Enquanto percorria o caminho, fui gradualmente percebendo… Se, com o sol a bater-me no rosto, julgava levar comigo algo que fazia falta a alguém, fica de súbito muito claro que, pelo contrário, ia sim ao encontro de algo que me fazia falta a mim.
Do alto de toda esta pretensão, desta necessidade de provar a tudo e a todos que sim, que sobrevivo, que me aguento de pé sem ajuda, mesmo no meio de um furacão, vou percebendo que não sou mais do que um pequeno barquito, resistente e teimoso, que ora vai vogando ao sabor da maré, ora se insurge contra o vendaval, sempre convicto de que se salva a si e que, mais, insiste em salvar o seu marinheiro. Esse pequeno ser divagante precisa afinal de um porto de abrigo, de um cais onde possa finalmente parar e deixar acalmar a sua respiração...
7 de abril de 2010
4 de abril de 2010
3 de abril de 2010
1 de abril de 2010
e e cummings
Até mesmo quem perdeu as maiúsculas é capaz de se exprimir da forma mais doce e encantatória...
i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart(i carry it in my heart)
********
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart(i carry it in my heart)
********
29 de março de 2010
Just wandering*...
* not wondering...
Chefe para a Anna:
Então?! Estás aí tão caladita e murchita...
Anna:
Oh, estou preocupada...
Tenho teste amanhã... estudei pouco... e a capacidade de concentração e a animação não abundam...
Chefe:
Vai correr bem! És uma craque, acabas por dar sempre a volta por cima e em grande estilo...
Craque, craque... palavra parva!
Anna, googladora compulsiva, sujeita a pobre palavrinha ao fofo motor de pesquisa....
Os resultados:
[1]
1. som imitativo de um desmoronamento Hmm... chefe, era para motivar...
2. série de falências bancárias, insolvência Falências?!! Opah, chefe!!!
(Do al. Krach, «ruído; estalido; crise financeira; bancarrota)[2]
1. indivíduo ou coisa digna de elogio; ás Gosto desta!!
2. Brasil indivíduo famoso, sobretudo em desporto; ídolo A melhorar...
(Do ing. crack, «jogador notável; cavalo famoso»)
[3]
(narcótico) = crack Hmmm!!! Ok! Pode ser! Só hoje, tá?!
(Do ing. crack, «id.»)
Os níveis de sanidade mental estão num nível muito muito preocupante!!
E acabaram as Lays Gourmet!!!
Como é que eu vou estudar sem Lays Gourmet?!!
Oh desgraça...
Etiquetas:
Coisitas de mim,
Occupational hazard,
Wandering
28 de março de 2010
Desabafo
Irrita-me a forma como puxas para ti o meu sobrinho, tia... E ele já está tão viciado nas tuas brincadeiras fantásticas, na possibilidade de fazer tudo o que quer e pede, nos teus inúmeros presentes, que já nem precisa de escolher... vira-me as costas com a maior facilidade do mundo... eu não sou a tia fixe...
Já não basta que tu o vejas todos os dias, que ele grite por ti, a plenos pulmões, orgulhoso, no pátio da escola... Eu só o tenho comigo duas vezes a cada semana... e nem esse espaço deixas para mim...
Hoje, gostaria de não ter de estudar e de poder brincar mais com ele, é verdade... Infelizmente, não posso adiar algumas coisas da minha vida em nome de outras que me deixariam necessariamente mais feliz... Mas roubá-lo para a tua casa no único dia em que o posso ter perto de mim?!
Às vezes apetece-me gritar isto tudo, à frente de todos os que me vêem, impotente, deixar que tudo isto aconteça e que não percebem como isso me afecta... Mas não o posso fazer, não o quero fazer... e porquê? Porque te amo, por muito que o possas duvidar...
Sei - acredito - que nada do que me fazes sentir é intencional ou consciente... mas gostava tanto que tivesses um pouco de sensibilidade e olhasses para mim e para o reflexo das tuas atitudes e palavras em mim... consegues fazer-me sentir uma falhada, como tia, sobrinha, filha, neta e até como mulher...
Já não basta que tu o vejas todos os dias, que ele grite por ti, a plenos pulmões, orgulhoso, no pátio da escola... Eu só o tenho comigo duas vezes a cada semana... e nem esse espaço deixas para mim...
Hoje, gostaria de não ter de estudar e de poder brincar mais com ele, é verdade... Infelizmente, não posso adiar algumas coisas da minha vida em nome de outras que me deixariam necessariamente mais feliz... Mas roubá-lo para a tua casa no único dia em que o posso ter perto de mim?!
