11 de julho de 2010

Juízos

Good king. Bad king.
You judge too easily Merlin.
You will learn.

...responde a Senhora do Lago a Merlin quando este se vem queixar de Uther, o rei que ele próprio quis colocar no trono.

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Julgar parece ser sempre tarefa instantânea para nós, seres humanos. É tão fácil olhar para os outros e tecer um juízo com base apenas naquilo que vemos. Pensar nas circunstâncias, nos sentimentos, nos motivos que poderão estar por detrás daquilo que vemos pode dar trabalho, exigir um esforço psicológico a que a maioria não está disposta...
Tantas vezes somos afinal injustos apenas e só porque não conseguimos sair de nós e 'ver' para além do que nos é dado a ver...
E depois, no momento em que nos roça finalmente na pele algum desses motivos, bom, olhamos para trás e à nossa volta e começamos finalmente a compreender, a tecer as nossas conclusões menos a quente e a reflectir mais...

8 de julho de 2010

Occupational hazard


Tenho estado a fazer um trabalho dos diabos...



Eu sei, eu sei... é sofrível... É quinta-feira, preciso de um desconto...

Chegar a casa...

... e sorrir...

(Não fazia sentido duplicar o post para os dois blogs... Mas merece estar em ambos. Fica aqui o link)

5 de julho de 2010

A reter...

...destes dias a que quase chamo de férias:

- desligar totalmente os sensores é má ideia - uma boa dose de nódoas negras mais uma unha do pé também negra e ainda uma picada feia de um bicho parvo é capaz de ser demais;

- detesto mesmo mesmo limpar o carro;

- ter de ir às aulas em modo de férias é extremamente irritante;

- o Sol faz-me mesmo muito bem;

- preciso urgentemente de começar a beber mais água;

- a solidão pode ser apenas exterior;

- se a questão da distância se resumisse a kms, então a felicidade estaria nas nossas mãos;

- depois do 5 vem o 6 e não muda nada excepto a intensidade e a certeza.
 
Agora, back to business, com a energia e a convicção que se impõe!

4 de julho de 2010

A Troca

«Vendo a carga reveladora das páginas que restam que já começamos a acelerar rumo à felicidade perfeita.*» Fim de citação.
(...)
Ou seja, mentalizamo-nos para o final do romance. Enquanto lemos, temos consciência de que faltam apenas uma ou duas páginas e preparamo-nos para fechar o livro. Mas com um filme não há maneira de saber, principalmente hoje em dia, em que os filmes têm uma estrutura menos rígida e mais ambivalente do que outrora. Não é possível saber qual será o último enquadramento. O filme corre, tal como a vida corre, as pessoas tomam atitudes, fazem coisas**, bebem, falam, nós observamo-las e em qualquer altura, sem avisar, sem que nada esteja resolvido, ou explicado, ou concluído, o realizador decide muito simplesmente... acabar.

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Final inteligente, como todo o livro, de resto.
Sem querer ditar um final que necessariamente deixaria alguns insatisfeitos, David Lodge muda de arte e faz do último capítulo não o desfecho típico de um romance, mas um guião de um filme em que ele, já sem ser romancista, e agora como realizador, imobiliza a cena final, deixando ao leitor a tarefa de decidir o melhor desfecho para os quatro protagonistas.

Um livro que satiriza o mundo académico.
Um livro em que os protagonistas são professores universitários especializados em Jane Austen.
Um livro cheio de humor sagaz e subtil.
Um livro com um toque de loucura.
Muito mas muito bom!!

* Citação das páginas finais de Mansfield Park, de Jane Austen
** Quem diria, fazem coisas...

3 de julho de 2010

A educação musical de Anna III



...tripping over all the edges of reality...

Inquietude

O vento vai e volta, da janela para a porta do quarto, numa dança inquieta.
Tal como a mente.
Tal como o corpo.
Tal como o sono.
Tumulto que não deixa sossegar nem pacificar os pensamentos.
Noite que não termina.
Animal preso que desespera por sair dali, por fugir daquele sítio onde não se sente bem nem mal, apenas torpor e solidão.
Voz que não chega para poder gritar.

2 de julho de 2010

30 de junho de 2010

Um dia vamos...

virar o mundo ao contrário
falar de tabus à luz do sol
fazer com amor o que outros condenam
defender como certo o que antes julgávamos errado
perceber que os loucos não somos nós
enganar-nos no caminho e encontrar ao fundo o mais belo oásis
subverter a ordem divina e decidir nós próprios o caminho
dar corpo e vida a todas as nossas utopias
esquecer-nos de tudo o resto e ser apenas felizes...

28 de junho de 2010

A educação musical de Anna II

the most beautiful squares i'd ever seen