6 de fevereiro de 2012
Ciclos
Por vezes sentimos um inexplicável apelo por regressar a certos locais...
Apetece-me regressar...
Não sei por quanto tempo.
Não sei com que regularidade.
Mas apetece-me...
23 de dezembro de 2011
Natal
Dizes que fui eu que te convenci a levar
uma árvore de Natal lá para casa, mas desconfio que, bem no fundo de ti, a querias
tanto quanto eu. Abrimos um precedente e acabámos por inaugurar assim mais uma “coisa
nossa”. :)
Este ano o Natal será diferente e mais
rico.
Mais rico em afectos, sobretudo.
Se há problemas e coisas menos boas?
Certamente que há, não vale a pena ignorá-los.
No entanto, a balança tem dois pratos e
importa colocar todos os factores que cabem num e no outro. Podemos deixar que o prato negativo se afunde
e nos leve com ele. Ou podemos ir buscar todas as coisas boas que temos e
depositá-las no prato positivo, obrigando assim o prato negativo a subir. Há que fazer um esforço por, pelo menos uma
vez no ano, deixar que o protagonismo vá para as coisas boas e não para as
coisas más. Ao menos uma vez no ano.
Feliz Natal!
20 de dezembro de 2011
No meu tempo...
Quando eu era pequena, os meus pais deixavam-me bem cedinho na escola. Por vezes mesmo antes das 8h da manhã. Os trabalhos não se coadunavam com atrasos e, como tal, lá me deixavam.
Era quase sempre das primeiras crianças a chegar à escola. E estava lá sempre alguém para nos receber. Na escola primária, encontrávamos sempre à porta a Dona Virgínia ou a Dona Rosa. Nunca sequer as vimos sem a farda da escola. Estavam lá sempre sempre para nos receber. Nunca encontrei o portão da minha escola fechado.
Mais tarde, no externato, os horários matutinos persistiram e, uma vez mais, nunca encontrei o portão fechado. À entrada, normalmente encontrava o Senhor Mantas, o porteiro, ou uma das "senhô’contínuas" do turno da manhã, a Doroteia ou a "Tia" Lurdes, quase sempre...
Não havia professores ou educadores a essas horas. As aulas não começavam antes das 8h30. No entanto, havia pessoas para nos receber e as portas estavam sempre abertas para os alunos.
Ainda que seja a primeira a defender que a escola não é um repositório de crianças, entendo que deve ser um espaço sempre de portas abertas para as receber. De Inverno ou de Verão. Com um horário que seja minimamente coerente e que se coadune com os horários de trabalho de boa parte dos encarregados de educação.
Esta manhã fui deixar o meu sobrinho de 5 anos à escola. Com a minha cunhada na maternidade com a pequenina e o meu irmão a sair cedo, demasiado cedo, para trabalhar, a tarefa ficou a meu cargo hoje. Oportunidade perfeita, também, para cumprir o prometido e ir ver a árvore de Natal em material reciclado feita pelos meninos.
Cheguei às 8h20 e toquei à campainha, que é o procedimento normal, segundo ele. Vem à entrada uma auxiliar que eu bem conheço.
- Lamento, mas só abrimos às 8h30. Vai ter de esperar. Não temos autorização para receber crianças antes dessa hora.
E voltou para dentro.
Fiquei ali à porta com o miúdo, sem saber muito bem o que pensar ou dizer. Estavam 7 graus na rua.
- Lamento, mas só abrimos às 8h30. Vai ter de esperar. Não temos autorização para receber crianças antes dessa hora.
E voltou para dentro.
Fiquei ali à porta com o miúdo, sem saber muito bem o que pensar ou dizer. Estavam 7 graus na rua.
Esta auxiliar, também ela mãe (o que ainda me chocou mais), recusou-se a abrir o portão da escola 10 minutos mais cedo do que o estipulado para o meu sobrinho entrar. Nem sequer lhe pedi para o deixar lá porque tencionava ficar com ele. Mas ela nem o portão abriu. Falou connosco através das grades. Porque os horários são para cumprir, alegadamente. Nada contra. Mas não estamos a falar de uma fábrica ou de uma empresa que trata com objectos e números. Estamos a falar de uma escola. Estamos a falar de seres humanos. Estamos a falar de um espaço em que a primazia vai necessariamente para o bem-estar das crianças que o frequentam...
Não, não compreendo nem aceito!
Se as senhoras funcionárias entendem que não podem trabalhar mais dez minutos do que o estipulado e que não podem abrir excepções, então talvez devessem trabalhar numa fábrica em vez de serem "auxiliares de acção educativa"...
18 de dezembro de 2011
16 de dezembro de 2011
12 de dezembro de 2011
Ser especial ou (esperançosamente) ingénuo
Há momentos e pessoas na vida que nos fazem acreditar que
tivemos direito a um lugar especial na escala dos estatutos e dos tratamentos.
Pessoas que nos sentam do seu lado direito e permitem que assistamos com vista
privilegiada à forma de tratamento que merecem os demais, os comuns. E nós, não
comuns, mas sim especiais, vamos achando que aquele lugar é cativo e eventualmente
retribuimos a concessão com um lugar igual ao nosso lado.
