10 de julho de 2011

Regra n.º 1 para uma boa relação com o GPS

Se ele te está a dar indicações num local onde nunca estiveste na vida, 
não o contraries.
Ele é bem capaz de perceber mais do assunto do que tu!


Aparentemente, a Ameixoeira não é bem o local ideal para te perderes e andares às turras com as indicações do GPS...

À regra n.º1 poder-se-ia ainda fazer uma adenda do tipo:

Se o GPS não consegue localizar a rua de destino, não inventes!
Lembra-te que não conheces a zona! 
Pede uma morada alternativa à dona da casa, 
certifica-te de que o coisinho a reconhece e... 
actualiza o firmware a.s.a.p.!!



4 de julho de 2011

Ler: ponto de situação



Correndo o risco de ferir susceptibilidades critico-literárias com a minha reacção a este livro, tenho mesmo de declarar que o bendito me tem dado um sono descomunal!

É que até tinha grandes expectativas quanto ao livro e afinal de contas ando a "mastigá-lo" há mais de um mês...

Raros são os dias em que consigo ler mais de um parágrafo sem adormecer ou, quando muito, ficar meio alienada...


2 de julho de 2011

Enfrentar a crise do país

Não faço ideia se isto vai correr bem ou não, mas admito que gosto da atitude assumida por Pedro Passos Coelho. Assim de repente, não sei se não terá se não terá sido eleito mais pelo descrédito do(s) adversário(s) do que efectivamente pela crença depositada no próprio. Mas foi eleito e assumiu o governo de um país em situação altamente complicada. 

Esta semana, o anúncio da medida do programa que visa o corte de 50% dos subsídios de Natal foi assunto que deu e muito que falar. Há quem reclame, há quem proteste, há quem entenda, há quem critique. Colocando de parte o amargo de boca que isso vai deixar na grande maioria de nós, contribuintes, a verdade é que gosto da atitude do novo Primeiro-Ministro. A situação é grave, não é? Não há como contorná-la por outras vias. Então para quê adiar?! Vamos lá inspirar profundamente e mergulhar nisto o quanto antes e fazer o que tem de ser!

Antes este 'mergulhador intrépido' do que o anterior 'adolescente com problemas de auto-estima' que reconhecia (?) o problema, anunciava medidas correctivas, mas concretizar concretizar é que nem por isso, não fossem os portugueses ficar chateados e dizer que já não gostavam dele... 



1 de julho de 2011

Occupational hazard

ou
coisas parvas que te vão ocorrendo enquanto estás a trabalhar e a concentração não abunda...



Haverá advertência mais idiota a figurar num manual de instruções do que "Aterre-se (...)" (que é como quem diz "certifique-se de que está ligado à terra", o que é... igualmente parvo, eu sei...)?!

Pois que não há! 
Até o Google acha isso mesmo e me pergunta se não queria antes dizer "Enterre-se" ainda antes de me confirmar que, sim senhora, "Aterre-se" é coisa que se diz e lê!

Seja como for, logo a seguir também sugere toda uma lista de sites (só deixei ficar a primeira ocorrência) sobre massagens, interiorizações e afins em que, lá está, "Aterre-se" parece ser sugestão benéfica e recomendável...


Às vezes dou por mim a pensar no esforço que envolve tentar fazer sentido do que estou a ler numa língua que não é, afinal, minha, sobre uma temática em que não sou de todo especialista, isto por contraste com a  proporção da quantidade de manuais de instruções que se traduzem e da quantidade daqueles que efectivamente serão lidos...  

... porque português que se preze primeiro experimenta e só depois vai tentar descobrir no manual o que é que correu mal. (Mea culpa, que não me excluo da categoria!)

Por outro lado, de cada vez que pego num desses manuais, como tradutora ou como consumidora, percebo porque é que toda a gente os subvaloriza: um sem-número de páginas para descrever (em modo dummies) como usar cada funcionalidade e botão, como ligar e desligar o dispositivo, como o segurar, como o limpar e guardar e tudo e tudo e... no fim de contas, é sempre possível espremer a informação ao seu essencial e, de 158 páginas de manual, nasce como que por magia a versão digest, guia abreviado que às vezes nem chega a ser mais do que um folheto e que se presume que seja suficiente...


