11 de fevereiro de 2010

Pergunta seguinte, senhor Marquês!

Tenho visto esta série de perguntas a circular e a receber resposta por quase todos os blogs que vou visitando (sempre que posso)...

E o senhor Marquês de Sade, sentado na esplanada de sempre, lembrou-se que eu ainda não as tinha respondido resolveu lançar-me o desafio...

Ora cá vão as respostas!
Questão 1:
Tens medo de quê?
Da solidão! Gosto de ter os meus momentos sozinha, independente, claro! Mas assusta-me a possibilidade de me ver sozinha, sem um ponto de apoio.

Questão 2:
Tens algum guilty pleasure?
Acho que já o confessei aqui no blog: Robbie Williams!
(Eu e a minha panca por bad boys...)

Questão 3:
Farias alguma loucura por amor/amizade?
Com toda a certeza!
Por um amor ou por um amigo verdadeiro, o que me pedirem, desde que esteja ao meu alcance.
(Soa a cliché, eu sei, ma é o que penso.)

Questão 4:
Qual o teu maior sonho? Responder paz, amor e felicidade é trapacear;)
Ser mãe.
(Não sei se é o meu maior sonho realmente, mas foi a primeira coisa que me veio à cabeça assim que li a pergunta...)

Questão 5:
Nos momentos de tristeza/abatimento, isolas-te ou preferes colo?
Normalmente isolo-me, mas confesso que desespero por colo... Desespero mesmo...

Questão 6:
Entre uma pessoa extrovertida e uma introvertida, qual seria a escolha abstracta?
Abstracta?! Como assim, abstracta?!
A escolha dependeria do contexto, com certeza!

Questão 7:
Sentes-te bem na vida, ou há insatisfação além do desejável?
Há alguma insatisfação, sim! Mas de uma forma geral, estou de bem com a vida neste momento...

Questão 8:
Consideras-te mais crítico ou ponderado? Sabendo, contudo, que existem críticas ponderadas.
Pois... as duas coisas! Muito crítica e excessivamente ponderada! Tão ponderada que até irrito!! ;)

Questão 9:
Julgas-te impulsivo, de fazer filmes, paciente...? Define-te, de uma forma geral.
Sou muito de fazer filmes, sim! Tenho um bom amigo que tenta convencer-me a todo o custo a interiorizar o princípio de Occam, mas está muito difícil... Não é defeito, é feitio...
Tenho muitos pensamentos e poucos actos impulsivos...
Paciente? Nem por isso, confesso...

Questão 10:
Consegues desejar mal a alguém e, normalmente, concretizar? Sê sincero.
Desejar mal, diria que sim! Concretizar, nunca!! Nunca mesmo!!

Questão 11:
Conténs-te publicamente em manifestações de afecto (abraçar, beijar, rir alto...)?
Só se o alvo das manifestações assim o quiser. Caso contrário, não hesito... E não é para mostrar ao mundo, mas sim para libertar os sentimentos.

Questão 12:
Qual o teu lado mais acentuado? Orgulho ou teimosia?
Teimosia! Ui!!
Teimosia!!!

Questão 13:
Casamentos homossexuais e direito à adopção?
Casamentos sim.
Adopção?... Tenho as minhas restrições...

Questão 14:
O que te faz continuar o blogue?
Saber que há pessoas que se reconhecem nas minhas palavras.

Questão 15:
O número de visitas e comentários influencia o teu blogue?
As visitas nem tanto, mas os comentários sim.

Questão 16:
Na tua blogosfera pessoal e ideal, como seria?
Seria uma realidade onde não houvesse lugar para as intrigas e mágoas que há na outra realidade...
Seria um local onde as pessoas se reconhecem mutuamente apenas pelas suas palavras (e imagens, o que for...) e não por conjecturas que poderão estar totalmente desfasadas da verdade e perverter aquilo que pensamos dos outros...
(Um dia explico-vos melhor...)

