- H., o chauffeur -
Das férias, faltava ainda este pequeno relato, sem o qual as crónicas ficariam decerto com uma lacuna.Já aqui disse que os meus dias de Sol deste ano foram de muitos sorrisos, dos que se vêem, mas também daqueles que só nós sentimos cá dentro. E muitos deles foram, pois, produto da encantadora companhia!
Nestas férias, eu e a R. contámos com um inesperado chaperon, que nos acompanhou, mimou, fez-nos as vontadinhas todas, aturou o nosso mau feitio e... SOBREVIVEU!! É um resistente ele!!
Mas digno de crónica mesmo é a sua condução!!!
Eu até sou uma menina forte e (suficientemente) equilibrada, que poucas vezes se assusta e nunca com o tipo de condução de quem me leva.
Mas o nosso chauffeur H. conseguiu efectivamente tirar-me do sério um destes dias!!
Juro que julguei não sobreviver no regresso a casa de um dos nossos dias de praia! No banco de trás, fechava os olhitos de cada vez que aquela alminha pensava em ultrapassar um carro - ou uns 5, por vezes - numa estrada pouco consistente e cheia de movimento!
E depois, como se não bastasse, cavalheiro preocupado como é, a dada altura, acha por bem virar-se para trás para perguntar se está tudo bem! Virar-se para trás?!!!! Então e olhar para a estrada, não?! É claro que mereceu o berro estridente: H., VIRA-TE PARA A FRENTE, PAHHH!!!!
Não contente, uns minutos mais à frente, não sei o que passa por aquela cabecita alucinada, mas eis que a alminha acha por bem abrir a porta em pleno andamento! WTF?!!!
O homem parecia determinado em matar-me, se não fosse pela condução, então de ataque cardíaco!
Ai que desejei tanto que aquela viagem terminasse depressinha...
Imagino o H. a ler estas palavras e, na cabeça dele, o pensamento:
Se estás aqui para contar a história e "denegrir" a minha imagem enquanto condutor, então é porque não foi assim tão mau!
Pois estou cá, mas a custo!!
Cá para mim, isto foi a vendetta por ter de nos aturar, a mim e à R. ...
Seja como for, conto aquela viagem como uma near-death experience...
E da próxima vez já sei: a R. leva os comprimidos para o enjoo, e eu levo os calmantes...
Escusado será dizer que,
depois da minha reacção histérica,
o pequeno ficou bem mais comedido (um querido) ao volante...
pelo menos connosco...
Quanto ao resto, ele não conta para não ralharmos, suponho!
;)








