Décibeis perdidos já em fase de razoável recuperação*!
Suficientes para me fazer entender pela maioria.
A excepção é a avó (surda). Eu bem digo que não tenho voz, mas ela continua a responder:
- Fala mais alto, filha! A avó não te percebe!
Humpfff...
*Sobretudo desde esta manhã,
em que resolvi ler
o folheto dos comprimidos que a minha mãe me arranjou
e percebi que estava a ingerir
o que afinal são drageias para chupar...
Porque é que a minha mãe não explica as coisas decentemente?!!
Trazidos por um uma amiga que está finalmente de regresso e que chegou determinada a alimentar o meu pequeno vício pelos Ampelmännchen, assim como a espicaçar a minha vontade de conhecer Berlim...
O volume aumentou e, por momentos, já não havia mais nada.
Desvaneceram-se as luzes do trânsito e tornaram-se meros espectros de luz em pano de fundo. Desapareceram os relógios.
Esqueceram-se as amarguras e as preocupações.
Abafaram-se as vozes da consciência.
Por minutos fomos apenas e só nós.
Sem passado nem futuro.
Apenas nós e este intenso grito de sentimento que nos abraçou e não quis largar.
Por minutos apenas.
Minutos que congelaram no tempo.
21 de Julho de 2011
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Há músicas que ouvimos vezes sem conta, das quais gostamos quase que inconscientemente, seguindo o vogar da maré, concordando com unanimidade sobre a sua qualidade...
E depois há uma ou outra que, num momento inesperado, assumem toda uma nova força na nossa vida e, de repente, se tornam absolutamente marcantes. Como se, de súbito, se tornassem parte de nós. Como se adquirissem o poder de nos obrigar a parar e suster a respiração. Como se quisessem congelar em si a memória de qualquer coisa extraordinária...
Toda a gente reconhece a força e a intensidade das músicas da Adele. Eu também.
Esta, no entanto, passou para o grupo restrito daquelas especiais que bem poderiam integrar a minha banda sonora...
Nada como pôr as mãos na massa - literalmente! - para esclarecer o mistério!
Inexplicavelmente, mesmo não suportando feijão, sempre fui viciada em pastéis de feijão!
Uma réstia de tempo livre e um telefonema à tia (a das mãos de ouro para fazer doces) para me dar a receita foi quanto bastou! Pesados e preparados os ingredientes e, de repente, tudo faz sentido!
Aquilo não é de feijão, mas sim de amêndoa! Doce de ovos com amêndoa! No conjunto, o feijão mal chega a ser perceptível! Está lá como a pedra da sopa! Quase só para fazer jus ao nome! Pelo menos na minha* receita!
Ora, é bem verdade que o pavio aqui da menina anda demasiado curto... mas realmente confesso que não percebo que raio de abordagem é esta??! É que se era suposto ser simpática.... bom….
Dissecando:
- A pessoa em causa está no mesmo espaço público que eu. Vê-me mas não se dá ao trabalho sequer de me cumprimentar de longe e 2 minutos depois de eu abandonar o espaço pega no telefone e envia-me isto. Que é lá isso de cumprimentar uma pessoa cara a cara?!!! Muito melhor assim!
- Nem um olá nem um está tudo bem?... Só isto. Assim de chofre. Que esta coisa dos SMS tem limitação de caracteres, não se pode abusar!
- A minha camisola?!! Lá está o meu pavio curto! Mas o que é que o raio da camisola tem?!
- E finalmente a pérola: LOL
LOL ?!!!
Mas a frase tem alguma piada para se lhe seguir um LOL?!
Será que a camisola era tão estranha que merecia um jocoso LOL?
Será que era toda a situação era digna de umas valentes gargalhadas?
Fico intrigada!
Será que andei este tempo todo a interpretar mal o famigerado LOL e que ele tem uma acepção oculta que a minha percepção não alcança?
Ah, não, espera!
Afinal, diz que não estou enganada!
Diz que é mesmo um acrónimo que se refere a gargalhadas...