Às vezes apetece-me gritar isto tudo, à frente de todos os que me vêem, impotente, deixar que tudo isto aconteça e que não percebem como isso me afecta... Mas não o posso fazer, não o quero fazer... e porquê? Porque te amo, por muito que o possas duvidar...
Sei - acredito - que nada do que me fazes sentir é intencional ou consciente... mas gostava tanto que tivesses um pouco de sensibilidade e olhasses para mim e para o reflexo das tuas atitudes e palavras em mim... consegues fazer-me sentir uma falhada, como tia, sobrinha, filha, neta e até como mulher...
27 de março de 2010
Para um amigo...
Penso em ti e preocupo-me contigo, sabes bem disso...
Apesar disso, não tenho as palavras certas - não sei sequer se as há - para te fazer sentir melhor...
De cada vez que penso, que tento, que quero dizer-te qualquer coisa, não, não consigo... e, nestes dias, é esta música que surge recorrentemente sempre que isso acontece...
Sim, um bocadinho lamechas e tal, mas a mensagem passa assim mesmo...
Esta não é a original, mas é a minha versão preferida,
do Xavier Naidoo com a Yvonne Betz
Apesar disso, não tenho as palavras certas - não sei sequer se as há - para te fazer sentir melhor...
De cada vez que penso, que tento, que quero dizer-te qualquer coisa, não, não consigo... e, nestes dias, é esta música que surge recorrentemente sempre que isso acontece...
Sim, um bocadinho lamechas e tal, mas a mensagem passa assim mesmo...
Esta não é a original, mas é a minha versão preferida,
do Xavier Naidoo com a Yvonne Betz
Don't give up
You still have us
Força, Menino!
Gosto muito de ti!
Gosto muito de ti!
25 de março de 2010
Curiosamente...
... nas escadas de sempre,
desapareceram as duas sombras de sempre.
Ninguém sabe muito bem onde foram parar...
Em vez delas, encontramos lá agora apenas uma sombra,
diferente das outras duas e no entanto familiar...
desapareceram as duas sombras de sempre.
Ninguém sabe muito bem onde foram parar...
Em vez delas, encontramos lá agora apenas uma sombra,
diferente das outras duas e no entanto familiar...
21 de março de 2010
Cordas de água
Lianas translúcidas por onde desceram secretamente até nós esses seres que nos acompanham e seguram sem que o sintamos.A olho nu, não passam de meros reflexos de luz. Tenho de parar e esquecer-me de tudo para as conseguir discernir. Parecem pequenas e no entanto não alcançamos com o olhar os seus limites. Frágeis, quase inexistentes, e mesmo assim tão fortes.
Não as sentimos, não as conseguimos tocar, mas estão em redor dos nossos pulsos. São elas que nos impedem de esmurrar o que nos desorienta e enfurece.
Não as vemos, mas são elas que formam a rede que nos ampara sempre que não evitamos o precipício. São elas também que, muitas vezes, contêm o salto que afinal queremos realmente dar, para ir ao encontro desse cântico mágico e iluminado que faz do real um espaço cinzento e sem graça.
Cordas de segurança que clamam, pretensiosas, proteger-nos do pior.
Cordas opressoras que não nos deixam ser loucos quando assim o decidimos.
Cordas inexistentes, que se esfumam ao mais ténue movimento nosso… e no entanto raramente as conseguimos destruir e esquecer…
19 de março de 2010
Detesto...
...piadinhas
futebolísticas
parvas!
Sim, sou simpatizante do Sporting!
Batam-me lá!
Se o "meu" clube ganha ou perde?!
Quero bem saber disso!!
Se os adeptos do meu clube são arruaceiros, elitistas ou mimados?!
É para o lado que durmo melhor!
Tenho coisas bem mais interessantes em que pensar!
Se já acordo com pouca vontade e paciência para sair da toca, também que não ajuda nada começar o dia a ouvir piadinhas idiotas sobre o jogo de ontem à noite!
Acreditem que testar os meus níveis de irritabilidade às primeiras horas da manhã de uma sexta-feira cinzenta é arriscado!!
Depois queixam-se do meu mau feitio!
For what it's worth, nem me lembrava do jogo e, a essa hora, tinha o corpo e a mente muito mais bem ocupados!
Perderam? Ganharam? Partiram tudo? Levaram na cara?
Whatever!!
Pronto! Está dito!
E sim, por mim o futebol poderia perfeitamente deixar de existir!!
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