21 de dezembro de 2010

Uma foto por mês ~ Março ~



O mês foi de correria e de rotinas, se bem me lembro...
Ainda assim, vale recordar o despertar dos dias de Primavera:
 gosto tanto tanto desta foto, pelas cores e pelo que representa.
No campo, aqui e ali florescia-se por estes dias, 
florescia-se tal como o fazia esta cerejeira da horta.
Vale também recordar encontros de amigos e
descobertas de cumplicidades...  

20 de dezembro de 2010

Uma foto por mês ~ Fevereiro ~

Cabo Verde


Fevereiro pareceu um mês tão pequeno para tanta coisa!
Foi o mês da minha primeira viagem para fora da Europa.
No dia 12  partia com duas amigas com destino 
a Cabo Verde, a dias de paz e a temperaturas quentes.
Por cá, gelava-se e enfrentava-se dias de temporal.
Por lá, imperou o lema local do NÔ STRESS!

Regressei com um tom de pele contranatura,
uma boa disposição surpreendente,
e uma vontade enorme de fazer tudo e mais!

19 de dezembro de 2010

Uma foto por mês ~ Janeiro ~

Na sequência do desafio lançado pela Sara, do Coffee and Flea, inicia-se assim uma sequência de fotos "best of" de 2010.

A ideia é muito simples: seleccionar uma foto que tenha marcado de alguma forma cada um dos meses deste ano que se aproxima agora do fim. No meu caso, vou passar em revista ali o meu blog do lado e escolher a foto que me marcou ou aquela que melhor caracteriza cada um destes meses...


Pós-graduação

Ainda que iniciada no final de Outubro de 2009, 
diria que foi em Janeiro que os motores aqueceram realmente.
Foi um mês de grande dinamismo por lá.
Primeiros testes, ritmo a acelerar...
conhecer melhor pessoas...
começar a criar rituais meio inconscientes...
conhecer melhor uma pessoa...

Apesar de tudo, foi um mês que realmente contrabalançou 
a aura cinzenta e estranha que o ano anterior tinha deixado...  

18 de dezembro de 2010

É uma pena que...

... em alguns momentos na vida nos esqueçamos mais rapidamente das coisas boas do que das más.

Depois de duas semanas sem Internet, falei com dois técnicos hoje por telefone:

- O primeiro, um BRUTAMONTES desagradável que só faltou chamar-me de louca e parva, que se atreveu a declarar que a minha ligação estava funcional sem sequer se dar ao trabalho de perguntar se eu estava perante o computador para a testar, que se recusou a agendar uma visita da assistência técnica e que ainda me ameaçou com a cobrança dessa mesma assistência.

- A segunda, uma menina atenciosa, que não me obrigou a repetir os passos infrutíferos que os colegas ao longo das duas semanas passadas me iam indicando repetidamente, que me ajudou EDUCADAMENTE a reconfigurar a ligação e que, mesmo depois de já ter o serviço a funcionar, insistiu em não desligar a chamada até que eu reiniciasse todo o equipamento e me certificasse de que se mantinha tudo ok.

Infelizmente, o nome desta menina não fixei, mas o do brutamontes ficou-me gravado na memória e em papel... e certamente será muito bem aplicado no momento em que apresentar a reclamação formal...*


*É, eu também já fiz 
atendimento ao cliente - atrás de um balcão e do outro lado de um telefone... 
e sei que os clientes se tratam com educação e não com rudeza. 
Os clientes e não só, de resto...  

17 de dezembro de 2010

Intermitências da leitura

Desde que comecei a ler este:


Já fiz pausas para ler estes:


Há qualquer coisa na evolução do trabalho da Joanne Harris que 'bloqueou' a minha empatia para com a sua escrita e/ou as suas temáticas...

Em contrapartida, entro finalmente na literatura portuguesa contemporânea, a quem estava a dever muita da minha atenção! E o balanço é muito muito positivo!   

15 de dezembro de 2010

E em tempos de crise, por onde é que se começa a cortar?

     
Pois, parece que é mesmo na Educação, sem dó nem piedade, e sem ter em conta as especificidades de cada caso... O decreto-lei aprovado não refere com clareza se haverá medidas especiais para casos especiais e por isso mesmo brota o clima de preocupação...

Na minha terra só há uma escola de 3.º ciclo e ensino secundário - a escola onde estudou a minha tia, pertencente à primeira geração do ainda Liceu Irene Lisboa, a escola onde estudei eu e o meu mano, no já Externato Irene Lisboa, e a escola onde há-de estudar o meu sobrinho, no actual Externato João Alberto Faria.

Por ser uma escola com estatuto semi-estatal, não advém daí que seja uma escola de elite em que os pais metem os meninos porque assim o escolhem. Não, é mesmo a ÚNICA do concelho. Não há alternativas. E é essa única escola para uma população de 12000 habitantes que terá de fechar as suas portas se o Estado avançar com as medidas aprovadas... (Ler notícia no Público.)

Estou - estamos todos - todos revoltados e preocupados...
E hoje reclamamos por isso mesmo:


Corrijam-me se estou enganada, mas a Educação não devia ser uma prioridade?!

A educação musical de Anna XIII (weather mood)

E que mais dizer sobre o dia de hoje...
A foggy day...* As foggy as it can get...
Mas não a inspirar serenidade como esta música... 
que o dia foi complicado, pah, sobretudo no que toca ao trânsito!

[Rufus Wainwright ~ A foggy day]

*Obrigada pelo reminder, S.!

13 de dezembro de 2010

Pensamento do dia

    
Para desistir também é preciso
ter muita 
coragem...

10 de dezembro de 2010

A educação musical de Anna XII

Estou a fazer o trabalho de casa, S.!
Obrigada, estava a precisar de flutuar um bocadinho...



Li algures que é como "um disco para você pensar na vida, em dias chuvosos - de preferência"...
Sim, é isso...

Até os rochedos desabam um dia...

... e nesse dia perdemos a capacidade de reagir...

A minha mãe não chora.
Raramente chora.
E quando o faz, certifica-se de que ninguém se apercebe.
A minha mãe é dura na queda.
É aquela que reage com frieza quando mais ninguém o consegue.
É aquela que não perde as forças apesar da tempestade...

Mas hoje chora.
Chora de cada vez que começa a falar.
Chora e eu nem sei como ajudar quem nunca precisou de ajuda.

Essa maldita doença começou a pairar.
Primeiro a tia G. Depois a tia R.
Sobrevive-se e resiste-se.
Depois o desemprego do pai, a incerteza, o rasto da fraude que lhe retirou a estabilidade numa idade em que é cedo demais para a reforma e tarde demais para novo emprego.
Avança-se e prossegue-se.
Agora o avô.
A idade que lhe rouba as capacidades, no corpo e na mente.

E neste momento, até a rocha cede perante a sucessão de vagas.
E cede com toda a legitimidade.
Eu sei.
E eu estou aqui.
O melhor de mim pode não ser muito, neste momento, mas está aqui para ajudar...
Um passo de cada vez...