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25 de julho de 2011

4'45''

O volume aumentou e, por momentos, já não havia mais nada. 
Desvaneceram-se as luzes do trânsito e tornaram-se meros espectros de luz em pano de fundo. Desapareceram os relógios. 
Esqueceram-se as amarguras e as preocupações. 
Abafaram-se as vozes da consciência. 
Por minutos fomos apenas e só nós. 
Sem passado nem futuro.
Apenas nós e este intenso grito de sentimento que nos abraçou e não quis largar.
Por minutos apenas.
Minutos que congelaram no tempo. 



21 de Julho de  2011

~~~~


Há músicas que ouvimos vezes sem conta, das quais gostamos quase que inconscientemente, seguindo o vogar da maré, concordando com unanimidade sobre a sua qualidade...

E depois há uma ou outra que, num momento inesperado, assumem toda uma nova força na nossa vida e, de repente, se tornam absolutamente marcantes. Como se, de súbito, se tornassem parte de nós. Como se adquirissem o poder de nos obrigar a parar e suster a respiração. Como se quisessem congelar em si a memória de qualquer coisa extraordinária... 

Toda a gente reconhece a força e a intensidade das músicas da Adele. Eu também.
Esta, no entanto, passou para o grupo restrito daquelas especiais que bem poderiam integrar a minha banda sonora...  


3 de setembro de 2010

Não, não era só a capa!

O encanto está na capa, de Benjamin Lacombe, um ilustrador jovem, mas com um portfólio sublime.*


O encanto está na história, muito na história!
A prova de que não são precisos floreados nem reflexões imperceptíveis para criar uma obra.
Basta simplicidade, criatividade e um coração que só pode ser bonito.
No caso de Mathias Malzieu, o resultado aqui foi um livro que é uma grande metáfora de um sentimento (O Sentimento) disfarçada com roupagens de ficção.
O coração de Jack, alegadamente mecânico, tem uma prótese-relógio altamente susceptível a emoções fortes. Assim mesmo, a apesar de todos os avisos, Jack corre atrás do seu amor, do seu sonho, ciente de que isso poderá ser-lhe fatal, mas sem lhe conseguir resistir. (Mais não convém contar, certo?)

Só penso numa coisa: encontrá-la de novo.
Saborear mais uma vez, o mais depressa possível,
a mesma sensação inefável.**
Posso magoar-me, e depois? 
É uma questão de me consertarem mais vezes o coração.
Desde que nasci que não fazem outra coisa.
Estou em risco de vida? Talvez, mas também arrisco
a vida se não voltar a vê-la
e na minha idade isso ainda é mais grave.



O encanto está na música também. O seu autor, com a banda desenvolveu um trabalho paralelo (não sei se anterior, posterior ou simultâneo, mas não importa) no plano musical, que acaba por servir de banda sonora ao livro.




Agora o difícil vai ser escolher um sucessor à altura para ter à cabeceira nos próximos dias...

~~~~


*Agora a desenvolver um trabalho inspirado na
Alice do País das Maravilhas! A espreitar!!

** Suspiro assim que termino de transcrever esta frase.
Não era suposto, mas oiço uma voz
a dizê-lo ao meu ouvido...

15 de março de 2010

Nostalgia boa

É uma versão ao vivo...
Desculpem lá o ruído de fundo...
é que tinha de ser mesmo esta, a original...

É bom ouvir isto com um sorriso!
De nostalgia, mas ainda assim um sorriso!








Tomorrow...

9 de fevereiro de 2010

Sal...

... é o sabor do seu rosto...
depois de um caminho demasiado longo, chegou e encontrou apenas o espaço vazio e deserto daquele que prometeram que seria o seu oásis...

Cansada da viagem, não conseguiu mais do que soltar o grito angustiado das expectativas defraudadas e cair sem forças sobre aquele tapete de areia árida...

Muito maiores do que ela própria, as lágrimas explodem...

Que lhe resta agora?
Regressar a casa.
Que mais?

O caminho de retorno parece mais longo e exaustivo do que o fora no sentido inverso... cada passo encerra o peso do mundo... cada pegada é ansiosamente tragada pelo areal, que parece querer eliminar a todo o custo o rasto da viagem...

Acompanha-a o silêncio...
esse companheiro de porte grave e ao mesmo tempo tão reconfortante...
É ele que lhe sussurra ao ouvido a melodia que lhe toca a pele e lhe arrepia a alma...
É ele que lhe diz que feche os olhos e inspire o ar quem vem ao seu encontro no caminho...
É ele que lhe diz baixinho que solte tudo...
E que amanhã, mais leve, o caminho parecerá mais breve...
É ele que a incita a seguir caminho e procurar o oásis...
Uma vez mais...


E ela de olhos fechados, beijada pelo silêncio, segue...