Questão 17:
Devia haver encontros de bloguistas? Caso sim, em que moldes? Caso não, porquê?
Porque não?! Já houve alguns por aí!
Em que moldes? Com base em empatias, evidentemente!

Questão 18:
Sabes brincar contigo e rir com quem brinca contigo? Sem ironias.
Depende.
Se brincarem com algo que me está à flor da pele (se é que me entendem), não consigo reagir da mesma forma... sinto-me ferida e não consigo encarar as coisas como brincadeiras.
Em outras ocasiões, diria que sim...

Questão 19:
Quais são os teus maiores defeitos?
Teimosia (já disse lá atrás)... perfeccionismo... nervosismo...

Questão 20:
Em que aspectos te elogiam e/ou achas ter potencialidades e mesmo orgulho nisso?
Na minha persistência em cumprir os desafios a que me proponho. Custe o que custar.
Tenho uma amiga que acha que sou muito fashion... é querido da parte dela, mas não estou com essa bola toda.
Algumas pessoas tecem elogios à minha escrita... que o faço por paixão e tenho um orgulho imenso nisso, não há dúvidas! Agora se é assim ou não... bom... digam-no vocês! ;)

Questão 21:
Entre uma televisão, um computador e um telemóvel, o que escolherias?
Um telemóvel. (ou dois, lol...)

Questão 22:
Elogias ou guardas para ti?
Guardo muito mais do que elogio, admito...

Questão 23:
Tens humildade suficiente para te desculpar, sem ser indirectamente?
Faço por isso...

Questão 24:
Consideras-te, grosso modo, uma pessoa sensível ou pragmática?
Sou as duas coisas, na verdade!
Bolas, sensível e demais!!

Questão 25:
Perdoas com facilidade?
Nem por isso...
Guardo com facilidade, mas não quer dizer que perdoe...

Questão 26:
Qual o teu maior pesadelo ou o que mais te preocupa?
O meu maior pesadelo é perder alguém que amo.
O que me preocupa? Neste momento? A falta de tempo...

E pronto, é isto...
Mais alguma questão?
;)

Obrigada pelo desafio, mais uma vez!

9 de fevereiro de 2010

Sal...

... é o sabor do seu rosto...
depois de um caminho demasiado longo, chegou e encontrou apenas o espaço vazio e deserto daquele que prometeram que seria o seu oásis...

Cansada da viagem, não conseguiu mais do que soltar o grito angustiado das expectativas defraudadas e cair sem forças sobre aquele tapete de areia árida...

Muito maiores do que ela própria, as lágrimas explodem...

Que lhe resta agora?
Regressar a casa.
Que mais?

O caminho de retorno parece mais longo e exaustivo do que o fora no sentido inverso... cada passo encerra o peso do mundo... cada pegada é ansiosamente tragada pelo areal, que parece querer eliminar a todo o custo o rasto da viagem...

Acompanha-a o silêncio...
esse companheiro de porte grave e ao mesmo tempo tão reconfortante...
É ele que lhe sussurra ao ouvido a melodia que lhe toca a pele e lhe arrepia a alma...
É ele que lhe diz que feche os olhos e inspire o ar quem vem ao seu encontro no caminho...
É ele que lhe diz baixinho que solte tudo...
E que amanhã, mais leve, o caminho parecerá mais breve...
É ele que a incita a seguir caminho e procurar o oásis...
Uma vez mais...


E ela de olhos fechados, beijada pelo silêncio, segue...




8 de fevereiro de 2010

Desabafo

«Põe-te no seu lugar*»

Gostava que parassem de me pedir isto
e que,
para variar,
se pusessem no meu lugar também...
só por um bocadinho....



*Título de um dos capítulos de Ética para um Jovem
de Fernando Savater...
Altamente recomendável, btw...
Img

7 de fevereiro de 2010

Um sábado qualquer

Não tenho tido tempo para escrever... também não tem abundado a inspiração, confesso...

