the most beautiful squares i'd ever seen
28 de junho de 2010
27 de junho de 2010
Atravessar
Pergunto-me o que pensam todos esses rostos que vêem muito para além do que está à sua frente. Pergunto-me o que os esperará do outro lado.
Pergunto-me se eles farão as mesmas perguntas silenciosas sobre mim e o que vou fazer quando captam distraidamente o meu perfil pelo canto do olho… Conseguirão eles ver nos meus traços qual o destino para onde sigo?...
O trânsito pára. Não me surpreende nem me aborrece já… O tempo não é o que mais importa agora…
Deixo os outros rostos e olho lá para baixo.
As correntes desenham aquilo que sonho serem fios condutores de histórias sopradas por ninfas apaixonadas que assim decidem a linha da vida dos mortais que não desconfiam sequer da sua existência, quanto mais do seu poder sobre nós.
Sonho que nessas linhas instáveis e livres se desenha também o meu caminho. Sonho que algures no percurso já está desenhada esta paragem na ponte, no limbo, e que, mais à frente, depois de muitos entrecruzamentos, muitos desejos, muitas fugas, o desfecho também já lá está.
Sonho que por serem amantes do amor, também elas se decidam por fazer aportar essas linhas aparentemente sem rumo certo em portos pacíficos e abrigados da tempestade, onde possam enfim entrelaçar-se em nós perfeitos e certos.
O trânsito retoma o seu andamento. Os olhares retornam à consciência e seguem caminho… Mais à frente, o porto para as suas linhas espera-os...
sonhado a 09 de Junho de 2010
25 de junho de 2010
Just wondering
Não sei o que me perturba mais:
o facto de amok estar registado com 'q'
ou
a palavra do dia no Priberam ser esfíncter
...
24 de junho de 2010
Uma espécie de supernova
Não nasce de outra coisa, não foi regado nem alimentado para crescer.
É uma espécie de supernova que, inesperadamente, irrompe no céu, invocando forças que ninguém sabe bem de onde vêm, e faz-se notar, bela, cheia de vida, cheia de brilho.
Tão intensa que custa olhar directamente para ela.
Tão luminosa que a sua aura emana e propaga-se pela escuridão.
Inacreditavelmente audaz, assume-se segura num céu que já é de outros, num céu que parece estar já suficientemente pontuado de luz.
E, no entanto, este mesmo céu nunca mais será o mesmo sem o seu brilho...
É uma espécie de supernova que, inesperadamente, irrompe no céu, invocando forças que ninguém sabe bem de onde vêm, e faz-se notar, bela, cheia de vida, cheia de brilho.
Tão intensa que custa olhar directamente para ela.
Tão luminosa que a sua aura emana e propaga-se pela escuridão.
Inacreditavelmente audaz, assume-se segura num céu que já é de outros, num céu que parece estar já suficientemente pontuado de luz.
E, no entanto, este mesmo céu nunca mais será o mesmo sem o seu brilho...
~ we're reaching out for the stars ~
23 de junho de 2010
Oh alegria...
Ficar sem electricidade e saber que o trabalho está preso dentro do computador... à espera de ser feito... e nós a olhar uns para os outros...
E depois ainda perguntam porque não gosto desta terra...
Nem na minha província há falhas de energia como as há aqui...
E depois ainda perguntam porque não gosto desta terra...
Nem na minha província há falhas de energia como as há aqui...
20 de junho de 2010
As perguntas dele...
Sozinhos em casa, eu e o Coelhito sentados a lanchar...
- O avô já é velhote, tia?
- Er… sim, um bocadinho velhote. Porquê, bebé?
Pausa.
- As pessoas só morrem quando já são muito muito muito velhotas, não é?
O quê? O que se responde a isto?!! O que quer ele dizer?
- Sim, bebé! Só quando já são muito muito muito velhotas.
Outra pausa.
- E não voltam a nascer, tia?
Humpf… E agora?! Diz-se o que se pensa? Diz-se o melhor para os sossegar? Como se responde?!! Socorro!
- Não sei, bebé... Mas porque estás tu a perguntar isso?
- Oh, estava a pensar, só…
E a conversa ficou por ali, mas fiquei a pensar! Aos quatro anos começam estas perguntas, assim vindas do nada, sem qualquer preparação prévia?!