28 de junho de 2011

O maravilhoso mundo dos SMS VI




Confirma-se! J
Vais ser "tia tia" e "tia emprestada"!





E pois que é verdade! 
Em Dezembro chega o novo bebé da família.
E em Janeiro segue-se outro, não da família, mas quase quase!

E eu estou tão contente! J

19 de junho de 2011

The Lisbon Players present Romeo & Juliet



É assim que Miguel Ferreira (Arte e Factos) descreve - e bem - o grupo de teatro Lisbon Players, com sede no Estrela Hall, aconchegado no seio da Estrela, de mãos dadas com o Jardim.

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Sou naturalmente suspeita! Nos seis anos em que a minha segunda casa foi a Faculdade de Letras, os Lisbon Players eram presença familiar e querida no meio. Pelos anúncios das peças, pelos nossos professores de inglês envolvidos, pelos colegas que entravam frequentemente nos elencos e que acrescentavam mais um grande argumento para nos levar ao teatro. Seja como for, ler o que Miguel Ferreira escreve no dito artigo é só mais uma confirmação que despista a parcialidade da minha opinião.


O Estrela Hall tem realmente qualquer coisa de muito peculiar! É a sensação de descobrir qualquer coisa mais ou menos oculta e, paradoxalmente, de entrar num espaço que nos convida a sentar e beber um copo de vinho, como em casa de um amigo. É um espaço em que, por vezes, os estrangeiros somos nós portugueses e, mesmo assim, nos sentimos genuinamente parte do espírito. 




E eles são bons! Os Lisbon Players! Até hoje, não me desiludiram! Não tenho visto todas as peças, mas sempre que posso estou lá. E depois do arrepiante e arrebatador Mary Stuart em Março, trouxeram até nós uma das mais acarinhadas obras de Shakespeare: Romeo & Juliet


Em palco, muita energia, muito movimento. Uma dinâmica que em vários momentos transborda (literalmente) para além do palco e que provoca no público sensações díspares. Uma interpretação interessante das duas famílias antagonistas: Montagues, mais liberais, pintados num tom mais ocidental, e Capulets, mais tradicionais, com cor, tom e som bollywoodescos. Um Romeo bem encarnado, cheio de sangue na guelra, adolescente louco e de paixões efervescentes. Uma Juliet talvez mais séria e adulta do que se esperaria, mas nem por isso menos disposta a viver, espernear e morrer pelo seu amor como bem se espera dela.



Tudo bem articulado, são ingredientes suficientes para fazer surtir opiniões positivas e classificar mais um serão no Estrela Hall como uma noite muito bem passada!


Para quem ainda não passou por lá e até gosta destas lides, eles vão estar em palco até dia 26 deste mês! É aproveitar. 
  



Fotos retiradas da página da peça no Facebook,
da autoria de Chase Valentin.

18 de junho de 2011

Pensamento do (fim do) dia

Shame para aqueles que,
na ânsia de dizer tudo,
dizem muito mais do que deviam.
Shame para aqueles que,
com medo de dizer demais,
acabam por dizer muito menos do que devia ser dito...

14 de junho de 2011

Conversa de café II

Sentadas na mesa do café se sempre, a J. folheia distraidamente o Correio da Manhã.
De repente, pára e assume um ar de cepticismo.


- Que foi?
- Repara nesta notícia "Cego espancava mulher em casa"!
- Sim, o que tem?
- Se ele era cego, então porque é que ela não fugia?!!

Ok ok, eu sei que é humor negro e com isto não se brinca, mas....

6 de junho de 2011

Sempre que...


... aterro na Portela, de regresso a casa, sinto-me um bocadinho maior e mais rica por dentro...

Ir, fugir, conhecer, crescer...

Barcelona não é cidade para conhecer só porque é moda. Barcelona é muito mais do que isso!
E eu percebi porquê!

31 de maio de 2011