19 de junho de 2011

The Lisbon Players present Romeo & Juliet



É assim que Miguel Ferreira (Arte e Factos) descreve - e bem - o grupo de teatro Lisbon Players, com sede no Estrela Hall, aconchegado no seio da Estrela, de mãos dadas com o Jardim.

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Sou naturalmente suspeita! Nos seis anos em que a minha segunda casa foi a Faculdade de Letras, os Lisbon Players eram presença familiar e querida no meio. Pelos anúncios das peças, pelos nossos professores de inglês envolvidos, pelos colegas que entravam frequentemente nos elencos e que acrescentavam mais um grande argumento para nos levar ao teatro. Seja como for, ler o que Miguel Ferreira escreve no dito artigo é só mais uma confirmação que despista a parcialidade da minha opinião.


O Estrela Hall tem realmente qualquer coisa de muito peculiar! É a sensação de descobrir qualquer coisa mais ou menos oculta e, paradoxalmente, de entrar num espaço que nos convida a sentar e beber um copo de vinho, como em casa de um amigo. É um espaço em que, por vezes, os estrangeiros somos nós portugueses e, mesmo assim, nos sentimos genuinamente parte do espírito. 




E eles são bons! Os Lisbon Players! Até hoje, não me desiludiram! Não tenho visto todas as peças, mas sempre que posso estou lá. E depois do arrepiante e arrebatador Mary Stuart em Março, trouxeram até nós uma das mais acarinhadas obras de Shakespeare: Romeo & Juliet


Em palco, muita energia, muito movimento. Uma dinâmica que em vários momentos transborda (literalmente) para além do palco e que provoca no público sensações díspares. Uma interpretação interessante das duas famílias antagonistas: Montagues, mais liberais, pintados num tom mais ocidental, e Capulets, mais tradicionais, com cor, tom e som bollywoodescos. Um Romeo bem encarnado, cheio de sangue na guelra, adolescente louco e de paixões efervescentes. Uma Juliet talvez mais séria e adulta do que se esperaria, mas nem por isso menos disposta a viver, espernear e morrer pelo seu amor como bem se espera dela.



Tudo bem articulado, são ingredientes suficientes para fazer surtir opiniões positivas e classificar mais um serão no Estrela Hall como uma noite muito bem passada!


Para quem ainda não passou por lá e até gosta destas lides, eles vão estar em palco até dia 26 deste mês! É aproveitar. 
  



Fotos retiradas da página da peça no Facebook,
da autoria de Chase Valentin.

18 de junho de 2011

Pensamento do (fim do) dia

Shame para aqueles que,
na ânsia de dizer tudo,
dizem muito mais do que deviam.
Shame para aqueles que,
com medo de dizer demais,
acabam por dizer muito menos do que devia ser dito...

14 de junho de 2011

Conversa de café II

Sentadas na mesa do café se sempre, a J. folheia distraidamente o Correio da Manhã.
De repente, pára e assume um ar de cepticismo.


- Que foi?
- Repara nesta notícia "Cego espancava mulher em casa"!
- Sim, o que tem?
- Se ele era cego, então porque é que ela não fugia?!!

Ok ok, eu sei que é humor negro e com isto não se brinca, mas....

6 de junho de 2011

Sempre que...


... aterro na Portela, de regresso a casa, sinto-me um bocadinho maior e mais rica por dentro...

Ir, fugir, conhecer, crescer...

Barcelona não é cidade para conhecer só porque é moda. Barcelona é muito mais do que isso!
E eu percebi porquê!

