22 de junho de 2012

Coisas que dariam jeito...


... para atirar à cabeça de alguém... Porque a simples leitura era capaz de não ser suficiente...

30 de maio de 2012

Pensamento do dia

All women become like their mothers.
That's their tragedy.
Oscar Wilde


Curioso como determinadas mudanças nos levam a mudar para ser aquilo que jurámos nunca vir a ser. Inconscientemente, quero crer. Até ver, todas as futuras mamãs que diziam que não viriam a assumir um discurso excessivamente "maternal" não conseguiram cumprir com a sua palavra...



9 de maio de 2012

E ainda sobre a Feira...

O Alfaiate Lisboeta é bem mais pequeno do que parece nas fotos!

A Feira do Livro

Passar pela Feira do Livro de Lisboa é um ritual que remonta aos tempos da faculdade e ao qual não costumo faltar. Este ano não foi excepção. Excepcional, sim, foi a companhia: em quatro pessoas, a Feira foi uma estreia para duas delas e para a outra foi apenas a segunda vez.

Comecei a ir à Feira na faculdade, há cerca de 10 anos atrás (bolas, 10 anos já?!!!) e, antes disso, achava que "toda a gente" por lá passava menos eu. Curiosamente, vou percebendo que não é bem assim. (Ele às vezes pergunta-me o que quero dizer com este "toda a gente", que tanto gosto de usar, e eu raramente tenho resposta para lhe dar e, pior, quando a tenho, percebo frequentemente que a expressão é overrated* e que o meu "toda a gente" mais não é do que duas ou três pessoas com quem tenho em comum o assunto de que estou a falar.) Mas adiante. Pois que, afinal, vou percebendo que o passeio pela Feira não é coisa assim tão habitual ou natural para "toda a gente".

Ele pergunta-me: mas e qual é a diferença entre vir aqui ou a uma FNAC?
Quero indignar-me com a pergunta, responder um seco "Tu não entendes! É o espírito, claro!", mas depois olho em frente e vejo o átrio do grupo Leya. Estendo o olhar até ao outro lado do relvado e vejo os rostos dos vários escritores que se enfileiram nas paredes do grupo Porto Editora. A confusão, a actividade, o foco das atenções incide sobre estes dois espaços sobretudo, relegando o restante para segundo plano. Percebo que não lhe posso dar a resposta indignada que ensaiava cá dentro porque, no fundo, ele tem razão em parte. A Feira é um espaço desequilibrado, em que dois pesos pesam demasiado para um dos lados: o capitalista. E quanto a mim, mea culpa, que o único livro que comprei foi precisamente num destes grupos.

Mas a Feira que atraía os românticos das Letras não era bem essa.
Era a Feira dos alfarrabistas ao fundo do lado da Sidónio Pais e que ainda lá estão. (Sempre ocuparam este espaço?)
Era a Feira das barraquinhas pequenas em que grandes e pequenos editores não se distinguiam pela área que ocupavam, em que todas as editoras tinham espaço e visibilidade iguais.
Era a Feira em que as pessoas circulavam de um modo mais fluido, sem ficarem "presas" a espaços específicos.
Era a Feira em que dizia "trouxe da Teorema a trilogia do Calvino" ou "encontrei na Cotovia um livro com ensaios do Wilde"...
Este ano, comprei apenas um livro e, já de saída, disse "Ainda não passámos na Bertrand, que estranho..." ao que logo me apontaram para o saco trazia na mão... da Bertrand, precisamente...




*Esta palavra não me sai da cabeça
 e a culpa é vossa, R. e G.!!!  

3 de abril de 2012

A Educação Musical de Anna XXIV

Podemos passar meses sem ouvir nada que nos cative verdadeiramente... ou podemos de repente cruzar-nos com um sem-número de músicas doces que nos ficam no ouvido... músicas assim:


To be with you... sim, esses são os melhores momentos...

[The Honey Trees ~ To be with you]

2 de abril de 2012

Lost in translation IV

Tantas vezes que já me detive a matutar numa tradução possível para globetrotter e nunca cheguei a qualquer solução válida... 
O mesmo não dizem os senhores da Condor*...


(Desde que me disseram um dia que a tradução portuguesa para feedback era retroalimentação que me havia decidido a não pôr estrangeirismos em questão... Diria que é saudável cingir-me a essa decisão...)


*na edição da Volta ao Mundo 
de Março de 2012

30 de março de 2012

Trabalhos do demo


Penso nestes trabalhos e procuro a máxima que mais se lhes adequará… Não sei se água mole em pedra dura tanto bate até que fura, se o primeiro estranha-se, depois entranha-se… Talvez nenhum dos dois, mas a ideia aproxima-se...

A verdade é que continuam a ser trabalhos estranhos que, entre limitações de caracteres e adaptações de traduções automáticas e frases completamente herméticas*, têm uma componente de "tradução-tradução" muito pequena já. E, no entanto, não sei se por uma atitude inconsciente de resignação, se por algum pico de paciência e boa vontade (?!), começo a não me importar muito com eles quando me caem no colo.

Se é repetitivo e mecânico? Oh, se é! Mas o mesmo dirá a cozinheira da cantina quando passa a manhã a descascar 20 kgs de batatas, a manicure que lima e pinta dúzias de unhas por dia, a analista que recolhe um sem-número de amostras de sangue, a professora que corrige três turmas de testes com a mesma grelha de perguntas e respostas. Mas alguém tem de o fazer, mesmo que seja uma chatice tremenda.

Talvez seja essa constatação que me faça olhar para estas listas de strings que me chegam às mãos, sem contexto sequer por vezes, e pensar: Então vamos lá tratar disto!, sem fazer birras...  (Quase nunca sem as birras, vá, que uma pessoa não é de ferro e a tradução não-técnica é como um vício que, na sua falta, provoca sintomas de ressaca.)

Não deixam de ser trabalhos do demo mas, lá está, alguém tem de os fazer…


*strings de software, o que mais?...

23 de março de 2012

Detesto...


... gente mesquinha que se contenta com o medíocre, não se dando ao trabalho de aspirar a melhorar.
... gente calona que não se esforça minimamente para aprender com quem está disposto a ensinar.

... gente egoísta que só se preocupa com o próprio umbigo e não sabe o que é colaborar numa equipa.
... gente baixa que comete erros e age como se não fosse nada, não sendo sequer capaz de abrir a boca para pedir desculpa.

... ter de coexistir diariamente com gente assim...

24 de fevereiro de 2012

Just wandering...

Navegando pelos blogs com posts sobre o estilo dos visitantes (ou participantes, não sei bem) das fashion weeks que têm ocorrido um pouco por todo o mundo desde o início do ano, dou por mim a pensar que "ser fashion" às vezes parece ser sinónimo de pegar aleatoriamente em diversas peças que se tenham no roupeiro e vesti-las…
Mas eu não percebo nada de moda, portanto, nevermind me
 

22 de fevereiro de 2012

Mas que raio?!!

Uma pessoa vai tomar o pequeno almoço numa soalheira manhã de sábado algures por S. João do Estoril e depara-se com a intrigante vestimenta de... uma árvore...

Já encontrei pela blogosfera outros igualmente intrigados com o mesmo fenómeno mas ainda não encontrei explicação para o mesmo...

Entretanto, uma pessoa anda distraidamente a passear pelos canais de Amesterdão e...


Mas que raio é que me anda a escapar?!!!
Porque é que andam a fazer fatinhos de lã para árvores e corrimões?!!