No entanto, por vezes acabamos por perceber que esse lugar
que nos foi concedido não tem nada de cativo ou permanente. É tão efémero
quanto a vontade de quem o concede. E, aos poucos, constatamos que não somos
diferentes coisíssima nenhuma, passamos de especiais a comuns e começamos a
receber exactamente o mesmo tratamento que antes apenas observávamos…
Na verdade, são muito poucas as pessoas que realmente consideram que merecemos ser especiais. E muitas vezes essas pessoas cingem-se apenas e só ao círculo familiar directo, incluindo por vezes alguns amigos genuínos...
Sou ingénua, sei que sim. Prefiro salientar o melhor que há nas pessoas, prefiro acreditar em coincidências e acasos, mas do que intenções... E gostaria de manter-me assim...
23 de novembro de 2011
18 de novembro de 2011
Três anos!
De um total de pouco mais de quatro anos de vida profissional.
E o balanço é muito positivo.
Learning-by-doing é provavelmente expressão mais do que aplicável ao meu percurso profissional enquanto tradutora. E nesta casa é isso que tem acontecido, paralelamente à ajuda dos "veteranos", que têm partilhado com paciência e empenho o saber que já têm.
Ouvi no outro dia, em tom retórico, alguém exclamar "Mas ninguém gosta do emprego que tem?!" a meio duma conversa em que todos se queixavam de coisinhas dos respectivos empregos.
Eu gosto do meu emprego! Gosto muito até!
O facto de me queixar (mas quem é que não se queixa?!) de algumas coisas não permite concluir esteja insatisfeita ou infeliz com ele. São simplesmente os dois lados da moeda. Os empregos, como as pessoas, não são perfeitos. Importa sim (nos empregos e nas pessoas) perceber e identificar problemas e procurar resolvê-los!
E o balanço é muito positivo.
Learning-by-doing é provavelmente expressão mais do que aplicável ao meu percurso profissional enquanto tradutora. E nesta casa é isso que tem acontecido, paralelamente à ajuda dos "veteranos", que têm partilhado com paciência e empenho o saber que já têm.
Ouvi no outro dia, em tom retórico, alguém exclamar "Mas ninguém gosta do emprego que tem?!" a meio duma conversa em que todos se queixavam de coisinhas dos respectivos empregos.
Eu gosto do meu emprego! Gosto muito até!
O facto de me queixar (mas quem é que não se queixa?!) de algumas coisas não permite concluir esteja insatisfeita ou infeliz com ele. São simplesmente os dois lados da moeda. Os empregos, como as pessoas, não são perfeitos. Importa sim (nos empregos e nas pessoas) perceber e identificar problemas e procurar resolvê-los!
17 de novembro de 2011
A educação musical de Anna XXIII
Perdoa-me por tomar uma lembrança tua para mim mas...
afinal, acabou por se tornar também uma lembrança minha
no momento em que,
de mãos dadas, ainda à mesa,
mas observando o crepitar da lareira,
me contaste como ela se tornou uma lembrança tua...
E não sei se é a lembrança da lembrança,
o aconchego do calor emanado pelo fogo,
ou a doçura do teu olhar...
mas a verdade é que não me sai da cabeça...
15 de novembro de 2011
Fazer piscinas, queimar etapas
Vou-me detendo por aqui, com o meu chá, enquanto "fazes a última piscina" de hoje...
Penso no esforço e na logística envolvida em tudo isto.
Perguntas-me se não quero.
Respondo-te com outra pergunta.
Isso lá é pergunta que se faça?
É evidente que quero.
Cada momento. Cada olhar. Cada passo. Cada gargalhada. Cada suspiro.
A distância não é assim tanta, afinal de contas.
No entanto, se a medíssemos à proporção da vontade de estarmos juntos, ela transformar-se-ia em algo bem diferente.
A (única) distância adequada seria equivalente ao estender da mão.
E entretanto vamos fazendo piscinas (tu mais do que eu) para estreitar esse espaço entre as nossas mãos.
É apenas uma etapa, que se quererá tão breve quanto possível, mas que não deixa de ser inevitável...
Apenas a primeira de muitas.
Penso no esforço e na logística envolvida em tudo isto.
Perguntas-me se não quero.
Respondo-te com outra pergunta.
Isso lá é pergunta que se faça?
É evidente que quero.
Cada momento. Cada olhar. Cada passo. Cada gargalhada. Cada suspiro.
A distância não é assim tanta, afinal de contas.
No entanto, se a medíssemos à proporção da vontade de estarmos juntos, ela transformar-se-ia em algo bem diferente.
A (única) distância adequada seria equivalente ao estender da mão.
E entretanto vamos fazendo piscinas (tu mais do que eu) para estreitar esse espaço entre as nossas mãos.
É apenas uma etapa, que se quererá tão breve quanto possível, mas que não deixa de ser inevitável...
Apenas a primeira de muitas.
Obrigada por todos estes instantes,
que dificilmente caberão
nas balizas com que o
Tempo os vai medindo.
Amo-te!
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