A minha gestão de tempo tem sido catastrófica nos últimos tempos, mas, ainda assim, tenho conseguido dedicar alguns bocadinhos aos amigos... estar com os de sempre... reencontrar os que têm estado demasiado longe...
E isso é bom, muito bom! Mesmo sob pena de deixar que se acumulem tarefas e responsabilidades...

Foi isso mesmo que aconteceu ontem... Cházinho (ou chafé) com bolinho de chocolate em casa de uma amiga extraordinária, seguido de um jantar-reencontro aqui, com muita conversa - boa e interessante - comida excelente e muito boa companhia... E porque o que é bom deve sempre prolongar-se, a noite continuou aqui:


Obrigada por me levares sempre a conhecer sítios bonitos e interessantes!
E obrigada também pelos livros!
Sabes bem o que gosto, o que realmente me importa...
Enfim... Conheces-me... 

Gosto de olhar para ti assim, sem mágoas nem ressentimentos, lembrando apenas aquilo que há de bom a lembrar...
É bom rir assim contigo!
É bom reter assim aquilo que há de melhor entre nós dois!
E é incrivelmente bom ouvir alguém dizer com um sorriso:
«Que bom ver-vos novamente juntos!»

5 de fevereiro de 2010

Aos olhos dos outros...

Disseram-me ontem à noite (a meio da conversa na nossa escadaria de sempre)...

"Emites calor!"
"És muito felina!"

É bom ficar surpreendido ao ir descobrindo o que os outros vêem quando olham para nós...

1 de fevereiro de 2010

O banco de jardim

Para chegar ao centro, atravesso sempre o pequeno jardim.
Não preciso de o fazer.

Poderia contorná-lo pela calçada junto à avenida e chegaria lá provavelmente até mais depressa. Mas prefiro passar pelo jardim. Insignificante para a maioria, visto como um mero adorno de um espaço que ficaria demasiado vazio de outra forma.

Para mim, porém, é mais como um reduto de fuga.

Meia dúzia de árvores já centenárias, alguns metros de relva, tímidos caminhos desenhados a cascalho branco e salpicados de canteiros de flores, três ou quatro bancos de jardim em torno do canteiro principal, normalmente animado por pequenos festins de pombas que por ali vão descobrindo alimento.

Apesar do ritmo acelerado da cidade, quando entro na sombra daquelas árvores, o meu corpo obriga-se a abrandar, como se respeitasse a solenidade deste pequeno oásis à beira da extinção.

Num dos bancos de jardim, avisto-os, ainda que de costas. O tom cinza dos cabelos denuncia a sua idade. A cabeça dela encostada ao ombro dele denuncia a sua cumplicidade.

Vou-me aproximando discretamente ao longo do carreiro de cascalho.

Alheios aos meus movimentos, assim como de outros que vão passando mais apressados e alheados do que eu, lá continuam.

Começo a perceber ligeiros acenos de cabeça e, aos poucos, vou começando a discernir sorrisos sussurrados que vão presenteando um ao outro. A sua presença é tão perfeita e harmonizada que nem as pombas se incomodam e, confiantes, vão passando bem perto dos seus pés.

O meu caminho passa à frente do seu banco de jardim. Passo ao mesmo ritmo que já trazia e avisto-os pelo canto do olho. Receio sequer incomodar a harmonia daquela cena de tela com algum movimento brusco. Receio infundado, porém. Ninguém os poderia incomodar.

Ninguém poderia incomodar a beleza e a serenidade com que estes dois seres lindos atravessaram a sua vida, de mãos dadas e cúmplices.
Ninguém poderia questionar todas as lições que aprenderam lado a lado e um com o outro.
Ninguém poderia duvidar que este amor, sim, é inquebrável e irrefutável.

