10 de junho de 2009

The Script @ Aula Magna

Cheguei agorinha mesmo da Aula Magna.
Foi a primeira vez que lá estive, o que é no mínimo estranho, já que o espaço é parte da minha faculdade… Como é que passaram seis anos sem que lá tenha entrado? Pois que não sei…

Os The Script vieram finalmente à nossa capital mostrar o melhor de si! Um espectáculo simples, minimalista, sem grandes adereços ou efeitos, muito ao seu próprio jeito! Sem grandes ondas, apresentaram o seu álbum de modo animado e criando uma boa empatia com o público, ainda que, para isso, a pronúncia irlandesa tenha constituído um desafio!

Facilmente identificáveis com Police, ou talvez também Bryan Adams, diria que estes meninos conseguiram uma boa receita para cativar o público, desde a sonoridade ao conteúdo das letras!

Para além dos singles já conhecidos, deixem-me dizer que fiquei agradavelmente surpreendida com a força de "Rusty Halo", provavelmente um dos pontos mais altos do espectáculo! A notar também a doçura de "I'm yours"! Nenhuma destas duas ainda tinha captado a minha especial atenção no álbum, mas conseguiram surpreender-me esta noite!
A mim, como a toda a sala, com certeza, tocou-me bem fundo o single que os trouxe até nós. Já aqui tinha mencionado The man who can't be moved como um sonoro poema ao verdadeiro amor, mas é justo voltar a dizê-lo!

How can I move on
when I'm still in love with you?

E foram estas as palavras que me deixaram lágrimas nos olhos… Sei que esta música me toca tanto a mim como a qualquer outro que lá tenha estado… Mas porque me sinto tanto no papel protagonista desta história, e porque isso me dói, as lágrimas cairam, sentidas…

Obrigada às minhas amigas fotocópias pela companhia!
Estava difícil de voltar a ver-vos!! Foi preciso The Script para nos juntar!

9 de junho de 2009

Sempre a aprender!

Acho que nunca o mencionei por aqui, mas tenho um coelhito espertalhão e espevitado a saltitar pela casa quase todos os dias! É impossível não sorrir quando ele anda por perto com as suas lógicas e conclusões.


Estávamos hoje os dois no sofá à espera do resto da família para jantar, perdidos nas nossas conversas altamente profundas, e o que saiu da lá foi isto:

(a conversa tinha a ver com comidas e bebidas de que gostávamos...)

- Coelhinho, gostas de ovos?
- Sim!
- E de onde vêm os ovos?
- Das galinhas!
- E o leite?
- Das cabritas!
- Boa! E das vaquinhas também! E de onde vêm os bifes, sabes?
- Sei!! Do Pingo Doce!

E pronto, com esta ficou aqui a tia sem reacção... E, acreditem ou não, isto é beeem frequente...

O V* é o meu fantástico sobrinho!
Tem 2 anos e 8 meses e uma lábia inacreditável!
Já para não falar da energia!
Para a tia, é e continuará a ser sempre
o meu Coelhinho...

7 de junho de 2009

Snapshots (II)


Só porque a conversa no espaço do Swadharma me lembrou desta coisita doce que já tenho comigo há tantos anos!

Não sei se concordo em incluir o príncipe sapo na categoria de clichés, mas, a sê-lo, é um dos poucos que ainda me faz sorrir! Nem tanto pelo próprio conceito, mas mais pelas origens do conto...

A foto não é minha, mas sim do Ricardo que, em Heidelberg, no Verão de 2006, encontrou esta pequena estatueta junto a um pequeno lago em homenagem ao conto dos Irmãos Grimm, Der Froschkönig... uma história que faz parte do imaginário de infância de todos nós... um doce...


Palavras & papel

Mesmo no caso daqueles que consideram a sua letra menos bonita - a minha não o é: sou esquerdina, a letra é irregular e inconstante e varia bastante consoante o meu estado de espírito - a vida das palavras assim criadas parece ter uma maior força...

6 de junho de 2009

Snapshots (I)

Directamente do meu quintal! =)

Dream team - o efeito WSI

Ontem foi noite de reencontro... já poucos de nós se mantêm na casa... uns seguiram por outros caminhos, outros foram obrigados a a desviar-se, alguns, porém, continuam de pedra e cal...

