26 de junho de 2012

Confirmar clichés


Sim,
eles não reparam quando vamos ao cabeleireiro...

Sim,
nós importamo-nos com isso...

22 de junho de 2012

Coisas que dariam jeito...


... para atirar à cabeça de alguém... Porque a simples leitura era capaz de não ser suficiente...

30 de maio de 2012

Pensamento do dia

All women become like their mothers.
That's their tragedy.
Oscar Wilde


Curioso como determinadas mudanças nos levam a mudar para ser aquilo que jurámos nunca vir a ser. Inconscientemente, quero crer. Até ver, todas as futuras mamãs que diziam que não viriam a assumir um discurso excessivamente "maternal" não conseguiram cumprir com a sua palavra...



9 de maio de 2012

E ainda sobre a Feira...

O Alfaiate Lisboeta é bem mais pequeno do que parece nas fotos!

A Feira do Livro

Passar pela Feira do Livro de Lisboa é um ritual que remonta aos tempos da faculdade e ao qual não costumo faltar. Este ano não foi excepção. Excepcional, sim, foi a companhia: em quatro pessoas, a Feira foi uma estreia para duas delas e para a outra foi apenas a segunda vez.

Comecei a ir à Feira na faculdade, há cerca de 10 anos atrás (bolas, 10 anos já?!!!) e, antes disso, achava que "toda a gente" por lá passava menos eu. Curiosamente, vou percebendo que não é bem assim. (Ele às vezes pergunta-me o que quero dizer com este "toda a gente", que tanto gosto de usar, e eu raramente tenho resposta para lhe dar e, pior, quando a tenho, percebo frequentemente que a expressão é overrated* e que o meu "toda a gente" mais não é do que duas ou três pessoas com quem tenho em comum o assunto de que estou a falar.) Mas adiante. Pois que, afinal, vou percebendo que o passeio pela Feira não é coisa assim tão habitual ou natural para "toda a gente".

Ele pergunta-me: mas e qual é a diferença entre vir aqui ou a uma FNAC?
Quero indignar-me com a pergunta, responder um seco "Tu não entendes! É o espírito, claro!", mas depois olho em frente e vejo o átrio do grupo Leya. Estendo o olhar até ao outro lado do relvado e vejo os rostos dos vários escritores que se enfileiram nas paredes do grupo Porto Editora. A confusão, a actividade, o foco das atenções incide sobre estes dois espaços sobretudo, relegando o restante para segundo plano. Percebo que não lhe posso dar a resposta indignada que ensaiava cá dentro porque, no fundo, ele tem razão em parte. A Feira é um espaço desequilibrado, em que dois pesos pesam demasiado para um dos lados: o capitalista. E quanto a mim, mea culpa, que o único livro que comprei foi precisamente num destes grupos.

Mas a Feira que atraía os românticos das Letras não era bem essa.
Era a Feira dos alfarrabistas ao fundo do lado da Sidónio Pais e que ainda lá estão. (Sempre ocuparam este espaço?)
Era a Feira das barraquinhas pequenas em que grandes e pequenos editores não se distinguiam pela área que ocupavam, em que todas as editoras tinham espaço e visibilidade iguais.
Era a Feira em que as pessoas circulavam de um modo mais fluido, sem ficarem "presas" a espaços específicos.
Era a Feira em que dizia "trouxe da Teorema a trilogia do Calvino" ou "encontrei na Cotovia um livro com ensaios do Wilde"...
Este ano, comprei apenas um livro e, já de saída, disse "Ainda não passámos na Bertrand, que estranho..." ao que logo me apontaram para o saco trazia na mão... da Bertrand, precisamente...




*Esta palavra não me sai da cabeça
 e a culpa é vossa, R. e G.!!!  

3 de abril de 2012

A Educação Musical de Anna XXIV

Podemos passar meses sem ouvir nada que nos cative verdadeiramente... ou podemos de repente cruzar-nos com um sem-número de músicas doces que nos ficam no ouvido... músicas assim:


To be with you... sim, esses são os melhores momentos...

[The Honey Trees ~ To be with you]

2 de abril de 2012

Lost in translation IV

Tantas vezes que já me detive a matutar numa tradução possível para globetrotter e nunca cheguei a qualquer solução válida... 
O mesmo não dizem os senhores da Condor*...


(Desde que me disseram um dia que a tradução portuguesa para feedback era retroalimentação que me havia decidido a não pôr estrangeirismos em questão... Diria que é saudável cingir-me a essa decisão...)


*na edição da Volta ao Mundo 
de Março de 2012

30 de março de 2012

Trabalhos do demo


Penso nestes trabalhos e procuro a máxima que mais se lhes adequará… Não sei se água mole em pedra dura tanto bate até que fura, se o primeiro estranha-se, depois entranha-se… Talvez nenhum dos dois, mas a ideia aproxima-se...

A verdade é que continuam a ser trabalhos estranhos que, entre limitações de caracteres e adaptações de traduções automáticas e frases completamente herméticas*, têm uma componente de "tradução-tradução" muito pequena já. E, no entanto, não sei se por uma atitude inconsciente de resignação, se por algum pico de paciência e boa vontade (?!), começo a não me importar muito com eles quando me caem no colo.

