5 de novembro de 2011
21 de outubro de 2011
20 de outubro de 2011
Follow-up
Follow-up
An article or a report
giving further
information on a previously reported item.
A meu ver, existem situações em que, mais do que regras de um
método de trabalho, valem as regras do bom senso e da educação... No caso de
não estarem ambas entrelaçadas, como deveriam estar, como é evidente...
Desde segunda-feira que uma empresa de marketing telefónico me
anda a ligar sucessivamente. Daquelas que vai buscar os nossos dados a bases de
dados de outras empresas.
Atendi à sua segunda tentativa, a meio da tarde de segunda,
disse que não me convinha falar àquela hora e pedi que me ligassem após as 18h.
Nesse dia não voltaram a ligar.
Na terça ligaram-me pelas 11h. Mais uma vez no
meu horário de expediente. Não atendi. Voltaram a ligar pelas 16h. Idem. Não
atendi novamente.
Na quarta, ontem, ligaram pelo meio-dia. Atendi, sublinhei
que tinha solicitado que me ligassem apenas após as 18h e pedi expressamente
que apontassem essa informação no registo dos meus dados.
"Sim senhora, é o que
faremos. Ligaremos por essa hora."
Não voltaram a ligar ontem.
Esta manhã, por volta
das 11h toca novamente o telefone. E ficou a tocar até chegar o voice-mail. E
assim há-de continuar a acontecer, a não ser que me liguem no horário que
solicitei.
Antes de pegar no telefone para ligar a uma pessoa, era prática comum abrir o respectivo follow-up e verificar rapidamente as informações... Ora, se nesse follow-up houvesse uma nota a dizer "Não ligar antes das 18h!", não passaria na cabeça de ninguém naquela casa ligar às 11h da manhã para a pessoa em questão! Bom senso, competência, respeito? Acho que é tudo isso... além de profissionalismo...
Eu não tenho problema algum em ouvir o paleio inerente a este tipo
de chamada. Atendo, oiço e tomo uma decisão no final. De certa forma, já estive
do outro lado da barricada e sei como é desagradável receber respostas ríspidas
ou recusas terminantes em ouvir o que há para ser dito. Seja
como for, o mínimo que espero é que respeitem e tenham atenção àquilo que digo.
Caso contrário, se não me ouvem, então também não vejo qualquer motivo para ouvir...
7 de outubro de 2011
Meia-noite (necessariamente) em Paris
Gosto quando as coisas acontecem assim: seguimos distraidamente para um destino que se espera interessante mas sem demasiada excitação de expectativa e acabamos por encontrar algo muito melhor.
Pôr de lado o trabalho por um serão, aproveitar a véspera de feriado para estar com ele, vontade de regressar a uma sala de cinema, decisão de seguir a sugestão de uma amiga e voltar a dar atenção ao Woody Allen (constato surpreendida que o último que vi foi o Match Point...).
E o destino é Paris numa sala de cinema bem pertinho do mar.
Midnight in Paris é um
postal (romântico), a cores e com som*, da Cidade das Luzes. Daqueles que dissipa qualquer tipo de
hesitação (se alguma vez a houve) e nos faz declarar decididamente: tenho mesmo
de lá ir!
Midnight in Paris é também uma
viagem ao passado. Está longe de ser uma estratégia narrativa inédita mas não
deixa, por isso, de perder a capacidade de nos surpreender. Meia-noite é hora
para a magia acontecer e transformar uma comédia romantica em algo mais. É hora
de viajar até ao seio da geração perdida que se reuniu em Paris em torno de
Gertrude Stein no início do século passado. É hora de revisitar, numa visita
guiada em versão digest, nomes e hábitos que marcaram os movimentos artísticos
dessa época.

Sou suspeita,
declaradamente suspeita, ou não tivesse eu passado o mês de Setembro a traduzir
uma monografia sobre um dos nomes mais sonantes dessa mesma geração perdida.
Não tivesse eu lido sobre quase todos os nomes que entretanto apareceram na
tela, diante de mim, agora com um rosto. O efeito de reconhecimento é inevitável
e fez-me valer o embaraço de apontar entusiasmada para a tela, como quem aponta
para o céu quando é surpreendida por um estrela cadente, para identificar
alguém que reconhece como se se tratasse de algum velho amigo.
Para além disto, Midnight in Paris é, sim, uma comédia romântica simples, com um final feliz uns quantos clichés à mistura. E então? Eu, romântica declarada e inveterada, me confesso. O resto não precisa de ser dito
*Que banda sonora mais adorável!!
30 de setembro de 2011
Just wandering...
Se as crianças vierem
com a capacidade de argumentação do pai,
estou absolutamente tramada...