São aqueles sorrisos, aqueles segredos quase desnecessários, aquela forma como permanecem imunes aos sons e movimentos do que se vai passando à sua volta que desvendam essa vida maravilhosa que os dois - um só, afinal - têm para contar.

Envelhecer assim não é senão rejuvenescer, crescer, ser sempre mais e maior.

Sigo o meu caminho.
Já ao fundo do pequeno jardim, olho para trás. Nada mudou à minha passagem! Fico feliz por não os ter perturbado.

Continuo a passar naquele mesmo sítio tantas vezes, tantos anos depois... e, de cada vez que o faço, ainda abrando o passo, fecho discretamente os olhos e revejo aquele quadro de amor ancião que ficou gravado ali, que ficou guardado na minha memória. E tantas vezes desejo poder ver pintada com estas mesmas tintas a imagem da minha própria velhice...




Para o desafio de Fevereiro,
subordinado ao tema Velhice
 
Foto minha

29 de janeiro de 2010

Nina Simone & Design gráfico

Gosto tanto de me cruzar com pessoas interessadas e interessantes, precisamente porque me levam a descobrir coisas boas!
A B., minha colega da PG, descobriu e partilhou connosco isto, apenas 2 dias depois do bendito teste de Design Gráfico! Depois de tanto se ter falado e pensado em tipografia... vem absolutamente a propósito!

Um jogo dinâmico de tipografia e símbolos para coreografar esta sublime música na versão de Nina Simone!
Gostei, gostei muito!!

Oiçam e vejam!
Diria que vale a pena!




Descrição do vídeo:
This was done for a motion graphics class in the SVA MFA Design program.
The assignment was to create a music video using just type and typographic elements in black and white.
The song choice was up to us.
The professor was Gail Anderson.



PS:
Ah! Se passares por aqui entretanto, André,
esta é especialmente para ti que tanto gostas de Nina Simone!

28 de janeiro de 2010

Serei eu a única...

... a quem a
PACIÊNCIA
e a
CONCENTRAÇÃO
falham
precisamente
quando fazem mais falta?...

26 de janeiro de 2010

Respiração suspensa


Ele foi embora.
Seguiu para onde tinha de ir.
E ela jurou que não mais voltaria a respirar enquanto não reencontrasse o seu olhar, enquanto não voltasse a sentir a onda da sua respiração aportar na praia do seu rosto.


E ela aguarda...
Espera que com ele regressem os raios de sol, os dias de colher as ameixas de sabor quente e doce e comê-las ali mesmo, junto à árvore-mãe.
Espera que ele se decida a olhar para trás. Não. Que ele estaque a meio do caminho e perceba que deixou algo lá atrás... a força dos seus sentimentos. A vontade imensa que ela tem de lhe aquecer as mãos nas noites de Inverno, de estender para os dois a toalha de piquenique na planície de sempre, de o beijar adormecido à beira-mar, de sentir com ele o primeiro pingo da chuva de Outono cair na terra do seu ser e levantar aquele odor tão familiar para os dois, de simplesmente contemplar o seu corpo despido enquanto ele dorme ao som da brisa quente de Verão.

E ela espera que ele, longe, sinta o seu peito apertado e que volte atrás, a correr, que lhe acaricie o rosto com aquelas mãos já tão cúmplices da sua pele e lhe diga finalmente:
Shhhh... vai ficar tudo bem... estou aqui de novo...

Escrito a meio da noite,
a meio da insónia,
no verso da página sobre translineação,
que devia estar a estudar...

25 de janeiro de 2010

Uma bolha de oxigénio... ou só um desabafo...

... e já aqui estou outra vez...
... porque este é o meu refúgio...
... porque preciso de respirar e não consigo...
... porque tive um ataque de pânico e não me consigo concentrar e estudar...
... porque não o posso dizer a ninguém...
... porque estou cansada, muito cansada...
... porque mantenho a respiração suspensa por ti e desespero para que dês um pouco do teu ar...
... e porque porque não percebo...