23 de julho de 2009

Esboço (I)

Como qualquer esboço, também este está em permanente mudança...
uma linha aqui, um tom ali... Nada é definitivo...
Espero que os meus olhos se adaptem às mutações da luz para ir fazendo os devidos ajustes...

Detesto...

...SPOILERS!!!!!
Não há nada pior nem mais desrespeitoso do que estragar o prazer da descoberta de um livro a uma pessoa que o está a começar a ler! Acho inadmissível que, sabendo disso, haja uma personagem, a quem não dei dois berros para que se calasse porque guardo respeito aos mais velhos, que passou a hora do almoço inteira a tecer comentários, desvendar mistérios e desenvolver teorias sobre o princípio, meio e FIM do livro que estou a ler!!!


Estou capaz de matar!!
RRRRRRRRR!!!!

20 de julho de 2009

Pétalas de Verão

Tem-se falado tanto por aí de girassóis,
e como entretanto percebi que não sou (de todo)
a única apaixonada por eles, aqui ficam
algumas das fotos dos girassóis que tenho apanhado por aí
(a maioria deles na minha horta, claro!)


São um encanto, não?

A transbordar Verão por cada pétala!

A casa...

Não deixes que desconstruam este lar que criámos de modo tão puro.
Ou será que apenas me ajudaste a criá-lo e nunca fizeste realmente parte dele?
Mas então, porque constróis uma casa em que não tencionas entrar?
Ela aqui está... Mas sinto-me sozinha nela... Sozinha como nunca...

Estás comigo? Não! Estás lá fora, recusas-te a entrar...
Desmistificaste-me, aos meus sentimentos, aos meus sonhos...
Pintaste as paredes de azul celeste, decoraste-as com sóis etéreos, fizeste para mim um mundo de sonho e depois saíste....

Afinal de contas estava sozinha... estou sozinha... como sempre...

Imagens de The Lake House, de Alejandro Agresti, 2006

17 de julho de 2009

As Cidades Invisíveis - onde reside afinal a realidade?

Terminei de ler neste últimos dias As Cidades Invisíveis de Italo Calvino e claro que não poderia deixar de escrever aqui alguma coisa sobre este pequeno livro que tanto me encantou....

Uma cidade ao amanhecer... uma cidade na pausa para o café... uma cidade numa noite de insónia... uma cidade para fugir do cansaço... uma cidade para atenuar o dia cinzento... uma cidade para fazer brilhar ainda mais o sol...

Foi assim que me foram acompanhando neste dias as cidades da mente de Marco Polo, assim como as reflexões entre este e o seu senhor, o grande imperador Kublai Kan, acerca das maravilhosas descrições magicadas pelo primeiro (serão elas reais ou meras fábulas para agradar o seu imperador?). E tudo isto foi sempre tendo sobre mim o curioso efeito de desviar a minha mente e pô-la a reflectir em coisas totalmente afastadas da realidade e do quotidiano...

Das tantas passagens que registei como favoritas, deixo-vos aqui agora uma que, já em retrospectiva, se aplica muito bem aos meus pensamentos dos últimos dias... em que, vagueando por aqui, me vou dando conta que me vou afastando cada vez mais da realidade em nome deste mundo virtual... que a dada altura já não sei qual sinto mais real... por vezes penso que conheço melhor os que por aqui encontro, com cujas opiniões me identifico indizivelmente, do que aqueles que me rodeiam fisicamente...

Afinal qual é a realidade?
A palpável ou a que existe no vácuo do ciberespaço?
A que o nosso inconsciente alimenta?
Onde é que existo realmente?
Tenho medo de vir a descobrir que,
afinal,
não existo em nenhuma das duas...
............................................
Enquanto Marco Polo e Kublai Kan reflectem sobre a verosimilhança das cidades descritas pelo primeiro e sobre a sua própria existência...

