19 de março de 2010

Detesto...



...piadinhas
futebolísticas
parvas!






Sim, sou simpatizante do Sporting!
Batam-me lá!
Se o "meu" clube ganha ou perde?!
Quero bem saber disso!!

Se os adeptos do meu clube são arruaceiros, elitistas ou mimados?!
É para o lado que durmo melhor!

Tenho coisas bem mais interessantes em que pensar!

Se já acordo com pouca vontade e paciência para sair da toca, também que não ajuda nada começar o dia a ouvir piadinhas idiotas sobre o jogo de ontem à noite!
Acreditem que testar os meus níveis de irritabilidade às primeiras horas da manhã de uma sexta-feira cinzenta é arriscado!!
Depois queixam-se do meu mau feitio!

For what it's worth, nem me lembrava do jogo e, a essa hora, tinha o corpo e a mente muito mais bem ocupados!
Perderam? Ganharam? Partiram tudo? Levaram na cara?
Whatever!!

Pronto! Está dito!

E sim, por mim o futebol poderia perfeitamente deixar de existir!!

15 de março de 2010

Nostalgia boa

É uma versão ao vivo...
Desculpem lá o ruído de fundo...
é que tinha de ser mesmo esta, a original...

É bom ouvir isto com um sorriso!
De nostalgia, mas ainda assim um sorriso!








Tomorrow...

14 de março de 2010

Carácter


We are each of an unsocial,
taciturn disposition,
unwilling to speak,
unless we expect to say something
that will amaze the whole room.

Jane Austen

9 de março de 2010

Multimedia overload... é mais ou menos isso...



I feel like an alcoholic
pushed into a permanently stocked bar,
and I can't even taste the merlot
because I'm trying
to down a tequila and sip a martini at the same time.

Molly Flatt

Em termos das experiências relatadas, a autora deste artigo está num patamar muito acima do meu... em todo o caso, é isso mesmo que sinto: os vários suportes de transmissão de informação têm vindo a "roubar-me" tempo de leitura...

Interessante ler uma reacção à adesão aos novos suportes de leitura... uma reacção resultante da experiência e não de uma perspectiva negativa de um qualquer Velho do Restelo incapaz sequer de considerar as novas alternativas...



8 de março de 2010

A propósito o post anterior (especialmente para a Pólo Norte)

Cara Pólo Norte,
Freixo de Espada à Cinta?!
Tens a certeza?

Ora bem que eu disse que chefe que é chefe tem sempre a solução para tudo!
Lancei o desafio, desta vez ao outro chefe, e prontamente saiu:

Esche Schwert am Gürtel

Nada a fazer... hoje deu-nos para isto!
Mas pior!
Fruto de occupational hazard também, tenho a mania de googlar tudo... E, só porque sim, googlei aqui o fantástico topónimo e... qual não é o meu espanto ao encontrar um blog de um senhor alemão que traduziu o fatídico nome da terra precisamente dessa forma!!!

Ora vejam:

What are the odds?!!!

Occupational hazard

A tradução para português dos nomes dos estados e das cidades alemãs sempre me soou a piadinha para os apanhados...

Nomes como Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Renânia-Palatinado ou Ratisbona sempre me soaram bizarros e improváveis, já para não dizer parvos!!

Ora que, a propósito, surge-me hoje em plena tradução o nome

Freiburg im Breisgau

A coisa soou-me promissora e, portanto, toca de googlar!!
O resultado? Ora pasmem lá!

Friburgo em Brisgóvia

Acabei por partilhar aqui com a equipa a minha pseudo-indignação, perguntando-me qual seria a versão em alemão do nome da minha terra, a saber:

Arruda dos Vinhos

As sugestões foram imediatas!!!
Literalmente:
Weinraute

Para os mais preguiçosos:
Arruden Von Winnen

Não contente, lancei um "agora ainda mais difícil"!!
Ora digam lá o nome da terra da minha mãe:

Casalinhos de Alfaiata

Chefe que é chefe tem sempre a solução para tudo!
E não me desiludiu, uma vez mais! A resposta:

Pärchen von Schneiderin


(para os que não conhecem, aqui fica a explicação:
Pärchen - diminutivo de Paar = casal/par
Schneiderin - feminino de Schneider = alfaiate)

E digo-vos já que era muito bem feito para nós, portugueses snobs que têm a mania de converter tudo quanto é nome, que os alemães começassem mesmo a usar coisas destas para se referirem às nossas terrinhas!!!


E pronto... pois que se confirma... nós, tradutores, ao fim de algum tempo ficamos assim...
Continuamos a ser inofensivos, no entanto!...

A montanha e rato


Erguida montanha
Parir pretendendo
Fez bulha tamanha,
Clamor tão horrendo,
Qu'o mundo aturdiu;
Por fim um aguado
Ratinho enfezado
Foi quanto pariu.

Tais contos, dirão
Qu'a todos competem,
Que muito prometem,
E nada nos dão.





Alguns atribuem-na a Esopo, outros a La Fontaine... suponho que os dois a tenham contado...
Esta versão, no entanto, foi retirada edição das Fábulas do último...
 
Quanto à moral... essa é já sobejamente conhecida...
Assim em jeito de pensamento do dia...

4 de março de 2010

Alerta



Tradutora a cair de sono na iminência de enterrar a cabeça no teclado à sua frente...

2 de março de 2010

Pensamento do dia...


STRESS

(Nada de voltar a cair no de sempre...)

1 de março de 2010

As palavras do teu olhar

Banha-nos o silêncio de um espaço privilegiado pelo abandono do rebuliço do Estio.

Neste fim de tarde de Inverno, naquela esplanada de vidraças fustigadas, ora pelos pingos da chuva lançados pelo vento, ora pelos salpicos salgados da maresia, a única voz que se ouve é a do teu olhar.

A espuma brilhante das vagas encanta-me, nessa dança imparável e não coreografada com o areal… mas hoje, muito mais do que elas, são os teus hipnóticos olhos negros que chamam a si a minha atenção.

Conheço bem a tua voz. É ela que me fala com a serenidade que a minha essência tanto procura. É ela que me ensina e mostra mundos que eu nem sequer sonhava existirem. Contudo, desta vez, não é por ela que chegas até mim… muito mais alto e sedutor fala o silêncio dos teus olhos. O seu suave fluir encontra, em ondulantes ritos furtivos, os meus olhos, ciosos de ouvir esse discurso apaixonado feito de gestos, oscilações, direcções… sempre em mímica misteriosa e no entanto tão cheia de sentido…

Mais alto que o silêncio abafado deste ambiente quente, que antagoniza com a ventania que, daqui, parece quase ilusória, falam essas grandes lagoas de ónix, contam-me histórias de hoje e de amanhã, aquelas que queres escrever e ambicionas tornar reais.

É nesses espelhos de veludo negro que recitas poemas na métrica dos amantes clandestinos, aquela à qual os mortais comuns estão condenados a permanecer indiferentes. É neles que me reflicto e esqueço de tudo. E é nessa órbita que me deixo navegar sem leme e vogar ao sabor de uma maré que só nós entendemos…






Para o desafio de Março,
subordinado ao tema Silêncio

Foto minha