Se é repetitivo e mecânico? Oh, se é! Mas o mesmo dirá a cozinheira da cantina quando passa a manhã a descascar 20 kgs de batatas, a manicure que lima e pinta dúzias de unhas por dia, a analista que recolhe um sem-número de amostras de sangue, a professora que corrige três turmas de testes com a mesma grelha de perguntas e respostas. Mas alguém tem de o fazer, mesmo que seja uma chatice tremenda.

Talvez seja essa constatação que me faça olhar para estas listas de strings que me chegam às mãos, sem contexto sequer por vezes, e pensar: Então vamos lá tratar disto!, sem fazer birras...  (Quase nunca sem as birras, vá, que uma pessoa não é de ferro e a tradução não-técnica é como um vício que, na sua falta, provoca sintomas de ressaca.)

Não deixam de ser trabalhos do demo mas, lá está, alguém tem de os fazer…


*strings de software, o que mais?...

23 de março de 2012

Detesto...


... gente mesquinha que se contenta com o medíocre, não se dando ao trabalho de aspirar a melhorar.
... gente calona que não se esforça minimamente para aprender com quem está disposto a ensinar.

... gente egoísta que só se preocupa com o próprio umbigo e não sabe o que é colaborar numa equipa.
... gente baixa que comete erros e age como se não fosse nada, não sendo sequer capaz de abrir a boca para pedir desculpa.

... ter de coexistir diariamente com gente assim...

24 de fevereiro de 2012

Just wandering...

Navegando pelos blogs com posts sobre o estilo dos visitantes (ou participantes, não sei bem) das fashion weeks que têm ocorrido um pouco por todo o mundo desde o início do ano, dou por mim a pensar que "ser fashion" às vezes parece ser sinónimo de pegar aleatoriamente em diversas peças que se tenham no roupeiro e vesti-las…
Mas eu não percebo nada de moda, portanto, nevermind me
 

22 de fevereiro de 2012

Mas que raio?!!

Uma pessoa vai tomar o pequeno almoço numa soalheira manhã de sábado algures por S. João do Estoril e depara-se com a intrigante vestimenta de... uma árvore...

Já encontrei pela blogosfera outros igualmente intrigados com o mesmo fenómeno mas ainda não encontrei explicação para o mesmo...

Entretanto, uma pessoa anda distraidamente a passear pelos canais de Amesterdão e...


Mas que raio é que me anda a escapar?!!!
Porque é que andam a fazer fatinhos de lã para árvores e corrimões?!!



15 de fevereiro de 2012

Pensamento do dia

Ou antes, constatação do dia... No dia de S. Valentim, complicado complicado é mesmo arranjar um sítio sossegado e pouco "valentinesco" para celebrar uma ocasião de longe mais importante...

6 de fevereiro de 2012

Ciclos

Por vezes sentimos um inexplicável apelo por regressar a certos locais... Apetece-me regressar... Não sei por quanto tempo. Não sei com que regularidade. Mas apetece-me...

23 de dezembro de 2011

Natal


Dizes que fui eu que te convenci a levar uma árvore de Natal lá para casa, mas desconfio que, bem no fundo de ti, a querias tanto quanto eu. Abrimos um precedente e acabámos por inaugurar assim mais uma “coisa nossa”. :)

Este ano o Natal será diferente e mais rico.
Mais rico em afectos, sobretudo.
Se há problemas e coisas menos boas? Certamente que há, não vale a pena ignorá-los.
No entanto, a balança tem dois pratos e importa colocar todos os factores que cabem num e no outro.  Podemos deixar que o prato negativo se afunde e nos leve com ele. Ou podemos ir buscar todas as coisas boas que temos e depositá-las no prato positivo, obrigando assim o prato negativo a subir.  Há que fazer um esforço por, pelo menos uma vez no ano, deixar que o protagonismo vá para as coisas boas e não para as coisas más. Ao menos uma vez no ano.
Feliz Natal!

20 de dezembro de 2011

No meu tempo...


Quando eu era pequena, os meus pais deixavam-me bem cedinho na escola. Por vezes mesmo antes das 8h da manhã. Os trabalhos não se coadunavam com atrasos e, como tal, lá me deixavam. 

Era quase sempre das primeiras crianças a chegar à escola. E estava lá sempre alguém para nos receber. Na escola primária, encontrávamos sempre à porta a Dona Virgínia ou a Dona Rosa. Nunca sequer as vimos sem a farda da escola. Estavam lá sempre sempre para nos receber. Nunca encontrei o portão da minha escola fechado. 

Mais tarde, no externato, os horários matutinos persistiram e, uma vez mais, nunca encontrei o portão fechado. À entrada, normalmente encontrava o Senhor Mantas, o porteiro, ou uma das "senhô’contínuas" do turno da manhã, a Doroteia ou a "Tia" Lurdes, quase sempre...

Não havia professores ou educadores a essas horas. As aulas não começavam antes das 8h30. No entanto, havia pessoas para nos receber e as portas estavam sempre abertas para os alunos.  