Aliar argumentos válidos
a um olhar e um tom absolutamente irresistíveis
é coisa para desarmar todas as barreiras de inflexibilidade...
20 de setembro de 2011
Anna e o Acordo
Se é verdade que a nova grafia de algumas palavras nem me incomoda muito, há outras então que me dão cá umas comichões!!
Veja-se:
E que raio quer isto dizer?!
A mim não me parece mais do que a palavra "concessão" escrita com um erro ortográfico!
É tóxico ver-me obrigada a deixar coisas assim em textos redigidos por mim...
Veja-se:
conceçãoOlha que bonito!
E que raio quer isto dizer?!
A mim não me parece mais do que a palavra "concessão" escrita com um erro ortográfico!
É tóxico ver-me obrigada a deixar coisas assim em textos redigidos por mim...
15 de setembro de 2011
Constatação do dia
Cai-cai push-up é um contrassenso em absoluto!
E não apenas literalmente!
É como querer agradar a Gregos e Troianos...
Humpfff....
14 de setembro de 2011
A educação musical de Anna XXII
Há um mês atrás nem sequer conhecia esta música*...
E entretanto alguém que me disse que me identificaria com ela um dia...
Não sei por que artes ou mistérios, não sei como alguém haveria de o adivinhar, mas a verdade é que, a cada instante, me revejo mais e mais nela.
Poderá não ter sido escrita para nós, mas, seguramente, fará parte da nossa banda sonora...
Poderá não ter sido escrita para nós, mas, seguramente, fará parte da nossa banda sonora...
* Na qual só mais tarde percebi
a clara alusão ao
que, por motivos que não vêm ao caso,
não me tem saído da cabeça nem de cima da secretária...
A ti, meu amor!
24 de agosto de 2011
?
Ena!
A aplicação da meteorologia aqui do meu desktop é generosa na indicação da temperatura...
Se calhar é melhor ir pela sombra quando sair daqui...
22 de agosto de 2011
Pedir chuva
«Estás a pedir chuva!»
Bem que nos avisam e bem que insistimos teimosamente.
Cuidado com os teus desejos. Eventualmente acabam por ser-te concedidos. Em doses pouco saudáveis e difíceis de gerir, algumas vezes.
O sabor de uma chuva fresca numa noite de Verão pode ser refrescante, revigorante. O efeito imediato é extraordinário. Queremos mais. Dizemos que sim, que é mesmo daquilo que precisamos. Deixamo-nos ficar até que a roupa se nos cole à pele. Dançamos com ela noite dentro, até porque , afinal, pedimos a sua companhia e agora que a temos queremos tirar todo o partido dela.
Já pedi chuva algumas vezes, achei que recebê-la era uma bênção … e acabei por apanhar sempre daquelas gripes que se arrastam por semanas e mesmo meses....
Erro.
O truque não está em pedir chuva, chamar por ela. Como qualquer fenómeno da Natureza, é livre, não é suposto ser controlada ou controlável. Ela há-de chegar quando entender. E recebê-la assim, que vem ao nosso encontro pelo próprio pé, é tão melhor e tão mais natural! E, como ela, também nós somos livres de ir ao seu encontro ou de então optar por nos protegermos e limitar-nos a admirar à distância os seus passos de dança...
Bem que nos avisam e bem que insistimos teimosamente.
Cuidado com os teus desejos. Eventualmente acabam por ser-te concedidos. Em doses pouco saudáveis e difíceis de gerir, algumas vezes.
O sabor de uma chuva fresca numa noite de Verão pode ser refrescante, revigorante. O efeito imediato é extraordinário. Queremos mais. Dizemos que sim, que é mesmo daquilo que precisamos. Deixamo-nos ficar até que a roupa se nos cole à pele. Dançamos com ela noite dentro, até porque , afinal, pedimos a sua companhia e agora que a temos queremos tirar todo o partido dela.
Já pedi chuva algumas vezes, achei que recebê-la era uma bênção … e acabei por apanhar sempre daquelas gripes que se arrastam por semanas e mesmo meses....
Erro.
O truque não está em pedir chuva, chamar por ela. Como qualquer fenómeno da Natureza, é livre, não é suposto ser controlada ou controlável. Ela há-de chegar quando entender. E recebê-la assim, que vem ao nosso encontro pelo próprio pé, é tão melhor e tão mais natural! E, como ela, também nós somos livres de ir ao seu encontro ou de então optar por nos protegermos e limitar-nos a admirar à distância os seus passos de dança...
Assim sendo, caro Mayer Hawthorne,
deixo-te com os teus pedidos.
Quanto a mim,
quero antes receber a chuva de braços abertos
quando ela quiser vir ao meu encontro. :)
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