26 de agosto de 2015

Anna em Bournemouth




Costumo dizer que a Waterstones é a minha segunda casa em Bournemouth. Por motivos de ordem prática, já que acabo por passar algum tempo sozinha na cidade, o tempo nem sempre colabora para fazer praia (English weather...) e também porque no primeiro andar há um Costa muito simpático (com cappuccinos maravilhosos e Wi-Fi), mas também de ordem emocional, porque eu e os livros... bom, é o que se sabe... e porque a livraria é para mim tudo o que uma livraria deve ser, para além de estar na galeria mais adorável da cidade (onde também está a Cath Kidston... just saying...).



E é claro que, quando vamos a caminho e ele me pergunta o que vou fazer quando estiver sozinha, eu respondo "Vou à Waterstones!" 
E ele pergunta: "Já leste os livros que compraste lá no ano passado?" 
Errr.... 

No ano passado foram estes (já li o da esquerda!!):
  


E este ano foram estes:




A imagem da Dory é do 9GAG mas encontrei-a numa 
num blog, que acabo de conhecer.

19 de agosto de 2015

Hamartia*

Curioso que aquilo que parece fazer de mim uma boa pessoa seja também aquilo que me esgota enquanto pessoa.

Acredito nas decisões que tomo e que vale a pena lutar por elas, até ao fim. Acredito na bondade do ser humano e no seu potencial para se tornar sempre um bocadinho melhor. Acredito que quando gostamos realmente de alguém vale a pena fazer sacrifícios e cedências por essa pessoa. Acredito no reconhecimento disso mesmo. Acredito que ser bom traz coisas boas como retorno. E tanto acredito que me vou mantendo repetidamente fiel a tudo isso, mesmo já tendo passado por tantas situações que me provam o contrário.


Pergunto-me se será mais por teimosia ou por cobardia que não assumo de uma vez por todas que aquilo em que acredito não é válido e desisto e se será por isso mesmo que não o faço… Em todo o caso, não é definitivamente isso que faz de mim uma pessoa melhor. 

*erro trágico

7 de novembro de 2014

Chuva, cabelo e fashion blogs

Uma pessoa abre o Bloglovin num dia chuvoso e encontra um post da Julia Engel com o título "Rainy Day in Munich" e sente empatia...

Uma pessoa abre o post e vê as fotos...

... e uma pessoa pensa no (desastre do) próprio cabelo, num típico "rainy day" (nem precisa de ser em Munique...), nos cabelinhos mais pequenos completamente fora de controlo e suspira... 

8 de outubro de 2014

6 de outubro de 2014

Alma & Prudence


«She always admired you, child! Think of what you must have looked like to her, when first she came here! Think of all you knew, of your capabilities. She always tried to win your admiration. You never offered it, though. Did you ever once praise her? Did you ever once see how hard she worked, to catch up with you in her studies? Did you ever admire your talents, or did you scorn them as less worthy than your own? (…)»
«I have never understood her admirable qualities.»
«No, Alma – you have never believed in them. Concede it. You think her goodness is a posture. You believe her to be a charlatan.»


Todas as medalhas têm um reverso. Todas as histórias têm duas versões. Todas as opiniões têm duas (ou tantas!) interpretações. Tantas vezes aquilo que para uma das partes é esforço e trabalho árduo para ser mais e melhor, para conquistar apreço, é, para a parte oposta, demonstração de arrogância e altivez...


(Este livro tem sido uma frustração, pela leitura, muito mais lenta do que o esperado, e pela própria narrativa, que segue todos os caminhos que eu não quero ver seguir, mas a verdade é que tenho encontrado nele alguns heads-ups interessantes a respeito da natureza humana...)

5 de fevereiro de 2014

Considerações breves e banais, mas essenciais #1 - Comichão


Diz-me a minha colega que a comichão é uma das coisas que aprendes a controlar (ou a suportar) quando te tornas mãe.


Isso quer dizer que, um dia, quando for mãe, ficarei imune àquela comichão altamente oportuna que me ataca a palma do pé direito quando estou a usar umas botas de cano alto e a conduzir em plena auto-estrada e ainda me faltam 20 minutos para chegar ao destino?...

