5 de maio de 2011

Fbooks



Muito muito curiosa para ver o que vai sair daqui!.
A ideia arranca com um livro de que gostei muito:
O Bom Inverno, de João Tordo.


4 de maio de 2011

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Porque há dias em que um trabalho simples deixa de ser porreiro para se tornar simplesmente aborrecido...

3 de maio de 2011

Olho por olho?!

A Venezuela criticou os métodos usados pelos Estados Unidos para neutralizar o líder da Al-Qaida, Usama Bin Laden, sublinhando que condena "o terrorismo em todas as suas formas", mas que "não se pode combater o terror, com mais terror".
Expresso, 03 de Maio de 2011


Efectivamente, nenhuma directiva divina nos/lhes dá o direito de ser carrasco de ninguém, havendo ou não motivo para tal.

Efectivamente, o terror não se combate com mais terror.

Mas e então o que combateram eles - com terror - quando organizaram os ataques de 11 de Setembro?!


Não se justifica uma caça ao homem, mas também não se justifica a chacina de milhares de pessoas por divergências ideológias...

Sei que isto soa demasiadamente a "olho por olho, dente por dente", mas... como se combate então o terror?!...

Bom, mas afinal de contas
o homem finou-se ou não?!


1 de maio de 2011

Serei eu a única...

...que acha um bocado creepy que, para além de ter sido exumado* o caixão do Papa João Paulo II para a sua beatificação, se transmita em directo imagens do mesmo?...

É que, gestos simbólicos à parte, toda a situação me pareceu demasiado estranha... sobretudo porque a vi enquanto tomava o pequeno-almoço na pastelaria do costume...

:S

*é mesmo necessário?!
Não é pergunta retórica,
é desconhecimento sincero!

29 de abril de 2011

Susto

Final da noite. Uma trovoada assustadora ilumina os céus. Chove torrencialmente.
Caminho para casa breve, familiar, mas cheio de curvas. Não há carros em nenhum dos sentidos. Ah, aquela curva mais apertada. É melhor abrandar.
O carro abranda e começa a rodar. Não estou a fazer nada. Não consigo rodar o volante. Não consigo travar.
Incapaz de reagir, deixo-me ir, como que se fosse mera espectadora do que está a acontecer. Espectadora única sentada no banco do condutor.
Paro finalmente. A escassos centímetros da barreira de terra do lado direito da estrada. Do outro do lado esperava-me a uma ribanceira de algumas dezenas de metros.
O carro parou no sentido oposto, meio atravessado nas duas vias. Tenho de sair daqui antes que apareça outro carro. Calma (calma como?!). A manobra foi simples. O percurso retomado.

O efeito chegou apenas instantes depois. Tremi de medo ao longo do resto do percurso. Medo de estar sozinha. Medo do carro. Medo de instantes com este, que foi de sorte, mas que podia ter sido bem diferente...

27 de abril de 2011

E Patrick Watson foi assim

Foi flutuar entre momentos familiares e outros absoluta e felizmente desconhecidos.
Foi empatizar com a deliciosa empatia que emana do grupo e sentir-se simultaneamente acolhido e arrebatado por uma atmosfera tão intimista, mas que por vezes nos fazia enterrar na cadeira com avanços inesperados e intempestivos.
Foi querer levar para casa a ternura e a simpatia de um Patrick Watson que foi menino travesso entre amigos e artista ao mesmo tempo.

Foi irromper triunfantemente por Beijing à velocidade da luz.
Foi ouvir, cantar e voar com um Big bird in a small cage a cantar em modo 'anos 40', à luz ténue e com um microfone para cinco.
Foi partir à descoberta de Anywhere, um lugar ainda desconhecido mas ansioso por ser descoberto.
Foi descobrir Where the wild things are embrenhando-nos por uma teatral atmosfera de fantasia tecida em sons.
Foi reencontrar um quase perdido na memória To build a home e descobrir que hoje, quase dois anos depois de a ter ouvido pela primeira vez, é uma música completamente diferente mesmo não tendo deixado de ser a mesma.
Foi procurar, entrar e deixar-me levar numa Great Escape, ainda que interrompida por um momento tipo "espera, querida, que me esqueci de pôr a máquina a lavar" (mas para desligar nem sei bem o quê), para depois prosseguir num compasso mágico sem mais interrupções nem retrocessos.
Foi fechar a lembrar Lhasa de Sela com um delicado Between the bars e querer recuar no tempo para os poder ouvir em dueto...
E foi querer mais assim...


Beijinchen, S.!
Tal como tu dizes,
temos de fazer isto mais vezes!

26 de abril de 2011

Adenda ao post anterior:

Mas tu estavas parva quando o escreveste ou quê, Anna??!!!

O concerto foi tão bom!
Amanhã conto,
que hoje estou cansadita e já é tão tarde...

25 de abril de 2011

Música e moods

Daqui por umas horas estarei a ouvir este menino ao vivo:



Mas hoje, só hoje*, deu-me uma vontade imensa de rever este:


São as moods e, iguais a elas mesmas, incontroláveis...
Já as oportunidades, essas sim, controlam-se e aproveitam-se o melhor que se pode e sabe!
Fora as injustiças para com o Patrick Watson, que não as merece!


*Ok, não é bem 'só hoje'!

Nachricht in einer Flasche


Aos amigos que nos enviam mensagens que nos deixam sem palavras...



Desculpa 
a recaída das sentimentalonas, 
Racker!

23 de abril de 2011

Caracóis dourados e um sorriso

Na esplanada, de costas para o Tejo, o Sol teima em toldar-me a vista. Maldigo o momento de distracção que me levou a deixar os óculos dentro do meu carro, à porta de casa da Z. Cansada de proteger os olhos com as mãos, viro-me o rosto para o lado por instantes.

A olhar atentamente para mim por cima das costas da cadeira, encontro uns pequeninos olhos verdes que sorriem, uns caracolinhos dourados a espreitar por baixo do boné do Winnie the Pooh e uma voz doce que me diz  algo que não entendo à primeira. Ao lado, os pais sorriem e 'traduzem':  "É um atrevido! Está a pedir um gelado, não lhe ligue!"

Volto a fitar o seu olhar luminoso. Sorrio para ele. Sorri de volta e atira o boné para o chão. Apanho-o e oiço, agora muito perceptivelmente, "Obrigado!" E este foi um jogo de atirar boné ao chão + "Obrigado" que se repetiu por diversas vezes até que, à despedida, recebo um muito atabalhoado "Feliz Páscoa!" (incitado pelo pai, claro!) acompanhado de um sorriso aberto e de mais um "Obrigado!"

Fiquei a pensar porque é que aquele sorriso aberto e aqueles caracóis dourados despertaram tanta empatia em mim até que, finalmente, reencontrei a imagem do pequeno Gui. e relembrei a sua voz animada ao fundo, no telefone, enquanto conversava com o seu pai...  E a recordação é tão doce que me enche de um sentimento que não sei descrever...

Fiz um amiguinho de três anos e fiquei a pensar que às vezes é tão mais fácil comunicar com pequenos do que com adultos...




Tentei encontrar aquela música que o Gui. 
gostava de ouvir no carro contigo ,
mas não consegui...
Lembras-te?