Seja como for, é delicioso perceber que continua a existir ali uma afinidade que não cresceu deliberada ou conscientemente, mas cuja presença é obviamente perceptível!

Com eles, sinto-me em família! Sinto-os como membros de um clã, espalhados por aqui e por ali, mas quando conseguem reencontrar-se, sente-se sempre o acolhedor clima de empatia. A maravilhosa sensação de que estamos sempre prontos a estender a mão uns aos outros, o aconchego de perceber que estamos sempre nos pensamentos uns dos outros...

O WSI (CG) é isto mesmo para mim: uma família da qual precisei de me afastar, mas à qual regresso sempre de bom grado, cujos problemas me preocupam, cujas alegrias me animam...

Creio que poucos, além de nós mesmos que o sentimos, conseguirão perceber a força, o entusiasmo e o brilho desta equipa...

Gosto muito muito de vocês!

Vanda - fatídico!! (my fatidic best friend)
Vanda (inha) - purpurinaaaas!!!
Vera - almighty queen of the universe (almighty mummy too!!)
Inês - the special two! (we were the fantastic evening shift...)
Inês - miminho!! (my new me)
Carlos - Mr. Pray
Sónia - Xoninha! (flowers!!)
Laura - where's the spaceship, Laura?!
Sofia - Fô....miga
Joey - many have tried and many have died!!
Isis - a grande chefa!!!

E ainda...

Mara, Alexandra, Martinha, Raquel, Raquel Tolda

3 de junho de 2009

Pensamento do dia

I have nothing to declare
but my genius.
Oscar Wilde

2 de junho de 2009

Easier said than done...

Lembram-se do "Fuck it"?

Pois bem, na altura falei do conceito do livro, comentado na revista Happy de Maio, mas acabei por nem mencionar o respectivo artigo…

Hoje, uma amiga disse-me que se lembrou de mim ao ler um artigo desta mesma revista e, curiosamente, é precisamente uma das secções relativas a esse tema.
Ora, o que chamou a atenção da minha amiga foram as seguintes palavras:

Que se lixe o amor

Conhece aquela sensação de estar apaixonada e investir tudo numa relação? Tudo tem enorme importância: os telefonemas, a espera por aquele encontro, por aquele jantar especial… Depositar as nossas expectativas noutros, sobretudo em relacionamentos que são como areia movediça, é colocar em risco a felicidade. Se disser um «que se lixe» (eu prefiro a versão original - «fuck it»), se se imaginar, por momentos, a viver sem aquela pessoa ao seu lado, verá que sobreviverá. (…) Num relacionamento, não dê tanta importância a determinadas situações, verá que fica menos dependente e que a sua auto-estima não tem de ser um iô-iô na mão do outro.

Suponho que haja muito de inteligente e sensato nestas palavras, mas… tal como disse à minha amiga hoje, e tal como pensei na altura em que li o artigo, "it's easier said than done"…

Quando estamos de fora, é-nos fácil perceber a verdade inerente a estas palavras, mas no calor do momento, inadvertida e inconscientemente, caímos sempre na tentação...

E, pensando bem, não é suposto ser assim? Estar apaixonado significa precisamente sentir tudo intensamente, dar tudo por aquela pessoa…

Perceber que foi em vão e sofrer por isso… bom, isso é algo a que não podemos fugir… mas pelo menos demos o melhor de nós por essa relação... podemos sentir muitas vezes que foi um desperdício, que pode ter sido um erro, mas no momento, quando amamos, nunca o é… Amar nunca é um desperdício...

(Saudades… ainda…)

Momentos zen...

fim de tarde
brisa suave
silêncio
eça de queiroz

1 de junho de 2009

Notas (I)

Suave e discreto.
Navega por entre as ondas do sopro do vento.
Não diz, não mostra, não precisa que o vejam.
De passos seguros, vai cravando o rasto efémero dos seus passos no areal.
Pára decidido, como se aí tivesse encontrado o seu oásis, visível apenas para si mesmo.
É ali.
Continua silencioso.
Apenas as folhas do livro ouvem os seus pensamentos.
Só a brisa do mar sente o seu rosto sereno.
Não há mais nada.
O tempo é só dele.
O bater ondulante da espuma no seu ser deixa apenas trilhos comedidos e indecifráveis para o comum dos mortais.
É a sua aura encantadora de livro aberto escrito a tinta transparente que fica quando a luz do Sol parte enfim…