14 de setembro de 2009

Crónicas de dias de Sol III

- A escapadinha pós-férias -
Quando tudo parece correr mal, quando o quotidiano parece empenhado em conspirar contra a nossa paz de espírito, nada melhor do que escapar para um sítio melhor!

Foi absurdamente difícil organizar qualquer coisa de tão simples, mas saiu, e saiu muito bem!!

A receita era simples: 2 dias de fuga, 4 amigos, descanso, praia e sorrisos (e gargalhadas estridentes, como é óbvio) em doses q.b.! E funciona!!

O resultado é revigorante!
Tão revigorante como o mergulho inesperado em Porto Covo às 18.30 e com o Sol já a escapulir-se em direcção ao horizonte.
Tão revigorante como caipirinhas de quase meio litro!
Tão revigorante como um jantar absolutamente Delizioso!

Tão revigorante como duas noites de sono absolutamente pacífico e decorado por sonhos muito muito cor-de-rosa!
Tão revigorante como as gargalhadas sonoras da L., as ideias geniais (e agradavelmente ruinosas) do R. e o ponto de equilíbrio que é a Fee no meio de todos nós!

Tão revigorante como dar vida ao pouquinho de loucura que temos em nós e reprimimos todos os dias!

Regressei com um sorriso quase irritante no rosto!
E hoje, nem o trabalho mais enervante do mundo foi capaz de me tirar do sério!
Ah!! :)

Fotos:
I: Ilha do Pessegueiro, cenário perfeito para o mergulho!
II: As abusivas caipirinhas do Outro Bar

10 de setembro de 2009

Portimar



















Estou de partida rumo a Sul!
Descansar, desanuviar e desfrutar da companhia de bons amigos!

Qualquer coisa, estarei a "Portimar", ok?!

;)

Seguir viagem...

O A. parte hoje para Lille, França, para o terceiro semestre do seu MBA... Parte sem que eu tenha tido a possibilidade de lhe dar um beijo de despedida... Sem que sequer tenha podido olhar para o rosto dele e guardar na mente a imagem do A que parte para a poder comparar com o A que vai regressar...

Tudo acalma, tudo se apazigua eventualmente dentro de nós... fazemos um esforço por isso quando percebemos que afinal não há outra alternativa...

Ressentimentos? Sim, muito provavelmente... Creio ser inevitável que não sentir a picada do ressentimento sempre que percebemos que aquilo que nos faz sofrer teve a sua origem na pessoa que amamos...
Pouca vontade de te ver ou de estar contigo? Talvez fosse melhor assim... Mas não... é a impossibilidade de estar contigo que me faz não mostrar o quanto gostaria de poder ver-te mais vezes... Não posso nem me devo impor... Por ti... e sobretudo por mim...
Raios! Como é que ainda te atreves a duvidar?!!
Sabes bem que não é nada disso...

Segues hoje o caminho para concretizar mais uma das etapas que tão determinadamente delineaste para ti... vais ser bem-sucedido, tenho toda a certeza... não conheço melhor elixir para o sucesso do que a determinação... Fico muito feliz por isso!

Mas partes e fica a sensação de que cada vez mais difícil fica alcançar-te... Não partes para longe fisicamente (isso é o de menor importância), mas emocional e socialmente... os nossos caminhos vão-se cruzando cada vez menos... e um dia serei apenas uma mera e ténue lembrança de alguma coisa que aconteceu na tua vida, numa qualquer fase de transição... E isso dói... tanto ou mais do que o facto de não te ter comigo...

Cada vez que penso nisto, gritam-me na mente as tuas palavras:
"Shhhh! Ainda estou aqui! Não me fui embora ainda!"
Lembras-te?...

Eu, pelo menos, vou continuar aqui...

Imagem:

9 de setembro de 2009

Electrical Storm

Acordei ao som de uma tempestade eléctrica.... e do ladrar do Jonas, do outro lado da janela, indignado porque não gosta nada disso...

