3 de abril de 2012

A Educação Musical de Anna XXIV

Podemos passar meses sem ouvir nada que nos cative verdadeiramente... ou podemos de repente cruzar-nos com um sem-número de músicas doces que nos ficam no ouvido... músicas assim:


To be with you... sim, esses são os melhores momentos...

[The Honey Trees ~ To be with you]

2 de abril de 2012

Lost in translation IV

Tantas vezes que já me detive a matutar numa tradução possível para globetrotter e nunca cheguei a qualquer solução válida... 
O mesmo não dizem os senhores da Condor*...


(Desde que me disseram um dia que a tradução portuguesa para feedback era retroalimentação que me havia decidido a não pôr estrangeirismos em questão... Diria que é saudável cingir-me a essa decisão...)


*na edição da Volta ao Mundo 
de Março de 2012

30 de março de 2012

Trabalhos do demo


Penso nestes trabalhos e procuro a máxima que mais se lhes adequará… Não sei se água mole em pedra dura tanto bate até que fura, se o primeiro estranha-se, depois entranha-se… Talvez nenhum dos dois, mas a ideia aproxima-se...

A verdade é que continuam a ser trabalhos estranhos que, entre limitações de caracteres e adaptações de traduções automáticas e frases completamente herméticas*, têm uma componente de "tradução-tradução" muito pequena já. E, no entanto, não sei se por uma atitude inconsciente de resignação, se por algum pico de paciência e boa vontade (?!), começo a não me importar muito com eles quando me caem no colo.

Se é repetitivo e mecânico? Oh, se é! Mas o mesmo dirá a cozinheira da cantina quando passa a manhã a descascar 20 kgs de batatas, a manicure que lima e pinta dúzias de unhas por dia, a analista que recolhe um sem-número de amostras de sangue, a professora que corrige três turmas de testes com a mesma grelha de perguntas e respostas. Mas alguém tem de o fazer, mesmo que seja uma chatice tremenda.

Talvez seja essa constatação que me faça olhar para estas listas de strings que me chegam às mãos, sem contexto sequer por vezes, e pensar: Então vamos lá tratar disto!, sem fazer birras...  (Quase nunca sem as birras, vá, que uma pessoa não é de ferro e a tradução não-técnica é como um vício que, na sua falta, provoca sintomas de ressaca.)

Não deixam de ser trabalhos do demo mas, lá está, alguém tem de os fazer…


*strings de software, o que mais?...

23 de março de 2012

Detesto...


... gente mesquinha que se contenta com o medíocre, não se dando ao trabalho de aspirar a melhorar.
... gente calona que não se esforça minimamente para aprender com quem está disposto a ensinar.

... gente egoísta que só se preocupa com o próprio umbigo e não sabe o que é colaborar numa equipa.
... gente baixa que comete erros e age como se não fosse nada, não sendo sequer capaz de abrir a boca para pedir desculpa.

... ter de coexistir diariamente com gente assim...

24 de fevereiro de 2012

Just wandering...

Navegando pelos blogs com posts sobre o estilo dos visitantes (ou participantes, não sei bem) das fashion weeks que têm ocorrido um pouco por todo o mundo desde o início do ano, dou por mim a pensar que "ser fashion" às vezes parece ser sinónimo de pegar aleatoriamente em diversas peças que se tenham no roupeiro e vesti-las…
Mas eu não percebo nada de moda, portanto, nevermind me
 

22 de fevereiro de 2012

Mas que raio?!!

Uma pessoa vai tomar o pequeno almoço numa soalheira manhã de sábado algures por S. João do Estoril e depara-se com a intrigante vestimenta de... uma árvore...

Já encontrei pela blogosfera outros igualmente intrigados com o mesmo fenómeno mas ainda não encontrei explicação para o mesmo...

Entretanto, uma pessoa anda distraidamente a passear pelos canais de Amesterdão e...


Mas que raio é que me anda a escapar?!!!
Porque é que andam a fazer fatinhos de lã para árvores e corrimões?!!



15 de fevereiro de 2012

Pensamento do dia

Ou antes, constatação do dia... No dia de S. Valentim, complicado complicado é mesmo arranjar um sítio sossegado e pouco "valentinesco" para celebrar uma ocasião de longe mais importante...

