31 de dezembro de 2009


É assim que vou adormecer hoje...
Com um sorriso e muita paz no meu coração...
Feliz...
[Obrigada por todos os mimos e por me me aquecerem a alma...]

30 de dezembro de 2009

Em jeito de balanço...

Há precisamente um ano atrás, celebrava os meus 25 anos cheia de entusiasmo e grandes expectativas quanto aos tempos que se seguiriam...
Foi um ano longo, demasiado longo e pesado emocionalmente.
Começou muito bem... Não decorreu da melhor forma... Terminou numa espécie de apatia...

Nos últimos dias tenho-me debatido com a lembrança dos projectos que, há cerca de 10 anos atrás, aspirava ver concretizados nesta altura da minha vida...
Nada correu como um dia sonhei tão inocentemente...
A minha carreira não passa nem de perto por aquilo que nesses dias imaginava.
A minha vida emocional é um desastre comparada com a pintura cor-de-rosa do futuro que fiz então.

Estou feliz com a minha carreira, sim.
Não é o que tinha projectado, mas acho que estou a ser bem sucedida...

Estou muito, mas muito feliz com os amigos que me rodeiam, que têm sido desde sempre a minha mais-valia, a fonte dos meus sorrisos mais sinceros e sentidos, o meu apoio e o meu porto de abrigo. Só espero um dia conseguir retribuir-lhes de uma forma pelo menos próxima disso.

Com a minha vida emocional, nem tanto...
Aos 26 anos, tenho mais medo do que nunca da solidão...  
Sinto que tenho vindo a falhar na minha forma de lidar com as minhas relações, que tenho feito as escolhas menos acertadas...
E o tempo voa.
Voa demasiado depressa.
E tenho medo de o estar a desperdiçar.
E tenho, sobretudo, medo de ter consciência disso e de não ser capaz de mudar...
Há 10 anos atrás não imaginava que estaria, mais uma vez, absolutamente sozinha a cruzar o limiar da meia-noite.
Há 1 ano atrás também não o imaginava.
E no entanto foi isso mesmo que aconteceu...
E esta palavra - solidão - assusta-me... muito mais do que deveria...

E pronto!
Terminou o desabafo!
A partir de agora,
e nas próximas 24 horas,
vou fazer a mim mesma o favor
de arrumar no armário todos estes fantasmas
e tentar ser, tal como no ano passado,
uma chiquitita muito feliz!

29 de dezembro de 2009

Cumplicidades IV - Sintonias



Pergunto-me se sentiria tal sintonia se te tivesse ao estender da mão.
Pergunto-me se te encontraria no meio da multidão, se te saberia identificar no meio de tantos rostos anónimos que se cruzam diariamente sem querer saber.
Será que nos reconheceríamos ao mais simples e fugaz trocar de olhares?
Será que o subtil toque de dois desconhecidos, que chocam inadvertidamente porque vão demasiado distraídos a sonhar, seria suficiente para sentirmos que somos um só?
Será que me verias ao longe e saberias que era eu?
Será que no meio do ensurdecedor silêncio da multidões eu seria capaz de ouvir a melodia da tua voz?
Será que sentiríamos ambos esse ímpeto do beijo apaixonado, desse reencontro entre duas metades de uma só alma que alguma força superior quis um dia separar?

Robert Doisneau
Kiss by the Hotel de Ville
1950

28 de dezembro de 2009

Banda sonora lá fora

Para mim, a trovoada tem tanto de assustador como de fascinante...
E de cada vez que lá fora estoiram os trovões e o céu se ilumina, é esta que me vem à mente...



You're in my mind
all of the time
I know that's not enough...
But if the sky can crack
there must be some way back
to love and only love...

26 de dezembro de 2009

Desencontros

Faz hoje um ano que te conheci...
Precisamente um ano que irrompeste inesperadamente pelo restaurante e me salvaste daquele jantar que se afigurava estranho e pesado.
Não sei como me meto nestas coisas, mas naquela noite dei por mim num jantar a quatro que não fazia o mínimo sentido. De onde só queria fugir.
E então tu apareceste.
Inesperado, divertido, espontâneo!
Nada do que pudesse imaginar!
Chegaste com a tua boa disposição e as tuas histórias e fizeste daquele jantar um agradável e leve momento de convívio!
Foste o quinto a aparecer, mas depressa vimos que o elemento a mais não eras tu...

