Ao arrumar de volta na estante os dois volumes do Dicionário Houaiss que estive a consultar, apercebo-me de que provavelmente serei ser a última pessoa que ainda recorre a dicionários e enciclopédias em papel...
26 de outubro de 2012
10 de outubro de 2012
2 de outubro de 2012
Snobs debaixo do braço
Suponho que também haja algo de snob nesta
mania incorrigível de andar sempre sempre com um livro, mesmo sabendo que em
determinados dias não terei sequer a oportunidade de o abrir. Será mais defeito
do que feitio, mas gosto de o encarar como um hábito, como o de quem não sai de
casa sem o relógio ou o telemóvel…
Snob ou não, nos últimos dias têm andado comigo
outro tipo de snobs… os de Thackeray.
Esta colectânea de ensaios de Thackeray é inevitavelmente datada, espelhando em tom satírico a sociedade sua contemporânea, com todas as hipocrisias e caricaturas sociais, virtudes ocas e méritos de fachada. No entanto, alguns destes snobs não deixam de ser actuais, não pelas vestes e pelos contextos, mas sim pelas atitudes e pelos princípios subjacentes aos mesmos. Podemos lê-los à luz do séc. XIX, ou podemos fazer o exercício de as imaginar como metáforas dos nossos dias… E um toque de sátira sabe sempre tão bem…
Esta colectânea de ensaios de Thackeray é inevitavelmente datada, espelhando em tom satírico a sociedade sua contemporânea, com todas as hipocrisias e caricaturas sociais, virtudes ocas e méritos de fachada. No entanto, alguns destes snobs não deixam de ser actuais, não pelas vestes e pelos contextos, mas sim pelas atitudes e pelos princípios subjacentes aos mesmos. Podemos lê-los à luz do séc. XIX, ou podemos fazer o exercício de as imaginar como metáforas dos nossos dias… E um toque de sátira sabe sempre tão bem…
Sempre admirei (...) essa exibição de graduação hierárquica que a última criaturinha aqui mencionada (que ainda há pouco levara uns bons açoites por escrever com muitos erros) vá comandar grandes guerreiros de barbas brancas (...); graças ao dinheiro que tem passa à frente de homens com mil vezes mais experiência e mérito do que ele (...) e acabará por receber todas as honrarias da profissão enquanto o soldado veterano que comanda não tem, pela sua bravura, outra recompensa que não seja uma cama de hospital (...)
"Sobre alguns snobs militares"
O Livro dos Snobs
27 de julho de 2012
Macacos e galhos
No final de cada um destes últimos dias,
o pensamento mais
recorrente na minha cabeça tem sido…
mas se os mecânicos não se metem em assuntos
de literatura, porque é que uma menina de literatura se há-de meter em assuntos
mecânicos?!
26 de junho de 2012
22 de junho de 2012
30 de maio de 2012
Pensamento do dia
All women become like their mothers.
That's their tragedy.
Oscar Wilde
Curioso como determinadas mudanças nos levam a mudar para ser aquilo que jurámos nunca vir a ser. Inconscientemente, quero crer. Até ver, todas as futuras mamãs que diziam que não viriam a assumir um discurso excessivamente "maternal" não conseguiram cumprir com a sua palavra...
9 de maio de 2012
A Feira do Livro
Passar pela Feira do Livro de Lisboa é um ritual que remonta aos tempos da faculdade e ao qual não costumo faltar. Este ano não foi excepção. Excepcional, sim, foi a companhia: em quatro pessoas, a Feira foi uma estreia para duas delas e para a outra foi apenas a segunda vez.Comecei a ir à Feira na faculdade, há cerca de 10 anos atrás (bolas, 10 anos já?!!!) e, antes disso, achava que "toda a gente" por lá passava menos eu. Curiosamente, vou percebendo que não é bem assim. (Ele às vezes pergunta-me o que quero dizer com este "toda a gente", que tanto gosto de usar, e eu raramente tenho resposta para lhe dar e, pior, quando a tenho, percebo frequentemente que a expressão é overrated* e que o meu "toda a gente" mais não é do que duas ou três pessoas com quem tenho em comum o assunto de que estou a falar.) Mas adiante. Pois que, afinal, vou percebendo que o passeio pela Feira não é coisa assim tão habitual ou natural para "toda a gente".
Ele pergunta-me: mas e qual é a diferença entre vir aqui ou a uma FNAC?
Quero indignar-me com a pergunta, responder um seco "Tu não entendes! É o espírito, claro!", mas depois olho em frente e vejo o átrio do grupo Leya. Estendo o olhar até ao outro lado do relvado e vejo os rostos dos vários escritores que se enfileiram nas paredes do grupo Porto Editora. A confusão, a actividade, o foco das atenções incide sobre estes dois espaços sobretudo, relegando o restante para segundo plano. Percebo que não lhe posso dar a resposta indignada que ensaiava cá dentro porque, no fundo, ele tem razão em parte. A Feira é um espaço desequilibrado, em que dois pesos pesam demasiado para um dos lados: o capitalista. E quanto a mim, mea culpa, que o único livro que comprei foi precisamente num destes grupos.
Mas a Feira que atraía os românticos das Letras não era bem essa.
Era a Feira dos alfarrabistas ao fundo do lado da Sidónio Pais e que ainda lá estão. (Sempre ocuparam este espaço?)
Era a Feira das barraquinhas pequenas em que grandes e pequenos editores não se distinguiam pela área que ocupavam, em que todas as editoras tinham espaço e visibilidade iguais.
Era a Feira em que as pessoas circulavam de um modo mais fluido, sem ficarem "presas" a espaços específicos.
Era a Feira em que dizia "trouxe da Teorema a trilogia do Calvino" ou "encontrei na Cotovia um livro com ensaios do Wilde"...
Este ano, comprei apenas um livro e, já de saída, disse "Ainda não passámos na Bertrand, que estranho..." ao que logo me apontaram para o saco trazia na mão... da Bertrand, precisamente...
*Esta palavra não me sai da cabeça
e a culpa é vossa, R. e G.!!!
3 de abril de 2012
A Educação Musical de Anna XXIV
Podemos passar meses sem ouvir nada que nos cative verdadeiramente... ou podemos de repente cruzar-nos com um sem-número de músicas doces que nos ficam no ouvido... músicas assim:
To be with you... sim, esses são os melhores momentos...
[The Honey Trees ~ To be with you]
Subscrever:
Mensagens (Atom)