Claro que a música que me ficou na cabeça foi esta... e provavelmente, na vossa também...


Ossos do ofício

Para os mais distraídos, importa, antes de começar a escrever, lembrar que trabalho em tradução... a maioria diria que é um trabalho aborrecido e, na verdade, pode bem sê-lo... seja como for, surgem sempre pequenas "pérolas" que inevitavelmente me fazem rir... ou me fazem soltar um suspiro indignado... ou que simplesmente me dão uma trabalheira daquelas... ora vejam!

A "pérola" que se segue surgiu num dos projectos desta semana e, como ainda valeu uns bons sorrisos no escritório, achei por bem partilhá-la também convosco!

É do conhecimento geral que a língua Alemã tem um forte potencial de formação de palavras por aglutinação, ou seja, aquelas palavras formadas por um monte de palavras coladas umas às outras...
Das muitas que me vão passando pela frente todos os dias, fiquei particularmente indignada com esta:

"Oberflächendesinfektionsmittelbefeuchtetes Tuch"
(mais ou menos: pano humedecido com desinfectante específico para superfícies)

É claro que a pergunta que coloquei de imediato foi:

SERÁ QUE ESTES GAJOS NÃO CONHECEM LIMITES?!!!

É que uma pessoa fica sem fôlego para conseguir dizer uma coisa destas!

E pronto, lancei o desafio à equipa: ora encontrem lá uma maior!!! Pensava eu que era difícil... Mas não... É claro que a A. puxou da imaginação e o resultado:

"ALUMINUMoberflächendesinfektionsmittel-
befeuchtetes Tuch"
(pano humedecido com desinfectante específico para superfícies de alumínio)

E quando eu pensava que já chegava... NÃO!! Pensava mal! Eis que uma pequena pesquisa no Google me faz descobrir o seguinte:

Donaudampfschiffahrtselektrizitätenhaupt-betriebswerkbauunterbeamtengesellschaft
(qualquer coisa como: associação de funcionários do principal departamento de gestão dos serviços da electricidade da companhia de barcos a vapor do Danúbio)

Estão a ver, estão a ver, porque é que eu já não jogo com as cartas todas?!!
São ossos do ofício, caríssimos...

6 de setembro de 2009

Inglorious Basterds

- Operation Kino -

Ontem foi noite de cinema. Desta vez, a mais recente criação de Tarantino, Inglorious Basterds - Sacanas sem Lei.

Confesso que não sou grande fã deste realizador (imagino claramente os vossos olhos arregalados de indignação ao lerem esta afirmação), diria que os seus filmes são demasiado alucinados, mas, desta vez, rendo-me às evidências - muito bom!!!

Lê-se numa das críticas no site IMDB:

you're not sure if you should be looking away in disgust
or rolling around laughing

e foi precisamente isso que fui sentindo durante todo o filme! Sou extremamente susceptível a muito sangue e violência e, sobretudo, tenho muitas restrições quanto a qualquer tipo de obra que tenha a II Guerra Mundial como background... mas o que aqui acontece é que a violência e as atrocidades dessa época estão aqui impregnadas de um mordaz cómico de situação ao qual não conseguimos ficar imunes.

Genial a prestação de Brad Pitt, o tenente Aldo Raine e líder dos Inglorious Basterds, com uma interpretação fisica e discursivamente fantástica.

Encantadora e forte a heroína trágica, Shosanna Dreyfus (interpretada por Mélanie Laurent), a judia fugitiva, única sobrevivente do massacre à sua família pela SS,
camuflada na confusão de Paris como proprietária de um cinema e preparada para vingar em grande tudo por que passou, arquitectando para tal um engenhoso plano, que se concretiza na cena fantástica do incêndio.

Mas de se lhe tirar o chapéu, de aplaudir de pé, é realmente a interpretação por
parte de Christoph Waltz do coronel Hans Landa! Perfeito o toque de louco e doentio com que dotou a personagem. Perfeitos os trejeitos de alucinado! Fantástico o seu ar pleno de tenacidade e calculismo!

