16 de dezembro de 2011
12 de dezembro de 2011
Ser especial ou (esperançosamente) ingénuo
Há momentos e pessoas na vida que nos fazem acreditar que
tivemos direito a um lugar especial na escala dos estatutos e dos tratamentos.
Pessoas que nos sentam do seu lado direito e permitem que assistamos com vista
privilegiada à forma de tratamento que merecem os demais, os comuns. E nós, não
comuns, mas sim especiais, vamos achando que aquele lugar é cativo e eventualmente
retribuimos a concessão com um lugar igual ao nosso lado.
No entanto, por vezes acabamos por perceber que esse lugar
que nos foi concedido não tem nada de cativo ou permanente. É tão efémero
quanto a vontade de quem o concede. E, aos poucos, constatamos que não somos
diferentes coisíssima nenhuma, passamos de especiais a comuns e começamos a
receber exactamente o mesmo tratamento que antes apenas observávamos…
Na verdade, são muito poucas as pessoas que realmente consideram que merecemos ser especiais. E muitas vezes essas pessoas cingem-se apenas e só ao círculo familiar directo, incluindo por vezes alguns amigos genuínos...
Sou ingénua, sei que sim. Prefiro salientar o melhor que há nas pessoas, prefiro acreditar em coincidências e acasos, mas do que intenções... E gostaria de manter-me assim...
23 de novembro de 2011
18 de novembro de 2011
Três anos!
De um total de pouco mais de quatro anos de vida profissional.
E o balanço é muito positivo.
Learning-by-doing é provavelmente expressão mais do que aplicável ao meu percurso profissional enquanto tradutora. E nesta casa é isso que tem acontecido, paralelamente à ajuda dos "veteranos", que têm partilhado com paciência e empenho o saber que já têm.
Ouvi no outro dia, em tom retórico, alguém exclamar "Mas ninguém gosta do emprego que tem?!" a meio duma conversa em que todos se queixavam de coisinhas dos respectivos empregos.
Eu gosto do meu emprego! Gosto muito até!
O facto de me queixar (mas quem é que não se queixa?!) de algumas coisas não permite concluir esteja insatisfeita ou infeliz com ele. São simplesmente os dois lados da moeda. Os empregos, como as pessoas, não são perfeitos. Importa sim (nos empregos e nas pessoas) perceber e identificar problemas e procurar resolvê-los!
E o balanço é muito positivo.
Learning-by-doing é provavelmente expressão mais do que aplicável ao meu percurso profissional enquanto tradutora. E nesta casa é isso que tem acontecido, paralelamente à ajuda dos "veteranos", que têm partilhado com paciência e empenho o saber que já têm.
Ouvi no outro dia, em tom retórico, alguém exclamar "Mas ninguém gosta do emprego que tem?!" a meio duma conversa em que todos se queixavam de coisinhas dos respectivos empregos.
Eu gosto do meu emprego! Gosto muito até!
O facto de me queixar (mas quem é que não se queixa?!) de algumas coisas não permite concluir esteja insatisfeita ou infeliz com ele. São simplesmente os dois lados da moeda. Os empregos, como as pessoas, não são perfeitos. Importa sim (nos empregos e nas pessoas) perceber e identificar problemas e procurar resolvê-los!
17 de novembro de 2011
A educação musical de Anna XXIII
Perdoa-me por tomar uma lembrança tua para mim mas...
afinal, acabou por se tornar também uma lembrança minha
no momento em que,
de mãos dadas, ainda à mesa,
mas observando o crepitar da lareira,
me contaste como ela se tornou uma lembrança tua...
E não sei se é a lembrança da lembrança,
o aconchego do calor emanado pelo fogo,
ou a doçura do teu olhar...
mas a verdade é que não me sai da cabeça...
15 de novembro de 2011
Fazer piscinas, queimar etapas
Vou-me detendo por aqui, com o meu chá, enquanto "fazes a última piscina" de hoje...
Penso no esforço e na logística envolvida em tudo isto.
Perguntas-me se não quero.
Respondo-te com outra pergunta.
Isso lá é pergunta que se faça?
É evidente que quero.
Cada momento. Cada olhar. Cada passo. Cada gargalhada. Cada suspiro.
A distância não é assim tanta, afinal de contas.
No entanto, se a medíssemos à proporção da vontade de estarmos juntos, ela transformar-se-ia em algo bem diferente.
A (única) distância adequada seria equivalente ao estender da mão.
E entretanto vamos fazendo piscinas (tu mais do que eu) para estreitar esse espaço entre as nossas mãos.
É apenas uma etapa, que se quererá tão breve quanto possível, mas que não deixa de ser inevitável...
Apenas a primeira de muitas.
Penso no esforço e na logística envolvida em tudo isto.
Perguntas-me se não quero.
Respondo-te com outra pergunta.
Isso lá é pergunta que se faça?
É evidente que quero.
Cada momento. Cada olhar. Cada passo. Cada gargalhada. Cada suspiro.
A distância não é assim tanta, afinal de contas.