Polo: Talvez este jardim só exponha os seus terraços para o lago da nossa mente
Kublai: E por mais longe que nos levem as nossas atribuladas empresas de guerreiros e de mercadores, ambos guardamos dentro de nós esta sombra silenciosa, esta conversa pausada, esta noite sempre igual.
Polo: A menos que se dê a hipótese oposta: de os que se afadigam nos acampamentos e nos portos só existem porque pensamos neles nós os dois, encerrados entre estas sebes de bambu, imóveis desde sempre.
(…)
Kublai: Para dizer a verdade, eu nunca penso neles.
Polo: Então não existem.
Kublai: Essa conjectura não me parece que nos convenha. Sem eles nunca poderíamos ficar a balançar encasulados nas nossas camas de rede.
Polo: Então a hipótese é de excluir. Portanto, será verdadeira a outra: de que existem eles e não nós.
Kublai: Assim demonstrámos que, se nós existíssemos, não existiríamos.

13 de julho de 2009

Happy shoes, happy feet


Alguém por aí, bem perto, muito perto, escreveu uma deliciosa parábola trazendo para o papel principal sapatos... Foram palavras que me tocaram por muitos aspectos, alguns dos quais já aqui mencionei, mais ou menos subtilmente...

Contudo, este é o momento de responder à letra à parábola e mostrar um par do qual não me separo... Estão a ficar velhotes, mas são muito meus (a minha cara, como diria uma boa amiga)... E caminharam comigo durante uma fase muito bonita da minha vida, no ano que passou, fase essa que, tal como os meus "happy shoes" continua carinhosamente por aqui... marca de uma nostalgia doce, por vezes uma picada de dor, mas sobretudo, testemunha de momentos de grande felicidade que me foram dados a viver...



Happy shoes make happy feet!

Um mimo!

Depois da visita à FIA, lancei um desafio à Libelinha: uma capa para livros!
E ela, ágil com as ideias e hábil com as mãos, nem hesitou! Não descansou enquanto não deu vida a este pequeno mimo, minucioso, perfeito, um encanto!

Mais detalhes aqui


Obrigada, amiga! Desafio superado! E com distinção! ; )

12 de julho de 2009

Ainda alive... depois do Alive!

Pois é, aqui a menina dos saltos altos, do cor-de-rosa, da literatura, dos mundos paralelos, a menina que ouve The Script, Sting, e coisas do género, foi vista nesta edição do Optimus Alive... E, o mais incrível, sobreviveu!!! É de pasmar, não?

Ok, admito, festivais não são bem a minha praia, mas a este não podia faltar, não podia deixar passar a oportunidade de finalmente ver Dave Matthews Band ao vivo! E valeu cada minutinho que estive à espera!

Valeu os danos quase irreversíveis ao meus tímpanos por conta do berreiro dos Black Eyed Peas (:S) e do Chris Cornell (de quem - pasmem - gostei bastante! Ok, dispensava os guinchos estridentes, mas de resto, foi uma surpresa boa!)

Valeu por descobrir uma menina chamada Ayo, uma afro-alemã queridíssima, com uma presença em palco que tranborda empatia, e com um som muitíssimo bom.
Valeu as dores nas costas e nas pernas por estar tanto tempo de pé!

Valeu, claro, pela companhia! Obrigada, M., por me teres levado e por teres tomado conta de mim!!


Tudo porque, se já flutuava com DMB em CD, ao vivo é outra dimensão!! Os elementos da banda são uns queridos, Dave Matthews é um mimo! Os improvisos são de nos fazer voar, as músicas ao vivo arrepiam-nos até à alma! Definitivamente, entraram para os meus favoritos!

10 de julho de 2009

Would you please say it?

Porque hoje acordei a precisar que mo digam...


7 de julho de 2009

Lua lua


Lua lua, porque me observas assim?
Porque perscrutas o meu olhar, iluminando-o dessa forma?
Procuras resposta a alguma pergunta?
Procuras desvendar o meu segredo?
O que queres tu de mim?

Porque me segues furtiva enquanto caminho?
Acaso queres descobrir para onde me dirijo, onde me escondo?
Ou será que desejas apenas proteger-me?
Iluminar o percurso, impedir que tropece nas pedras?
Despertar-me para os obstáculos?
Afugentar os seres clandestinos, predadores que se ocultam nas sombras?

Porque me acompanhas dessa forma?
Porque te devotas a ser minha companheira silenciosa?
Porque roças subtilmente a tua aura na minha pele?
Assustas-me. Encantas-me. Enfeitiças-me.
Não deixes de iluminar a minha noite.