5 de julho de 2009

Abraça-me!

Quero-te aqui comigo!

Quero poder descansar aninhada em ti depois de um dia cansativo!
Quero que me mimes, sem palavras, nem perguntas. Apenas um abraço sentido, um beijo sussurrado, um toque leve e subtil, mais percepcionado pela alma do que pelo corpo!
Quero-te na minha vida!

Não quero que me fujas por entre as mãos como grãos de areia!
Não quero teorias nem contras nem barreiras nem entraves nem precipícios entre nós!
Não quero racionalizar! Somente sentir!
Não quero obedecer à minha mente que me ordena que me afaste e que me deixa apenas observar-te do horizonte, sem que te possa alcançar, sem que consiga fazer a minha voz chegar até ti!
Não quero que me convençam de que vivo um simples capricho!

Quero-te aqui!
Vem ter comigo!
Abraça-me!

Shhhhhh!
Não acordes!
Deixa-te estar aqui comigo!

4 de julho de 2009

Vai ser um dia longoooooo...

Avizinha-se um dia longo....

Dormi pouco,
tive pesadelos com a minha maior fobia,
e entretanto bateram-me no carro...
(pela segunda vez em sete meses!!!!)

E pronto,
agora vou para o casamento da minha amiga com a traseira do Corsinha toda enfaixada e uma neura muito pouco simpática...

Breathe in, breathe out....

2 de julho de 2009

FIA 2009

Ontem à noite passei pela FIA Lisboa com a Libelinha Dourada!

Tenho que confessar que fiquei absolutamente encantada com o que encontrei!

Sou uma apreciadora declarada de artesanato, mas tenho andado pouco desperta para isso nos últimos tempos... Ontem, reanimou-se-me o interesse! Não tinha noção das inovações que têm marcado a evolução no campo, sobretudo no que toca à dita arte urbana!

Fiquei fascinada e com vontade de explorar algumas coisas!

Foi lá que encontrei o acessório que faltava para completar o modelito do próximo sábado! É uma deliciosa criação da D. Alice Candeias, integrada nesta edição da feira na Associação de Artesãos e Artistas Plásticos da Região de Montemor-o-Novo.

Digam lá que não é um mimo?!!!

Casar...

A Di vai casar este sábado. Depois de cerca de 8 anos de namoro e de 3 de vida em comum, ela e o seu R vão finalmente oficializar esta história de amor que me enternece de forma indescritível cada vez que penso nela.

Conheci a Di na faculdade e foi aí que nos tornámos colegas e cúmplices. Seguimos caminhos diferentes entretanto, mas o facto de nos vermos com raridade e de, mesmo assim, sentirmos a mesma empatia de sempre, é a subtil confirmação de que seremos sempre amigas, longe ou perto.

Quando a conheci, o R já fazia parte da sua vida, e era com serenidade e naturalidade que dizia, descontraidamente, que ele era o homem da sua vida. Banal na maioria dos casos, mas neste, sentia-se nitidamente a aura da autenticidade. Facto é que quem os vê não precisa sequer que nenhum dos dois o declare, pois torna-se mais do que óbvio que aqueles dois são um só!

Oficializar a relação como o vão fazer este fim-de-semana é apenas um mimo extra a uma relação já de si tão encantadora. Necessário não seria mas, no caso deles, parece-me fazer todo o sentido.

A Di e o R são com toda a certeza a prova cabal de que histórias de amor com um fio contínuo de felicidade a traçar-lhes a rota do futuro são afinal, e apesar de tudo, uma realidade! E porque tão raras de encontrar, tão mais especiais e significativas…

Aos meus dois amigos, toda a felicidade que seja possível encontrar!!

29 de junho de 2009

Um mundo paralelo...

Neste mundo paralelo, nascido inadvertida e inesperadamente da nossa mente, adormeço aninhada nos braços daquele que me observa e descobre espelhado nos meus olhos o melhor de mim...

Aqui, não precisamos de luz. Mesmo as palavras chegam a ser acessórias, por vezes. Sentimos o que está em nós, de olhos fechados, confiantes, sem a restrição das imagens ou das descrições.

Aqui, somos seres puros, talhados um para o outro, sem recriminações nem fantasmas. Sem outros. Sem regras. Sem convenções. Sem distâncias. Valemos por nós mesmos.

Neste mundo intermédio, inacessível e ao mesmo tempo tão próximo, tão real, tão essencial, respiro descansada porque me sinto protegida e protectora.

Irreal? Talvez...
Inexplicável? Provavelmente...
Inevitável? Evidentemente...


PS.:
Obrigada pela imagem, querido Swa!
Agora tens é de me ajudar com a respectiva fonte...

