Foi flutuar entre momentos familiares e outros absoluta e felizmente desconhecidos.
Foi empatizar com a deliciosa empatia que emana do grupo e sentir-se simultaneamente acolhido e arrebatado por uma atmosfera tão intimista, mas que por vezes nos fazia enterrar na cadeira com avanços inesperados e intempestivos.
Foi querer levar para casa a ternura e a simpatia de um Patrick Watson que foi menino travesso entre amigos e artista ao mesmo tempo.
Foi irromper triunfantemente por
Beijing à velocidade da luz.
Foi ouvir, cantar e voar com um
Big bird in a small cage a cantar em modo 'anos 40', à luz ténue e com um microfone para cinco.
Foi partir à descoberta de
Anywhere, um lugar ainda desconhecido mas ansioso por ser descoberto.
Foi descobrir
Where the wild things are embrenhando-nos por uma teatral atmosfera de fantasia tecida em sons.
Foi reencontrar um quase perdido na memória
To build a home e descobrir que hoje, quase dois anos depois de a ter ouvido pela primeira vez, é uma música completamente diferente mesmo não tendo deixado de ser a mesma.
Foi procurar, entrar e deixar-me levar numa
Great Escape, ainda que interrompida por um momento tipo "espera, querida, que me esqueci de pôr a máquina a lavar" (mas para desligar nem sei bem o quê), para depois prosseguir num compasso mágico sem mais interrupções nem retrocessos.
Foi fechar a lembrar Lhasa de Sela com um delicado
Between the bars e querer recuar no tempo para os poder ouvir em dueto...
E foi querer mais assim...
Beijinchen, S.!
Tal como tu dizes,
temos de fazer isto mais vezes!