7 de janeiro de 2014

4 em linha!



A sério?! 4 erros numa frase só!!

Eu sei que as coisas na redacção de um jornal podem chegar a ritmos extremos com o aproximar das horas de fecho e que, muitas vezes, é simplesmente impossível rever todo o conteúdo de um jornal... mas para passar o corrector ortográfico tem de haver sempre tempo, não? O meu corrector apanhou os 4 erros...

6 de janeiro de 2014

RIP, blog?


Há uns dias, ele disse-me algo do género: O teu blog é um caso RIP, não é?

Não querendo admitir que deixei acabar o blog - nunca foi essa a minha intenção -, a verdade é que ele está/tem estado em estado moribundo… mas não intencionalmente. 

Houve uma série de factores que levou a que fosse passando o blog para segundo plano e a que me tornasse uma blogger muito passiva. Por um lado, pergunto-me se isto de ser blogger e ter um blog não será mais do que uma fase e se a minha não terá já passado… Depois penso que isso é um argumento altamente subjetivo e procuro respostas para a minha apatia blogosférica…

Falta de tempo, falta de vontade, o surgimento do iPad, que levou a que apenas ligue o PC quando é absolutamente essencial e que não considero que seja assim tão prático quanto isso para edição de texto. Outras prioridades, sobretudo familiares e de saúde. Outros passatempos (sobre os quais também queria ter escrito aqui, mas também isso não aconteceu)...

Por vezes concluo não tenho assim nada suficientemente para comunicar ao mundo que justifique um post… mas depois penso que este blog também nunca teve esse intuito.

Não gostaria de admitir que este blog é efectivamente mais um "caso RIP", mas terei de fazer algo para o contrariar…

Não gosto de new year's resolutions, porque me parece que isso é apenas mais um convite a frustrar-nos a nós próprios pela incapacidade do seu cumprimento dentro das balizas temporais impostas definidas. Prefiro antes definir os objetivos ao meu próprio ritmo. E será ao meu próprio ritmo que vou tentar reanimar este espaço, seja como for. Não sairá daqui nenhum tratado de referência digno de publicação, mas pelo menos dará sinais de que ainda mexe...

5 de outubro de 2013

A Educação Musical de Anna XXVII

Há uns meses atrás, quando ouvi pela primeira vez o single do novo álbum dos Vampire Weekend, admito que não fiquei particularmente entusiasmada...

Hoje, apanhada totalmente desprevenida, reconheci-os aos primeiros segundos da música e relembrei tudo aquilo que me agrada no som deles. :)

(Obrigada Fifa 2014!)

4 de outubro de 2013

Mau feitio - mea culpa





Por vezes sinto uma certa necessidade de me desculpar por um ou outro dos meus ataques de mau feitio… mas raramente encontro um momento pertinente para o fazer e a coisa vai passando por entre os pingos da chuva... e desconfio que o único dos envolvidos que não se esquece e que se importa com isso sou eu, mas enfim...

A verdade é que tenho mau feitio e faço questão de contradizer quem simpaticamente me diz "Não percebo onde!" porque sei que, mais tarde ou mais cedo, salto para além dos limites do controlável e acaba por ocorrer uma explosão…

Vou fazendo por controlar os meus acessos de neurose (e tenho melhorado bastante nos últimos anos! A minha mãe sabe! Perguntem-lhe!!), até porque os outros não têm culpa de eu estar com os azeites e não têm de levar por tabela. 

Mas bolas!, que uma pessoa não é de ferro (e as hormonas também não colaboram, vá…) e há dias em que já não se arranjam energias nem pachorra para engolir e seguir caminho com um sorriso e já nem é preciso uma pisadela, basta um mero encosto, para que a coisa descambe e eu revele a minha tromba furibunda, como diz aqui o chefe... 

Portanto, às pessoas que estiveram comigo no fim de semana passado: não é pessoal nem pouco mais ou menos. O problema era entre mim, as minhas ideias e as minhas hormonas. Só estava pouco capaz de controlar isso tudo junto e rematar com uma cara aceitável. Já passou. Espero que o efeito causado não tenha sido o pior e que me continuem a considerar um pessoa com bom feitio, salvo algumas excepções!