6 de fevereiro de 2012

Ciclos

Por vezes sentimos um inexplicável apelo por regressar a certos locais... Apetece-me regressar... Não sei por quanto tempo. Não sei com que regularidade. Mas apetece-me...

23 de dezembro de 2011

Natal


Dizes que fui eu que te convenci a levar uma árvore de Natal lá para casa, mas desconfio que, bem no fundo de ti, a querias tanto quanto eu. Abrimos um precedente e acabámos por inaugurar assim mais uma “coisa nossa”. :)

Este ano o Natal será diferente e mais rico.
Mais rico em afectos, sobretudo.
Se há problemas e coisas menos boas? Certamente que há, não vale a pena ignorá-los.
No entanto, a balança tem dois pratos e importa colocar todos os factores que cabem num e no outro.  Podemos deixar que o prato negativo se afunde e nos leve com ele. Ou podemos ir buscar todas as coisas boas que temos e depositá-las no prato positivo, obrigando assim o prato negativo a subir.  Há que fazer um esforço por, pelo menos uma vez no ano, deixar que o protagonismo vá para as coisas boas e não para as coisas más. Ao menos uma vez no ano.
Feliz Natal!

20 de dezembro de 2011

No meu tempo...


Quando eu era pequena, os meus pais deixavam-me bem cedinho na escola. Por vezes mesmo antes das 8h da manhã. Os trabalhos não se coadunavam com atrasos e, como tal, lá me deixavam. 

Era quase sempre das primeiras crianças a chegar à escola. E estava lá sempre alguém para nos receber. Na escola primária, encontrávamos sempre à porta a Dona Virgínia ou a Dona Rosa. Nunca sequer as vimos sem a farda da escola. Estavam lá sempre sempre para nos receber. Nunca encontrei o portão da minha escola fechado. 

Mais tarde, no externato, os horários matutinos persistiram e, uma vez mais, nunca encontrei o portão fechado. À entrada, normalmente encontrava o Senhor Mantas, o porteiro, ou uma das "senhô’contínuas" do turno da manhã, a Doroteia ou a "Tia" Lurdes, quase sempre...

Não havia professores ou educadores a essas horas. As aulas não começavam antes das 8h30. No entanto, havia pessoas para nos receber e as portas estavam sempre abertas para os alunos.  

Ainda que seja a primeira a defender que a escola não é um repositório de crianças, entendo que deve ser um espaço sempre de portas abertas para as receber. De Inverno ou de Verão. Com um horário que seja minimamente coerente e que se coadune com os horários de trabalho de boa parte dos encarregados de educação.

Esta manhã fui deixar o meu sobrinho de 5 anos à escola. Com a minha cunhada na maternidade com a pequenina e o meu irmão a sair cedo, demasiado cedo, para trabalhar, a tarefa ficou a meu cargo hoje. Oportunidade perfeita, também, para cumprir o prometido e ir ver a árvore de Natal em material reciclado feita pelos meninos. 

Cheguei às 8h20 e toquei à campainha, que é o procedimento normal, segundo ele. Vem à entrada uma auxiliar que eu bem conheço.

- Lamento, mas só abrimos às 8h30. Vai ter de esperar. Não temos autorização para receber crianças antes dessa hora.

E voltou para dentro.

Fiquei ali à porta com o miúdo, sem saber muito bem o que pensar ou dizer. Estavam 7 graus na rua. 

Esta auxiliar, também ela mãe (o que ainda me chocou mais), recusou-se a abrir o portão da escola 10 minutos mais cedo do que o estipulado para o meu sobrinho entrar. Nem sequer lhe pedi para o deixar lá porque tencionava ficar com ele. Mas ela nem o portão abriu. Falou connosco através das grades. Porque os horários são para cumprir, alegadamente. Nada contra. Mas não estamos a falar de uma fábrica ou de uma empresa que trata com objectos e números. Estamos a falar de uma escola. Estamos a falar de seres humanos. Estamos a falar de um espaço em que a primazia vai necessariamente para o bem-estar das crianças que o frequentam...

Não, não compreendo nem aceito! 

Se as senhoras funcionárias entendem que não podem trabalhar mais dez minutos do que o estipulado e que não podem abrir excepções, então talvez devessem trabalhar numa fábrica em vez de serem "auxiliares de acção educativa"...