31 de maio de 2011

29 de maio de 2011

Clara e a luz

Por entre os ramos da laranjeira - incrível como cresceu em tão pouco tempo! - projectam-se os raios de sol que se vão inclinando como a tarde e me chegam furtivamente às pálpebras. Deixei-me adormecer outra vez. Eu e ela. Um anjo de serenidade no meu regaço. Duas luzes que se cruzam em mim: a luz etérea do sol e a luz pura da pequena Clara adormecida ao meu colo.
Nestes dias quentes, é fácil adormecer assim, cá fora, na cadeira de baloiço, rodeada por estas cores quentes de Verão, a relva que não denuncia ainda a exaustão estival, as bolas coloridas espalhadas aqui e ali, empurradas pela brincadeira e pela correria dos pequenos e do Flake, o som das suas vozes, os seus gritinhos e as gargalhadas, a ecoar por todo o quintal.  
Olho para ti. Serena. É um segredo só nosso, mas a verdade é que és tu que me embalas a mim. Foi preciso que entrasses na minha vida para finalmente abrandar o passo, pôr de lado o ritmo desenfreado que se apoderou de mim como um vício e tirar enfim partido da felicidade que ainda hoje duvido merecer e da paz que entrou no nosso mundo de mãos dadas contigo.
Alguns dizem que se parece comigo. Nestas coisas, toda a gente tem opiniões e teorias, toda a gente vê traços diferentes. O olhar do papá, a expressão do avô, o tom de pele e o cabelo do mano, o nariz da mãe (espera-se que não!). Podem dizer o que quiserem. Como eles, também eu te vejo de uma maneira só minha. Olho à minha volta e depois de novo para ti. De ti emana a calma do teu pai. O mesmo olhar profundo e intenso. As linhas do rosto do mano, talvez... Pequenina, como nós todos. 
Mas e que importa? És única, igual a ti mesma e simultaneamente és um pouco de todos nós e é aí mesmo que reside toda a magia! Uma estrela que veio alterar por completo o movimento e o sentido da espiral dos nossos dias. Um ser pequenino e frágil que, sem o saber, chegou para criar uma revolução. Uma revolução inesperadamente sublime...
[Secret heart]


Para o desafio de Maio
com o tema Mãe

28 de maio de 2011

«Finalmente ser feliz»

Andei 20 anos enganada e chegou a altura de fazer tudo certo e finalmente ser feliz. Quero que estejas presente no dia do nosso casamento. Tu foste uma das testemunhas do nosso reencontro e a tua presença é absolutamente essencial.


Foi assim que ontem a I. me anunciou e convidou para o seu casamento.
E eu fiquei emocionada, tão emocionada que terminei a hora do almoço a limpar lagrimitas do canto do olho em pleno restaurante.

Quando conheci a I., ela tinha um casamento pacífico e tranquilo, mas nunca o definiu como feliz. Tudo bem, ninguém tem de apregoar a sua felicidade, há quem simplesmente não goste de extravasar sentimentos.

E tudo parecia estar bem até um dia...  O dia em que nos falou do reencontro com os amigos da adolescência... do reencontro com o J.... O dia em que nos mostrou fotos do dito grupo de amigos e eu pensei (pensámos todos) que fazia muito mais sentido vê-la ao lado do J. do que do marido...  
Depois de algumas semanas de uma angústia sentida mas não admitida e de fugas constantes, eis que surge a notícia: estou a divorciar-me.

A I. não contrariou o que o coração lhe dizia. Percebeu que não era feliz, que tinha um casamento sem sentimentos e que tinha reencontrado finalmente o “homem da sua vida”. Ambos viveram vidas separadas, experimentaram, foram felizes, tomaram decisões.... percorreram um caminho para enfim voltarem a cruzar-se e perceber que só estariam bem ao lado um do outro. A I. teve a coragem de falar claramente com o marido, pedir o divórcio, enfrentar os julgamentos e juízos da família para finalmente poder avançar...

E a I. diz-me agora que vai casar com o “homem da sua vida”

E no meio de tanto cepticismo eles dois ainda me conseguem fazer acreditar um bocadinho...

25 de maio de 2011

The National



Dissociá-los de ti é coisa que nunca serei capaz de fazer.
Acho que nunca saberei ao certo se me apaixonei por eles ao teu lado ou se isso acabou por acontecer depois... mas a verdade é que aconteceu...










Ah, e gostei bastante dos Dark Dark Dark 
(que afinal não são assim tão Dark,
até pelo contrário!)

24 de maio de 2011

Teoria da conspiração anti-férias

Depois de 2 ameaças de cancelamento da reserva do hotel por culpa de "falhas de sistema" (ora, m*#%a para o sistema!), agora vem o vulcãozinho nórdico espalhar cinzas pelo espaço aéreo europeu...

Não querem convocar uma greve geral dos serviços de transporte aéreo?
Ou um dilúvio?
Ou (outro) dia do Juízo Final, sei lá?!!

Humpfff....