Ainda que seja a primeira a defender que a escola não é um repositório de crianças, entendo que deve ser um espaço sempre de portas abertas para as receber. De Inverno ou de Verão. Com um horário que seja minimamente coerente e que se coadune com os horários de trabalho de boa parte dos encarregados de educação.

Esta manhã fui deixar o meu sobrinho de 5 anos à escola. Com a minha cunhada na maternidade com a pequenina e o meu irmão a sair cedo, demasiado cedo, para trabalhar, a tarefa ficou a meu cargo hoje. Oportunidade perfeita, também, para cumprir o prometido e ir ver a árvore de Natal em material reciclado feita pelos meninos. 

Cheguei às 8h20 e toquei à campainha, que é o procedimento normal, segundo ele. Vem à entrada uma auxiliar que eu bem conheço.

- Lamento, mas só abrimos às 8h30. Vai ter de esperar. Não temos autorização para receber crianças antes dessa hora.

E voltou para dentro.

Fiquei ali à porta com o miúdo, sem saber muito bem o que pensar ou dizer. Estavam 7 graus na rua. 

Esta auxiliar, também ela mãe (o que ainda me chocou mais), recusou-se a abrir o portão da escola 10 minutos mais cedo do que o estipulado para o meu sobrinho entrar. Nem sequer lhe pedi para o deixar lá porque tencionava ficar com ele. Mas ela nem o portão abriu. Falou connosco através das grades. Porque os horários são para cumprir, alegadamente. Nada contra. Mas não estamos a falar de uma fábrica ou de uma empresa que trata com objectos e números. Estamos a falar de uma escola. Estamos a falar de seres humanos. Estamos a falar de um espaço em que a primazia vai necessariamente para o bem-estar das crianças que o frequentam...

Não, não compreendo nem aceito! 

Se as senhoras funcionárias entendem que não podem trabalhar mais dez minutos do que o estipulado e que não podem abrir excepções, então talvez devessem trabalhar numa fábrica em vez de serem "auxiliares de acção educativa"...


18 de dezembro de 2011

Cor de Rosa

E enfim chegou! 
Do alto dos seus cerca de 3,700 kgs, parece vir com vontade de afirmar que quer ser maior!
E é! Pequenina mas grande, maior, nos nossos corações! E grande para aninhar todo o carinho que temos à sua espera! 
Sê bem-vinda piolhita! 
Finalmente, cor de Rosa para a tua tia! :) 

16 de dezembro de 2011

E seria bem capaz de me apaixonar...

O Porto tem realmente qualquer coisa....


12 de dezembro de 2011

Ser especial ou (esperançosamente) ingénuo


Há momentos e pessoas na vida que nos fazem acreditar que tivemos direito a um lugar especial na escala dos estatutos e dos tratamentos. Pessoas que nos sentam do seu lado direito e permitem que assistamos com vista privilegiada à forma de tratamento que merecem os demais, os comuns. E nós, não comuns, mas sim especiais, vamos achando que aquele lugar é cativo e eventualmente retribuimos a concessão com um lugar igual ao nosso lado.

No entanto, por vezes acabamos por perceber que esse lugar que nos foi concedido não tem nada de cativo ou permanente. É tão efémero quanto a vontade de quem o concede. E, aos poucos, constatamos que não somos diferentes coisíssima nenhuma, passamos de especiais a comuns e começamos a receber exactamente o mesmo tratamento que antes apenas observávamos…  


Na verdade, são muito poucas as pessoas que realmente consideram que merecemos ser especiais. E muitas vezes essas pessoas cingem-se apenas e só ao círculo familiar directo, incluindo por vezes alguns amigos genuínos...


Sou ingénua, sei que sim. Prefiro salientar o melhor que há nas pessoas, prefiro acreditar em coincidências e acasos, mas do que intenções... E gostaria de manter-me assim...

23 de novembro de 2011

Detesto...

... pessoas
que ocupam duas vias
na auto-estrada!!!


É uma para cada um, tá?!!!

18 de novembro de 2011

Três anos!

Fez ontem três anos que entrei para esta empresa.
De um total de pouco mais de quatro anos de vida profissional.
E o balanço é muito positivo.
Learning-by-doing é provavelmente expressão mais do que aplicável ao meu percurso profissional enquanto tradutora. E nesta casa é isso que tem acontecido, paralelamente à ajuda dos "veteranos", que têm partilhado com paciência e empenho o saber que já têm.

Ouvi no outro dia, em tom retórico, alguém exclamar "Mas ninguém gosta do emprego que tem?!" a meio duma conversa em que todos se queixavam de coisinhas dos respectivos empregos.

Eu gosto do meu emprego! Gosto muito até!
O facto de me queixar (mas quem é que não se queixa?!) de algumas coisas não permite concluir esteja insatisfeita ou infeliz com ele. São simplesmente os dois lados da moeda. Os empregos, como as pessoas, não são perfeitos. Importa sim (nos empregos e nas pessoas) perceber e identificar problemas e procurar resolvê-los!