29 de janeiro de 2010

Nina Simone & Design gráfico

Gosto tanto de me cruzar com pessoas interessadas e interessantes, precisamente porque me levam a descobrir coisas boas!
A B., minha colega da PG, descobriu e partilhou connosco isto, apenas 2 dias depois do bendito teste de Design Gráfico! Depois de tanto se ter falado e pensado em tipografia... vem absolutamente a propósito!

Um jogo dinâmico de tipografia e símbolos para coreografar esta sublime música na versão de Nina Simone!
Gostei, gostei muito!!

Oiçam e vejam!
Diria que vale a pena!




Descrição do vídeo:
This was done for a motion graphics class in the SVA MFA Design program.
The assignment was to create a music video using just type and typographic elements in black and white.
The song choice was up to us.
The professor was Gail Anderson.



PS:
Ah! Se passares por aqui entretanto, André,
esta é especialmente para ti que tanto gostas de Nina Simone!

24 de janeiro de 2010

Pensamento do dia...

Entre os ingredientes que compõem
a verdadeira sabedoria,
esquecemos demasiadas vezes
a pitada de loucura.
Amin Maalouf





18 de janeiro de 2010

This woman








This woman is crazy
Comes around now and then
And shouts some words at me.

She's wrong most of the times
But it's times when she's right
She really gets to me.

So I pray
Not to see her again
Everytime she comes around
******

Vejo esta mulher como uma Sra. Consciência, a quem se admite a razão ao mesmo tempo que se quer desesperadamente fugir a ter de o fazer... Uma senhora que perdidamente atraente e contudo intimidante...

Estou absolutamente encantada com o trabalho destes meninos portugueses!!!

Sean Riley & The Slowriders
"This Woman"
Only Time Will Tell



28 de dezembro de 2009

Banda sonora lá fora

Para mim, a trovoada tem tanto de assustador como de fascinante...
E de cada vez que lá fora estoiram os trovões e o céu se ilumina, é esta que me vem à mente...



You're in my mind
all of the time
I know that's not enough...
But if the sky can crack
there must be some way back
to love and only love...

13 de dezembro de 2009

Hamlet

Ontem foi dia de teatro!
Finalmente! Já tinha saudades e as oportunidades não são tantas como isso...

Depois de ter sido deixada pendurada pela minha companhia - e de ter apanhado uma neura monumental por conta disso, claro está! - eis que a minha querida Fee se oferece para ir comigo! (A Fee, que mais uma vez me provou que, quando tudo o resto começa a desmoronar, os amigos estão sempre lá… A Fee, que me conseguiu ontem pôr-me a falar e deitar para fora muitas das minhas angústias que me têm apertado o coração...)

Foi a minha primeira visita ao Estrela Hall, o ninho dos Lisbon Players, uma pequena sala de espectáculos no coração de Lisboa, um conceito e uma aura completamente diferentes do padrão a que estamos habituados.

Quanto à peça, desta vez subiu ao palco Hamlet, de Shakespeare!

Confesso-me absolutamente parcial para com o dramaturgo, que foi, afinal, um dos pontos altos do currículo do meu percurso académico, portanto, quanto ao texto, nada a apontar! Achei que estava bem adaptado e encenado, as personagens muito bem construídas e exploradas.
(Eduardo Ribeiro na pele de Hamlet, aqui à direita! Excelente, por sinal!)

Regressei com uma sensação reavivada de saudades dos tempos da faculdade! Pelo texto, pela aura do teatro inglês, por ter revisto um dos nossos grandes professores (o director da peça) e por poder ter abraçado a Ophelia, a minha antiga colega de estágio e boa amiga, que já não via há tempo demais!

Óptimo e recomendável programa para dar um pouco de cor e sorrisos a um dia que estava a ser demasiado frio e cinzento!
Venham muitos mais como estes (sem ficar pendurada, de preferência).

27 de novembro de 2009

Everything is possible



When your heart is trying
to tell you something not that far from the truth
just do it!



Só porque esta música me deixa um sorriso nos lábios todas as manhãs e me faz voar e esquecer tudo...

21 de novembro de 2009

Guilty pleasure confessado

Nada a fazer... É irremediável...
Poderia tentar explicar porque gosto tanto de Robbie Williams e da sua música...
Muitos dos meus amigos olham para mim surpreendidos quando lhes digo isto... uma amiga muito querida disse-me inclusivamente com um sorriso matreiro: Mas... ele é um bad boy... e minha resposta limitou-se à devolução do sorriso matreiro...

Poderia tentar explicar...  mas não... limito-me a deixar isto... directamente do novo álbum...

10 de novembro de 2009

Balançar

E eu que nem gosto assim tanto (ou mesmo nada) desta menina.... fiquei sem palavras com esta nova música...

É tão minha...

9 de setembro de 2009

Electrical Storm

Acordei ao som de uma tempestade eléctrica.... e do ladrar do Jonas, do outro lado da janela, indignado porque não gosta nada disso...

Claro que a música que me ficou na cabeça foi esta... e provavelmente, na vossa também...


