10 de fevereiro de 2011

O que é o jantar?

Chego a casa, o Coelhito anda a saltitar à roda da avó...



Tia, tia! 
Sabes o que é o jantar hoje?!
Diz lá, bichinho!
Almongas!!

9 de fevereiro de 2011

Lost in translation I

【追加翻訳】
[Translation added]
Por norma dou a volta aos desafios de tradução que aparecem.
De modo mais ou menos rudimentar, com mais ou menos ajuda, lá me vou safando...

Mas texto para localização de software num ficheiro em japonês?!...
E ainda por cima cheio de macros que me complicam o sistema (o meu e o do PC!)?!!

Isso faz-se?!
Opah...

8 de fevereiro de 2011

Revivalismo musical

E conversas distraídas em família dão em revivalismos deste género.

Bolas, e eu ainda não tinha nascido 
quando isto apareceu!


[Jafumega ~ Latin'américa ~ 1982]

Wireless is back!


Desta vez, sou bem capaz de ter sido atendida pelo técnico da MEO mais prestável e paciente de todos!
(E vá lá que hoje não me ligou às 23h horas da noite como ontem!!)

Note to self:
Anna, se pensas que percebes alguma coisa disto, desengana-te!
És uma grande maçarica!!

5 de fevereiro de 2011

A educação musical de Anna XVI (Changes)

Changes
I've never been good with change...

[Changes ~ Stars]



O que dizer? É verdade...
Conversava ainda agora com o A. e constatava-o.
É extremamente difícil mudar, cortar, apagar qualquer coisa e renovar.
Comodismo, medo, cobardia, nostalgia?
Não sei...

Coisas tão simples como mudar o layout do blog (o Through my eyes tem cara lavada), escolher um novo toque para o telefone... ou coisas que envolvem mais responsabilidade, como trocar de carro... tudo implica uma certa dose de esforço e coragem... 

Por outro lado, no momento em que finalmente se dá o passo,  a sensação é absolutamente revigorante!

2 de fevereiro de 2011

Olhar em perspectiva

Há um par de anos atrás, numa loja de tapetes enquanto acompanhava dois amigos que estavam na altura a decorar a sua casa, dei por mim a olhar para a etiqueta de um tapete - muito feito, por sinal - onde figurava o valor de 600€ e dizer "Olha, este é barato!". Certamente que um tapete por 600€, ainda por cima feio, é uma enormidade, mas naquele momento foi isso que me saiu, depois de ter circulado pela loja e de ter visto um sem-número de tapetes, uns lindos, outros nem tanto, acima dos 1200€. É claro que em perspectiva, o de 600€ me pareceu francamente barato.


É quase sempre assim. Depois de termos passado por algo mais duro, mais intenso, mais complicado, mais caro, quando nos aparece pela frente algo que, por comparação, é menos do que o anterior, ficamos com a sensação de que temos perante nós uma trégua, uma réstia de sol por entre as nuvens da tempestade.


A A. foi hoje a uma entrevista de emprego e está muito entusiasmada. As condições são boas. Um horário regular, uma boa localização, que permite deslocar-se comodamente em transportes públicos, uma remuneração aceitável, funções dinâmicas e estimulantes.

Já perdi a conta aos diferentes empregos que a A. já teve. Uma loja de roupa, restaurante e supermercado dos pais, uma pastelaria (fabulosa), um hipermercado, tudo antes de concluir o curso, e depois professora do secundário, do básico, das AEC's, explicadora, formadora*, gestora de uma empresa, operadora de call centre... Esqueci-me de alguma? A A. já teve de enfrentar a constatação do fim de um sonho profissional, já teve de se sujeitar a acumular 4 part-times (4, meu deus!) para conseguir um ordenado mais ou menos normal e sei lá que outros desafios.

Surge-lhe agora a oportunidade de entrar para uma empresa onde eu já trabalhei e que já conheço bem, para assumir funções que pouco se prendem com questões didácticas, funções que envolvem a estimulante, mas também frustrante vertente de trabalhar por objectivos e que assumem um pendor comercial. Olho para o espólio de profissões que ela já teve e penso: bom, genica não lhe há-de faltar, paleio muito menos. Ela dá conta do recado!