E se eles estão preparados para perguntar, significa que estão igualmente preparados para que se lhes responda? O que dizer?! Aquilo em que se acredita? Aquilo que é correcto? Como se gerem estas coisas?
Ufff…
- O avô já é velhote, tia?
- Er… sim, um bocadinho velhote. Porquê, bebé?
Pausa.
- As pessoas só morrem quando já são muito muito muito velhotas, não é?
O quê? O que se responde a isto?!! O que quer ele dizer?
- Sim, bebé! Só quando já são muito muito muito velhotas.
Outra pausa.
- E não voltam a nascer, tia?
Humpf… E agora?! Diz-se o que se pensa? Diz-se o melhor para os sossegar? Como se responde?!! Socorro!
- Não sei, bebé... Mas porque estás tu a perguntar isso?
- Oh, estava a pensar, só…
~ ~ ~
E a conversa ficou por ali, mas fiquei a pensar! Aos quatro anos começam estas perguntas, assim vindas do nada, sem qualquer preparação prévia?!
E se eles estão preparados para perguntar, significa que estão igualmente preparados para que se lhes responda? O que dizer?! Aquilo em que se acredita? Aquilo que é correcto? Como se gerem estas coisas?
Ufff…
Imagem:
19 de junho de 2010
A educação musical de Anna I
Pode ser! Decidi adoptar esta hoje!
Etiquetas:
Educação musical,
The XX,
To whom it may concern
18 de junho de 2010
Àqueles que nos aturam
- à A. –
Diria que é no mínimo insólito partilhar a sala de trabalho com duas pessoas completamente afectadas por distúrbios hormonais ou afins – uma porque está grávida, a outra porque está louca* – ambas a choramingar alternadamente ao longo de toda a tarde!
Só tomei consciência da situação umas horas mais tarde, ao pensar no assunto, mas não pude deixar de sorrir ao imaginar os teus pensamentos, entre os quais o já comum «Ainda bem que vou de férias».
Louvo-te a paciência, minha querida! E agradeço-te por ela!
*ambos os estados são temporários, felizmente!
13 de junho de 2010
Morrer na praia
Depois de um fim de semana em luta contra a minha falta de paciência, vontade e concentração para fazer mais este trabalhinho para a PG, pois que se espremeu, espremeu e.... parou-se na conclusão...
Neste momento, estou absolutamente incapaz de produzir, reler, sintetizar, concluir o que quer que seja... Chega! Consumi o que havia (?) de intelectualmente útil e aproveitável e já não dá para mais!
A foto do dia para o bloguezito ali do lado era para ter sido esta, já que foi o que realmente dominou o meu olhar hoje... papéis, rascunhos, artigos de referência, PC... enfim, o caos contextual do costume, para os que já me conhecem...
Fim-de-semana?! Esqueceram-se dele esta semana, não foi?...
Neste momento, estou absolutamente incapaz de produzir, reler, sintetizar, concluir o que quer que seja... Chega! Consumi o que havia (?) de intelectualmente útil e aproveitável e já não dá para mais!
Então, com licença, vou ali 'morrer', não na praia, mas na almofada, na esperança de que amanhã, quando acordar, esteja de novo minimamente decente e produtiva...
Fim-de-semana?! Esqueceram-se dele esta semana, não foi?...
12 de junho de 2010
Tempestades
As tempestades abalam realmente tudo por onde passam.
Não se prevêem, não se antecipam.
Deixam um rasto absolutamente irreversível.
Constrói-se sobre os destroços, mas por baixo,
continuam as cicatrizes da revolução que aconteceu.
Limitamo-nos a mascarar, uma vez mais,
aquilo que já não suportamos ver.
As tempestades dentro de nós são assim mesmo.
Inesperadas, violentas, irreversíveis.
Sobrevive-se, mas nunca mais se é o mesmo...
Não se prevêem, não se antecipam.
Deixam um rasto absolutamente irreversível.
Constrói-se sobre os destroços, mas por baixo,
continuam as cicatrizes da revolução que aconteceu.
Limitamo-nos a mascarar, uma vez mais,
aquilo que já não suportamos ver.
As tempestades dentro de nós são assim mesmo.
Inesperadas, violentas, irreversíveis.
Sobrevive-se, mas nunca mais se é o mesmo...
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