We're only human
Era tão bom que
essa justificação fosse suficiente
para alguns dos erros que cometemos...
É que são tantas as vezes em que não há outra senão essa...
...e nós temos necessariamente de criar
uma que seja plausível e aceitável...
...e nós temos necessariamente de criar
uma que seja plausível e aceitável...
1 de julho de 2011
Occupational hazard
ou
coisas parvas que te vão ocorrendo enquanto estás a trabalhar e a concentração não abunda...
Haverá advertência mais idiota a figurar num manual de instruções do que "Aterre-se (...)" (que é como quem diz "certifique-se de que está ligado à terra", o que é... igualmente parvo, eu sei...)?!
Pois que não há!
Até o Google acha isso mesmo e me pergunta se não queria antes dizer "Enterre-se" ainda antes de me confirmar que, sim senhora, "Aterre-se" é coisa que se diz e lê!
Seja como for, logo a seguir também sugere toda uma lista de sites (só deixei ficar a primeira ocorrência) sobre massagens, interiorizações e afins em que, lá está, "Aterre-se" parece ser sugestão benéfica e recomendável...
Às vezes dou por mim a pensar no esforço que envolve tentar fazer sentido do que estou a ler numa língua que não é, afinal, minha, sobre uma temática em que não sou de todo especialista, isto por contraste com a proporção da quantidade de manuais de instruções que se traduzem e da quantidade daqueles que efectivamente serão lidos...
... porque português que se preze primeiro experimenta e só depois vai tentar descobrir no manual o que é que correu mal. (Mea culpa, que não me excluo da categoria!)
Por outro lado, de cada vez que pego num desses manuais, como tradutora ou como consumidora, percebo porque é que toda a gente os subvaloriza: um sem-número de páginas para descrever (em modo dummies) como usar cada funcionalidade e botão, como ligar e desligar o dispositivo, como o segurar, como o limpar e guardar e tudo e tudo e... no fim de contas, é sempre possível espremer a informação ao seu essencial e, de 158 páginas de manual, nasce como que por magia a versão digest, guia abreviado que às vezes nem chega a ser mais do que um folheto e que se presume que seja suficiente...
20 de maio de 2011
Sexta 13?! Isso não é nada original!
Porque eu sou do contra, as coisas manhosas não me acontecem a uma sexta-feira 13, mas sim a uma sexta-feira 20!
Nada como começar o dia com coisas boas:
Ah e tal, bora lá boicotar as férias desta menina que ela nem está nada a precisar delas!
Recebemos um mail a avisar que a reserva do hotel em Barcelona está em vias de ser cancelada devido a um problema com o cartão.
Ah, e tens andado a "correr para apanhar" os prazos de entrega dos trabalho? Então vá, corre lá só mais um bocadinho!
Descubro que nos últimos dias andei a perder tempo útil (que já era escasso) a traduzir segmentos que, afinal, eram comandos do FrameMaker que não foram devidamente ocultos e que agora têm de ser repostos.
Opah, eu quero as minhas férias...
L
5 de maio de 2011
Lost in translation II
(...) the patient is grounded (...)
E se,
assim só para 'inovar' um bocadinho,
eu traduzisse isto por
(...) o paciente está de castigo (...)
?
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