Seja como for, não consigo deixar de pensar nesta questão da perspectiva: depois de um percurso tão atribulado, é claro que este emprego é bom, como o tapete que é barato.


Estou preocupada e apreensiva contigo, claro que estou!
Porque quero que as coisas comecem finalmente a correr melhor para ti.
Só queria era que as coisas fossem mais fáceis e que conseguisses um lugar a fazer aquilo de que realmente gostas e em que és boa.



* É a isto que se sujeitam
pessoas como eu que quiseram procurar o seu futuro
no mundo do ensino.
No meu caso,
felizmente (acho) acabei por entrar num atalho
que se revelou ser
o melhor caminho
para a estrada principal.

1 de fevereiro de 2011

Snapshots


Surgiu diante de mim no sábado à tarde.
Assim mesmo.
Tão intenso que até a minha pequenina câmara o conseguiu captar.
Tão bonito que me fez travar!
São metáforas assim que nos fazem suster a respiração!

Seguir-se-ia um (re)encontro há muito prometido.
Uma tarde bonita.
Mais bonita do que fria.
Apesar do vento cortante de Santa Cruz. 

31 de janeiro de 2011

Água que brilha na água


Refugio-me sob a dança da chuva 
num esforço para fugir das lembranças que correm atrás
de mim. 
Um estacionamento. Dois lugares.
Um almoço combinado em cima do joelho. 
Banal. Fast food. Sublime. Amor.
Renasce tudo.
Já não quero estar ali. Já não quero comer.
Fujo. Tão depressa quanto posso. 

Chove. Melhor. Os pingos pintam o caminho das lágrimas.
Jardim solitário.
O velhote ao fundo que se abriga a si e ao cão 
debaixo da copa da árvore grande. 
Não me vê.

As poças de água do caminho reluzem.
Juro que se reflectem os raios de um Sol que hoje 
não existe.
É aquele efeito estranho. Água que brilha na água. Ilusão.
Neste jardim, tudo se cobre de cores de Inverno hoje. 
Não ajuda.
Mas eis que no meio da relva,  
entre mais castanhos do que verdes,
surge o branco, enfim.  
Asas claras que nascem improvavelmente no meio 
de tanta opacidade, de tanta ausência.
Desafiam as leis da gravidade e lá estão elas.
Um milagre. 
E no entanto tão simples e comuns.

E entretanto a chuva passa. 
O cinzento persiste lá em cima,
mas isso é porque o Sol está aqui em baixo,
do outro lado da objectiva. 

28 de Janeiro de 2011
Jardim de Alverca

28 de janeiro de 2011

A educação musical de Anna XV

Não entendo.
Se os sentimentos nos pertencem a nós
e não nós que pertencemos aos sentimentos
então porque é que não temos controlo sobre eles?...

Presa do lado de fora, é assim que me sinto. Ainda.
Mesmo sem estar já segura de que ainda existe um lado de dentro...


[Benjamin Biolay ~ Douloureux Dedans]

24 de janeiro de 2011

Votar para quê?


voto
s. m.
1. Sufrágio ou manifestação da opinião individual a respeito de alguma pessoa ou de alguma coisa que queremos ou que não queremos que seja eleita ou posta em vigor.
(Priberam)



Se votamos, estamos a mostrar a nossa vontade.

Se não o fazemos, deduz-se então que não temos vontade para mostrar. Quer dizer então que metade dos portugueses não tem vontade para mostrar. Quer dizer então que metade dos portugueses não se importa.

Uma espécie de atitude de "lavo as minhas mãos, se isto der para o torto, quem não votou fui eu, e isso dá-me o direito de reclamar e estrebuchar se/quando as coisas derem para o torto, mesmo que não tenha cumprido aquele que é meu dever enquanto cidadão".

Tem-se lutado tanto ao longo da história da civilização pelo direito de ter voz, de fazer ouvir a própria opinião e, afinal, quando o temos, perdemos a vontade e o interesse em fazer uso dele?...

Pois que não percebo...

Capa do Público retirada daqui