26 de junho de 2009

Esboço

Por onde se começa um esboço?

Um qualquer traço,
uma marca,
um objecto,
uma ideia…
qualquer coisa,
pequena ou grande,
discreta ou óbvia,
não importa…
desde que capte o olhar…

E depois?
Depois pegas em emoções,
olhares,
toques,
traços da essência do ser
que nos inspira,
que se vai revelando ao sabor
do tempo,
das ideias,
da carícia do vento no seu rosto,
do sorriso despoletado pela ternura de um gesto,
do olhar indignado por algo que o revolta,
do toque na ferida que afinal ainda dói,
do mimo que o faz renascer…

Não é um esboço parado, imóvel,
uma fotografia de uma imagem imutável!
Não!
É antes um esboço vivo,
uma criação permanentemente em metamorfose,
uma imagem que se constrói a si mesma,
que deixa antever não a forma,
mas a essência…

23 de junho de 2009

Neeeeeervos!

Às vezes tenho a sensação que, para se ser um chefe verdadeiramente bem sucedido, é requisito essencial ter a capacidade de, pelo menos esporadicamente, testar os níveis de irritabilidade dos empregados!! Todo o chefe que se preze, por mais fantástico que seja (e os meus são-no!!), tem de saber, mais ou menos conscientemente, ferver o sangue do seu staff!

Porque é que no dia em que temos coisas combinadas, planeadas e com horários marcados nos cai no colo, assim a pouco mais de meia hora do final do dia um "maravilhoso" trabalhinho que nos exige pelo menos mais uma hora e meia para ficar prontinho e bonitinho como eu gosto?!!

Não! Parece que nos lêem a mente! Quando não temos mais nada para fazer, não planeámos nada porque partimos do princípio que o dia vai ser difícil e longo, eis que saimos à hora certa, descansadinhos da vida e com a sensação de dever cumprido! Aproveitar o resto da tarde? Pois, assim de repente, nem sabemos muito bem como, não estávamos à espera de ter tempo livre!

No dia seguinte: ena, isto hoje até vai dar para resolver umas coisas e ainda chegar a horas e sem as correrias do costume à aula de step! Puff! Lá vem a leitura de mentes outra vez e, logo de seguida, o boicote!

Ai, neeeervoooos!!!!

Pronto, admito, hoje não foi um bom dia...

Lágrimas mudas

Porque é que as palavras me atormentam com os seus gritos lancinantes a ecoar dentro da minha cabeça mas não me deixam expulsá-las, libertar-me e mostrar ao mundo o que elas estão a fazer comigo?!!


Entrincheiram-se no refúgio que as criou e aí travam uma batalha sem escrúpulos nem piedade contra aquela que é, afinal, a sua única aliada…


Não estão aprisionadas, muito pelo contrário, têm o caminho livre, mas preferem perpetuar a turbulência dentro duma mente só… e a única coisa que deixam sair como parco vestígio da sua existência são lágrimas mudas e efémeras que não mostram minimamente toda a força e impacto que as suas causadoras infligem…

17 de junho de 2009

Cumplicidades

A noite e a cidade são nossas cúmplices. Abraçam-nos num véu de anonimato e dão-nos liberdade para vivermos este sentimento.

Debaixo deste manto, somos seres desconhecidos, indiferentes e pequeninos perante o ardor fervilhante das ruas, das casas, dessa gente apressada que nada vê... e, no entanto, rei e rainha desta história de amor, intemporal e imensurável.

Essas duas feiticeiras que nos abrigam brindam-nos ainda com a sua poção, que sorvemos agradavelmente e nos faz subir à flor da pele o indizível que nos aquece a alma.

O sorriso. O toque. O beijo sob a abóbada estrelada da cidade. O vinho que nos abre a passagem para esta dimensão luminosa e infinita.

A noite que abafa o grito expansivo do prazer... banal para os outros, comuns mortais, que não sabem de onde vem nem o que significa este sussurro sibilado de harmonia. É só nosso. Daqueles que o sentem com toda a sua força e impacto. Daqueles que emanam o brilho invisível do amor.

Comparsas fiéis dos amantes da noite, quantos de nós são vossos protegidos? Quantos de nós repousam ao abrigo do vosso seio sem vos valorizar devidamente, silenciosas guardiãs?...

Crash

It's the sense of touch...
I think we miss that touch so much
that we crash into each other
just so we can feel something.
Crash (2004)



Terei visto poucos filmes ao longo da minha vida que me tenham impressionado tanto pela intensidade de sensações que vieram à tona da forma que este o fez...

E porque a frase de entrada me soa tão verdadeira, teria de ficar aqui...