Relativamente ao enredo do filme, acho curioso e bem sucedido o conceito tipo "combater o fogo com o fogo": a maldade e as atrocidades perturbadas do regime nazi são confrontadas por uma equipa igualmente violenta, atroz e sem escrúpulos.

Para sacana, sacana e meio!

5 de setembro de 2009

Crónicas de dias de Sol II

- O Coelhinho -


O coelhinho V. está a crescer a uma velocidade vertiginosa! E eu estou a adorar! Fica, claro, a nostalgia do bebé pequenito que comunicava por gestos e sorrisos, dos caracolitos doces do seu cabelo, e de tantas outras coisas...

Agora, a passos de completar 3 anos e de entrar para a escolinha, o coelhinho fala pelos cotovelos, diz coisas fantásticas como: "O bolinho está delicioso, tia! Obrigada!", dá ares de quem tem conhecimento de causa , tipo: "Oh tia, queres saber?", ou "O V. pensava que...", corre por todos os lados, mostra muito bem o que quer e não quer e porta-se excelentemente quando assim é necessário...

Continua a ser, no entanto, o meu bebé, um doce encantador, um coelhinho saltitão (e bravo), sem o qual já não posso viver...

Os meus dias de Sol foram também dias com o coelhinho, dias para o ver crescer e sorrir...

Nas fotos...
... na praia, a brincar na areia
... a fazer bolinhos com a tia (aqui, a testar o merengue, lol)
... a tomar banhito em Sesimbra (finalmente perdeu o medo e desceu do colinho para tomar banho pelo próprio pé)
... a construir montros de areia com a tia e a madrinha
... a posar com o seu homónimo no Parque das Nações
... a dar-me banho de balde (de água gelada, coelhinho peste!)
...ao centro, a dar-se ares de "grande", numa conversa muito "adulta" à beira-mar com um amigo da tia...

4 de setembro de 2009

Serei eu a única pessoa que...

...não
ficou assim tão triste
com o fim do programa
da Moura Guedes
à sexta-feira?...
E serei eu a única que
não pode ouvir
falar nisso?!!

2 de setembro de 2009

Love show

...voar e sonhar com amor verdadeiro...
...aquele que faz esquecer tudo o resto...
...sentir que podemos tudo...
...sorrir sorrir sorrir...





Nada como uma música destas ao acordar
para nos deixar bem
dispostas o dia todo...

1 de setembro de 2009

Crónicas de dias de Sol I

- Leituras na silly season -


Terminei ontem de ler o Romance na Toscana, de Elizabeth Adler, a minha escolha para estes dias de Verão. Romancezinho com pouco por dizer… uma história de amor comum, pejada de clichés, quase a tombar para o "chick lit", ideal como leitura de praia, onde se quer reflectir pouco. Uma nota especial para o sentido de humor da autora, muito bom, que ainda me valeu umas boas gargalhadas perante o olhar desconfiado dos meus amigos. Recomendável precisamente para isso: relaxar, desanuviar e sorrir.

A propósito de leituras de Verão, dei comigo a pensar que, de facto, em altura de férias, coisas sérias são (ou deveriam ser) evitadas ao máximo.

Foram duas semanas em que, para além do dito romance, devorei tudo quanto eram revistas cor-de-rosa que me foram surgindo pela frente… muitas vezes, apenas folheando e olhando preguiçosamente "para os bonecos", como costumo dizer…


E pergunto-me:

sou só eu que, durante as férias, procuro fugir de tudo quanto é a dura realidade que a imprensa dita séria nos faz o favor de alimentar constantemente? Sou apenas eu que prefiro cingir-me às baboseiras dos VIPs e a um pequeno pedaço de ficção que me leva para um sítio bem melhor e mais bonito?...

Imagem I: foto da R., braço do G.,
Pipoca mais doce minha e mar de Sesimbra
Imagem II: Romance na Toscana
Imagem II: banca de revistas da web