No entanto, se a medíssemos à proporção da vontade de estarmos juntos, ela transformar-se-ia em algo bem diferente.
A (única) distância adequada seria equivalente ao estender da mão.
E entretanto vamos fazendo piscinas (tu mais do que eu) para estreitar esse espaço entre as nossas mãos.
É apenas uma etapa, que se quererá tão breve quanto possível, mas que não deixa de ser inevitável...
Apenas a primeira de muitas.
Obrigada por todos estes instantes,
que dificilmente caberão
nas balizas com que o
Tempo os vai medindo.
Amo-te!
5 de novembro de 2011
21 de outubro de 2011
20 de outubro de 2011
Follow-up
Follow-up
An article or a report
giving further
information on a previously reported item.
A meu ver, existem situações em que, mais do que regras de um
método de trabalho, valem as regras do bom senso e da educação... No caso de
não estarem ambas entrelaçadas, como deveriam estar, como é evidente...
Desde segunda-feira que uma empresa de marketing telefónico me
anda a ligar sucessivamente. Daquelas que vai buscar os nossos dados a bases de
dados de outras empresas.
Atendi à sua segunda tentativa, a meio da tarde de segunda,
disse que não me convinha falar àquela hora e pedi que me ligassem após as 18h.
Nesse dia não voltaram a ligar.
Na terça ligaram-me pelas 11h. Mais uma vez no
meu horário de expediente. Não atendi. Voltaram a ligar pelas 16h. Idem. Não
atendi novamente.
Na quarta, ontem, ligaram pelo meio-dia. Atendi, sublinhei
que tinha solicitado que me ligassem apenas após as 18h e pedi expressamente
que apontassem essa informação no registo dos meus dados.
"Sim senhora, é o que
faremos. Ligaremos por essa hora."
Não voltaram a ligar ontem.
Esta manhã, por volta
das 11h toca novamente o telefone. E ficou a tocar até chegar o voice-mail. E
assim há-de continuar a acontecer, a não ser que me liguem no horário que
solicitei.
Antes de pegar no telefone para ligar a uma pessoa, era prática comum abrir o respectivo follow-up e verificar rapidamente as informações... Ora, se nesse follow-up houvesse uma nota a dizer "Não ligar antes das 18h!", não passaria na cabeça de ninguém naquela casa ligar às 11h da manhã para a pessoa em questão! Bom senso, competência, respeito? Acho que é tudo isso... além de profissionalismo...
Eu não tenho problema algum em ouvir o paleio inerente a este tipo
de chamada. Atendo, oiço e tomo uma decisão no final. De certa forma, já estive
do outro lado da barricada e sei como é desagradável receber respostas ríspidas
ou recusas terminantes em ouvir o que há para ser dito. Seja
como for, o mínimo que espero é que respeitem e tenham atenção àquilo que digo.
Caso contrário, se não me ouvem, então também não vejo qualquer motivo para ouvir...
7 de outubro de 2011
Meia-noite (necessariamente) em Paris
Gosto quando as coisas acontecem assim: seguimos distraidamente para um destino que se espera interessante mas sem demasiada excitação de expectativa e acabamos por encontrar algo muito melhor.
Pôr de lado o trabalho por um serão, aproveitar a véspera de feriado para estar com ele, vontade de regressar a uma sala de cinema, decisão de seguir a sugestão de uma amiga e voltar a dar atenção ao Woody Allen (constato surpreendida que o último que vi foi o Match Point...).
E o destino é Paris numa sala de cinema bem pertinho do mar.
Midnight in Paris é um
postal (romântico), a cores e com som*, da Cidade das Luzes. Daqueles que dissipa qualquer tipo de
hesitação (se alguma vez a houve) e nos faz declarar decididamente: tenho mesmo
de lá ir!
Midnight in Paris é também uma
viagem ao passado. Está longe de ser uma estratégia narrativa inédita mas não
deixa, por isso, de perder a capacidade de nos surpreender. Meia-noite é hora
para a magia acontecer e transformar uma comédia romantica em algo mais. É hora
de viajar até ao seio da geração perdida que se reuniu em Paris em torno de
Gertrude Stein no início do século passado. É hora de revisitar, numa visita
guiada em versão digest, nomes e hábitos que marcaram os movimentos artísticos
dessa época.

Sou suspeita,
declaradamente suspeita, ou não tivesse eu passado o mês de Setembro a traduzir
uma monografia sobre um dos nomes mais sonantes dessa mesma geração perdida.
Não tivesse eu lido sobre quase todos os nomes que entretanto apareceram na
tela, diante de mim, agora com um rosto. O efeito de reconhecimento é inevitável
e fez-me valer o embaraço de apontar entusiasmada para a tela, como quem aponta
para o céu quando é surpreendida por um estrela cadente, para identificar
alguém que reconhece como se se tratasse de algum velho amigo.
Para além disto, Midnight in Paris é, sim, uma comédia romântica simples, com um final feliz uns quantos clichés à mistura. E então? Eu, romântica declarada e inveterada, me confesso. O resto não precisa de ser dito
*Que banda sonora mais adorável!!
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