Foi o princípio de uma história que teve tanto de intensa como de fugaz.
Entraste na minha vida como a tábua de salvação que eu desesperava por encontrar. E de tanto querer acreditar, acabei por te criar à minha maneira, sem perceber que não era tudo como julgava ver...

Saíste da minha vida tal como entraste: sem explicações, sem avisos, sem antes nem depois...

E hoje olho para aquele jantar caricato no Casanova do dia depois do Natal e vejo que me enganei, que a minha tábua de salvação não entrou de rompante no restaurante, mas estava, sim, sentada à minha frente...
Foi essa outra pessoa que me abraçou e me ouviu chorar desesperada quando percebi que tinhas desaparecido da minha vida. Foi essa pessoa que compreendeu e não me censurou... 

Passou um ano entretanto.
As decisões tomadas não se anulam.
O tempo vivido não se apaga.
Mas talvez...
Mas talvez os desencontros se reencontrem...

24 de dezembro de 2009

Agora dentro do espírito ;)

Esta época pré-natalícia é sempre de uma correria absolutamente inacreditável!
E só na própria altura de desfrutar a Consoada e depois o dia de Natal é que pousamos as armas e paramos para respirar e pensar...
Tanta correria para quê?
Presentes, doces, planos... e afinal o que importa mesmo
é o carinho dos que amamos,
é um sorriso no rosto,
são os beijos apaixonados e sinceros,
são os mimos dos amigos que trazemos no nosso coração...

Quanto a mim, parei de correr há pouco. Vou parar e aproveitar a minha noite em paz e sossego.

Espero que todos vós que vão passando aqui pelo meu pequeno cantinho tenham um Natal absolutamente delicioso, muito aconchegado e sorridente!


23 de dezembro de 2009

Totalmente fora do espírito



Trabalho com uma pessoa
que consegue certamente bater o record de maior teor de inconveniência por kg de massa corporal!




E falta a paciência! Oh se falta!!

(Ainda bem que chegam as férias hoje!)

21 de dezembro de 2009

Um Cometa de pura inocência

Este aqui ao lado é o Cometa em pleno festim alimentício!
Chegou ontem a casa e é o presente de Natal de um bebé extraordinário para uma tia muito muito babada!

O Coelhinho andou a manhã inteira a rondar a árvore de Natal cá de casa e os presentes debaixo dela. Só lá coloquei os presentes este fim-de-semana, por isso ainda não os tinha visto! É claro que a surpresa foi enorme e, determinado, não descansou enquanto não descobriu a quem pertencia cada embrulho!

Constatou muito admirado e indignado que a tia Anna não tinha lá nenhum presente ao pé dos dele...

De tarde, passámos por uma loja de animais para comprar comida para os canários do Pai e piriquitos para oferecer à Bisa. Enquanto nos atendiam, eis que o Coelhito pára muito sério a olhar para os peixinhos.
Puxa pelo casaco da Mãe:

Olha peixinhos como o outro da tia! 
Podemos comprar um para dar à tia?
Assim ela já tem um presente!

E pronto, claro que toda a gente ficou encantada com o gesto absolutamente delicioso deste pequenino reguila mas tão doce! E claro que o Cometa veio para casa, depois de uma viagem atribulada dentro do saquito de transporte a balançar nas mãos do Coelhito!

Ah! E enquanto a funcionária lá "pescava" o Cometa do aquário, o Coelhito, sempre defensor da verdade, aproveitou para lhe dizer:

Temos de comprar um novo porque o outro peixinho da tia morreu.
Foi a tia que lhe deu comida demais!

:S Ups...
Era excusado denegrires assim a imagem da tia!!!
Uma no cravo, outra na ferradura, não é, bichinho?!

Este menino consegue ser o meu raio de luz
quando tudo o resto se afigura demasiado escuro...
Obrigado por existires, pequenino!

Chegada precoce



Consta que o Inverno só começa oficialmente hoje, dia 21 de Dezembro...

Quer-me parecer que o sacana resolveu aparecer de surpresa já na semana passada...

20 de dezembro de 2009

Peças únicas?


O que é que faz de nós diferentes, únicos, especiais?
Quais são os traços e as linhas que marcam a diferença?

Pensamos que somos uma peça exclusiva deste puzzle transcendente que é a vida, mas isso é apenas a nossa perspectiva.

Até ver, somos uma gota no oceano igual a todas as outras, absolutamente imperceptível e anónima… tão digna de captar a atenção do outro e tão facilmente substituível como qualquer outra...