2 de setembro de 2009

Love show

...voar e sonhar com amor verdadeiro...
...aquele que faz esquecer tudo o resto...
...sentir que podemos tudo...
...sorrir sorrir sorrir...





Nada como uma música destas ao acordar
para nos deixar bem
dispostas o dia todo...

2 de agosto de 2009

Two step... flutuar...

A tarde de hoje foi de paz absoluta... Finalmente...
Sem stress nem complicações... Sem actos contrariados nem aborrecimentos nem interrupções...

Uma tarde só para mim e para as minhas coisas...
Uma tarde para relaxar, recostar-me na cama com o meu livro e ler, dormitar, voltar a ler... e parar para sentir a música em background... notas de magia enfeitiçante...

A tarde foi acompanhada por todo o álbum, mas hoje, especialmente hoje, foi esta a que me levou para outra dimensão, precisamente esta segunda parte da música...

Parem um bocadinho, esqueçam tudo o resto e oiçam... bom, muito bommmm...



Dave Matthews Band, The Central Park Concert, 2003, Two Step, part II

12 de julho de 2009

Ainda alive... depois do Alive!

Pois é, aqui a menina dos saltos altos, do cor-de-rosa, da literatura, dos mundos paralelos, a menina que ouve The Script, Sting, e coisas do género, foi vista nesta edição do Optimus Alive... E, o mais incrível, sobreviveu!!! É de pasmar, não?

Ok, admito, festivais não são bem a minha praia, mas a este não podia faltar, não podia deixar passar a oportunidade de finalmente ver Dave Matthews Band ao vivo! E valeu cada minutinho que estive à espera!

Valeu os danos quase irreversíveis ao meus tímpanos por conta do berreiro dos Black Eyed Peas (:S) e do Chris Cornell (de quem - pasmem - gostei bastante! Ok, dispensava os guinchos estridentes, mas de resto, foi uma surpresa boa!)

Valeu por descobrir uma menina chamada Ayo, uma afro-alemã queridíssima, com uma presença em palco que tranborda empatia, e com um som muitíssimo bom.
Valeu as dores nas costas e nas pernas por estar tanto tempo de pé!

Valeu, claro, pela companhia! Obrigada, M., por me teres levado e por teres tomado conta de mim!!


Tudo porque, se já flutuava com DMB em CD, ao vivo é outra dimensão!! Os elementos da banda são uns queridos, Dave Matthews é um mimo! Os improvisos são de nos fazer voar, as músicas ao vivo arrepiam-nos até à alma! Definitivamente, entraram para os meus favoritos!

10 de julho de 2009

Would you please say it?

Porque hoje acordei a precisar que mo digam...


10 de junho de 2009

Times like these

E já que falo em The Script e em músicas que nos tocam de modo especial,
aqui fica um pequeno tesouro que encontrei enquanto procurava imagens da banda:



The Script com "Times like these", dos Foo Fighters
ou
ouro sobre azul
Para ti, Gi!

A música já é velhinha, mas continuo a ver-te a ti sempre que a ouço...

The Script @ Aula Magna

Cheguei agorinha mesmo da Aula Magna.
Foi a primeira vez que lá estive, o que é no mínimo estranho, já que o espaço é parte da minha faculdade… Como é que passaram seis anos sem que lá tenha entrado? Pois que não sei…

Os The Script vieram finalmente à nossa capital mostrar o melhor de si! Um espectáculo simples, minimalista, sem grandes adereços ou efeitos, muito ao seu próprio jeito! Sem grandes ondas, apresentaram o seu álbum de modo animado e criando uma boa empatia com o público, ainda que, para isso, a pronúncia irlandesa tenha constituído um desafio!

Facilmente identificáveis com Police, ou talvez também Bryan Adams, diria que estes meninos conseguiram uma boa receita para cativar o público, desde a sonoridade ao conteúdo das letras!

Para além dos singles já conhecidos, deixem-me dizer que fiquei agradavelmente surpreendida com a força de "Rusty Halo", provavelmente um dos pontos mais altos do espectáculo! A notar também a doçura de "I'm yours"! Nenhuma destas duas ainda tinha captado a minha especial atenção no álbum, mas conseguiram surpreender-me esta noite!
A mim, como a toda a sala, com certeza, tocou-me bem fundo o single que os trouxe até nós. Já aqui tinha mencionado The man who can't be moved como um sonoro poema ao verdadeiro amor, mas é justo voltar a dizê-lo!

How can I move on
when I'm still in love with you?

E foram estas as palavras que me deixaram lágrimas nos olhos… Sei que esta música me toca tanto a mim como a qualquer outro que lá tenha estado… Mas porque me sinto tanto no papel protagonista desta história, e porque isso me dói, as lágrimas cairam, sentidas…

Obrigada às minhas amigas fotocópias pela companhia!
Estava difícil de voltar a ver-vos!! Foi preciso The Script para nos juntar!

25 de abril de 2009

Bella Luna

Porque esta música é absolutamente doce...